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	<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 22:24:37 +0000</pubDate>
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		<title>Como ser inteligente</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 22:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Você certamente conhece uma ou mais pessoas assim: daquelas que estudam, que são esforçadas, que fazem as coisas com antecedência, que se informam para tomar as melhores decisões, mas na hora do vamos ver não fazem lá a melhor interpretação das informações que recolheram.
Aquelas pessoas que não são burras, mas não são lá muito inteligentes.
Então [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você certamente conhece uma ou mais pessoas assim: daquelas que estudam, que são esforçadas, que fazem as coisas com antecedência, que se informam para tomar as melhores decisões, mas na hora do vamos ver não fazem lá a melhor interpretação das informações que recolheram.</p>
<p>Aquelas pessoas que não são burras, mas não são lá muito inteligentes.</p>
<p>Então eu, do alto da minha arrogância infinita, bolei mais um dos meus &#8220;best sellers that won&#8217;t be written&#8221;: &#8220;Como aumentar sua inteligência.</p>
<p>(o &#8220;aumentar&#8221; é necessário porque esse tipo de pessoa normalmente confunde ser bem informado com sagacidade, quando na verdade nem toda a informação do mundo vai resolver nada se você não souber usá-la bem. Basicamente as pessoas muito burras e as muito inteligentes se acham burras. Quem se acha esperto é o galerão que está no meio, aquele povo meio barro meio tijolo, normalmente não muito brilhante)   </p>
<p>Eu, que me considero razoavelmente inteligente - e logicamente não sou tanto assim, vide a última frase do parágrafo anterior - tenho para mim que o mais importante é ser capaz de pegar informações e fazer associações inesperadas, fazer perguntas novas a velhas respostas, usar o pensamento lateral. Sem isso, o cara não passa de um repetidor de idéias velhas - e eu conheço infinitas pessoas assim, que se acham muito inteligentes por repetirem idéias velhas nos lugares de sempre.</p>
<p>&#8230;mas onde eu estava mesmo?</p>
<p>Ah sim, no meu best seller que eu não vou escrever (na verdade, se alguém já tiver escrito eu vou é comprar e ler para ver se aprendo alguma coisa). Seria um livro com técnicas para se chegar a idéias novas, com exercícios para fazer a pessoa usar o cérebro de maneiras diferentes. Começando com aqueles exercícios básicos de andar na rua pela outra calçada, escovar o dente com a outra mão, andar em casa com a luz apagada. </p>
<p>Depois teria alguns capítulos de &#8220;bullshit improvisation:&#8221; pegar duas idéias (palavras, lugares, qualquer coisa) e criar uma associação. Quanto mais esdrúxula a ligação entre as duas idéias, melhor. Quando a pessoa começar a pegar o jeito, corre o risco de ela achar que pode começar a fazer poesia, mas acho que esse é um risco que devemos correr em prol de um mundo menos burro. </p>
<p>Tem também a parte das imagens - descrever situações, lugares, pessoas, com imagens inesperadas. Corre-se o risco, da mesma forma, do caboclo começar a achar que pode começar a fazer literatura. E literatura do pior tipo, aquele com descrições infames, do nível de &#8220;A África e seus cheiros amarelos,&#8221; sabe? Esse capítulo no meu livro vai ter um aviso - todas as descrições que nasçam dessa técnica devem ser vistas apenas como exercício, e não como manifestações artísticas. Mas é lógico que alguns leitores vão ignorar isso, para o sofrimento dos seus então leitores. Por isso chamarei esse capítulo de &#8220;técnica do sub literato.&#8221;</p>
<p>Posso também chamar algum engenheiro para criar exercícios de soluções de problemas reais. Logicamente, soluções alucinadas, laterais e tortuosas. Essa vai se chamar &#8220;técnica do evil scientist.&#8221; Torço para que todos entendam que não é para sair por aí agindo que nem um cientista maluco, esses são só exercícios. </p>
<p>Pois bem, acho que nesse ponto o caro leitor do meu best seller já deve ser capaz de juntar duas reportagens da Veja, associá-las e fazer um comentário próprio, em vez de regurgitar o insight de outrem. Ou não. Só sei que certamente já existem livros sobre pensamento lateral por aí, provavelmente mais eficientes, e sei que provavelmente essas pessoas não muito brilhantes mas não fortemente burras que eu descrevi no primeiro parágrafo jamais lerão esses livros. </p>
<p>E convenhamos, isso não tem a menor importância. Eu vou é dormir porque eu tenho um menino para amamentar de manhã - ou antes.  </p>
<p><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/109274-144503-ozymandias_super-135x300.jpg" alt="109274-144503-ozymandias_super" title="109274-144503-ozymandias_super" width="135" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-993" />&#8221;  </p>
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		<title>&#8220;- Como foi o seu parto?&#8221; &#8220;- Lê aí.&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 11:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[Vida em Londres]]></category>

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		<description><![CDATA[Normalmente eu gosto de ler sobre os partos das pessoas (antes porque achava que ia me ajudar a me preparar - hoje porque me tornei totalmente interessada no assunto) então vou tentar contar a história do parto do Jonas cronologicamente. É bom também para eu lembrar dos detalhes.
Não escrevi sobre isso antes minuciosamente porque fiquei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Normalmente eu gosto de ler sobre os partos das pessoas (antes porque achava que ia me ajudar a me preparar - hoje porque me tornei totalmente interessada no assunto) então vou tentar contar a história do parto do Jonas cronologicamente. É bom também para eu lembrar dos detalhes.</p>
<p>Não escrevi sobre isso antes minuciosamente porque fiquei meio chateada com o jeito que as coisas aconteceram. Hoje, depois de 3 meses, fica mais fácil relevar o que não correu do jeito que eu queria e, principalmente, entender que apesar dos percalcinhos, eu tive um parto ótimo e tenho que agradecer à Nossa Senhora do Bom Parto pela minha sorte. Digamos assim: as pessoas não dizem que algo &#8220;é um parto&#8221; por nada. Mesmo um parto bom continua sendo &#8220;um parto.&#8221; Digamos que eu ainda não tinha noção completa disso. </p>
<p>Pois bem. Na sexta feira, 30 de abril, um casal de amigos veio jantar aqui em casa, e eu passei o jantar sentindo umas contrações. Nada demais, tipo cólica de menstruação, um pouco mais forte. Elas vinham em intervalos, e eu comecei a sacar que era o trabalho de parto mesmo, mas não contei para ninguém. Estava feliz de estar me distraindo e conversando em vez de ficar pensando na coisa. Depois que eles foram embora consegui dormir por uma hora e pouco, mas depois as contrações ficaram fortes demais para dormir. </p>
<p>Liguei para o hospital, eles tentaram me convencer a encher a banheira e ficar em casa, mas eu não tinha a menor noção se aquelas contrações já estavam fortes ou não. Eu tinha medo de ficar em casa e deixar para ir pro hospital tarde demais (wishful thinking? Claro!). Além disso, eu queria sossegar e ficar logo no lugar definitivo, em vez de ficar pensando que ainda teria que ir pro hospital. </p>
<p>Chamamos o taxi, pegamos uma penca de bolsas e fomos. Vou te dizer que andar de carro com contração é chato. Esperar elevador com contração é muito chato. Ser examinada antes de ser mandada para algum lugar é desesperador. Eu estava com 2 a 3 centímetros e eles ensaiaram me mandar de volta para casa (o que teria sido ultra desesperador). Como as contrações já estavam vindo de 5 em 5 minutos, resolveram não fazer isso. </p>
<p>Sinceramente, esse papo de &#8220;ficar o maior tempo possível na sua casa em vez de um quarto de hospital&#8221;  para mim não cola. No próximo parto eu vou querer meu quartinho de parto quando as contrações começarem. Não tem essa de não ser a minha casa - na minha cabeça o que importava era ter um lugar para me aboletar até tudo acabar, e não ter que ficar pensando em carro, elevador, ficar em pé, ter que me comportar que nem gente quando tudo que eu queria era me contorcer à vontade em algum lugar reservado.</p>
<p>Nessa hora me disseram que o Birth Centre, onde tem os quartos de parto humanizado e a banheira de parto, estava todo ocupado. Tenho certeza que era mentira, mas na hora isso nem me passou pela cabeça. Me fizeram ir para uma sala de parto normal no labour ward. Até hoje, quando alguém me conta que pariu em um quarto com luz fraquinha, banheira, banquinho para ficar de cócoras e bolas de pilates eu tenho vontade de mandar a pessoa para aquele lugar, dizer para ela enfiar as bolas e a banheira e o aromatizador, tudo naquele outro lugar. Irracional, eu sei. A mágoa vai passar o dia que eu conseguir parir num lugar fofolete desses mas por enquanto, por favor, não jogue sua música ambiente e sua luz suave na minha cara, por caridade.</p>
<p>Então eu fui para uma banheira normal, o que ajudou por um tempinho e logo não ajudou mais. As contrações doem muito! E eu me apavorei. Nessa hora comecei a pensar que seriam horas daquilo, que eu não ia aguentar, que ninguém ganha prêmio por sofrer, que eu não queria mais parir sem peridural. Provavelmente o medo fez a dor ficar pior, mas isso nem me passou pela cabeça na hora. Todo o meu treinamento e livros que eu li e técnicas de respiração e de relaxamento foram por água abaixo. Ninguém tinha me explicado que você precisa de uma força mental absurda para conseguir usar essas técnicas na hora H.</p>
<p>Meu medo maior era ficar cansada demais pro pushing, já que eu não ia dormir aquela noite. A midwife tentou me convencer a usar pethidine, que é uma injeção de um opióide (se não me engano), que deixa você meio grogue e dá para dormir entre as contrações. Pethidine era uma coisa que eu jurava que não ia usar, porque a droga passa pro bebê - inclusive, não é recomendável quando o trabalho de parto já está avançado, porque o bebê pode nascer meio grogue, o que eu acho uma idéia apavorante. Eu tinha para mim que era preferível ir direto para a peridural do que usar isso. </p>
<p>Assim sendo, adivinha o que eu fiz depois do papo com a midwife? Aceitei a injeção de pethidine! A idéia de dormir um pouco foi tentadora e convenhamos, eu não estava pensando muito claramente naquela hora. Saí da banheira e fui para a cama ser examinada para confirmar que eu estava com menos de 5 cm de dilatação e que o trabalho de parto ainda estava no começo. Mas aí a midwife disse que eu estava com 8 cm, adiantada demais para a injeção. </p>
<p>Nessa hora ela rompeu a minha bolsa, sem me dizer o que estava fazendo. Quando eu perguntei o que ela estava fazendo ela não respondeu. Até hoje fico puta de lembrar disso, da maneira com que as midwives tratam a gente como criança. Se tem uma coisa que me tira do sério é sentir que não estão me respeitando. Talvez eu já estivesse usando o gas and air a essa altura, porque a imagem da midwife rompendo a bolsa é meio enevoada, tipo um pesadelo. </p>
<p>Gas and air é um gas que você vai inalando e te deixa meio grogue e relaxada. Algumas pessoas acham que dá náusea, mas eu achei ótimo. Ainda pedi a anestesia mais uma vez, mas segundo a minha mãe depois de um tempo eu parei. Essa história de me enrolarem para eu não tomar anestesia me magoou, porque eu estava com medo, e parece que ninguém respeitou isso (já falei isso no outro post). Eu fiz o parto com plantonistas, então não tinha nenhum profissional de confiança comigo. Pelo visto, é assim mesmo que eles agem aqui, tratando a mulher que está parindo como se ela não fosse uma adulta. Não interessa que é uma adulta em uma situação extrema - é uma adulta, pombas!</p>
<p>Bom, vivendo e aprendendo, agora eu já sei que da próxima vez se me contrariarem eu vou ser agressiva. Não se pode prender uma mulher em trabalho de parto, o que me dá justificativa para ser &#8220;medieval with the midwife&#8217;s ass.&#8221; Hoje eu fico imaginando que se eu mordesse uma midwife, por exemplo, não poderiam fazer nada comigo. Vou lembrar disso no meu segundo parto. E vou lembrar também que eles evitam a qualquer custo procedimentos caros e que necessitem de médicos (tais como anestesias ou cesarianas, dando preferência a forceps, por exemplo) e que se for o caso tenho que insistir com unhas e dentes literais. Enfim, deixemos os próximos partos para depois - estamos hoje falando do nascimento do Jonas, e não do Jonas&#8217;s Brother ou da Jonas&#8217;s Sister (piadinhas com Jonas Brothers são impossíveis de se evitar agora, fazer o quê?).</p>
<p>Fiquei lá na cama, apoiada na cabeceira, numa posição meio de cócoras, pendurada no meu gas and air e sentindo contrações e tomando água por algum tempo indefinível. Em algum momento a midwife em algum momento tentou fazer massagem em mim e eu gritei entre dentes &#8220;Don&#8217;t touch me!&#8221; Lá pelas tantas me disseram que eu devia fazer xixi, fui ao banheiro, mas o Jonas já estava muito baixo e eu não consegui. Bom, já que é para ser escatológica, vamos de uma vez. Eu achava que tinha feito xixi antes, na cama mesmo, mas era o líquido amniótico saindo. Tentaram colocar um cateter em mim, mas não conseguiram. Esse detalhe parece horrível mas acredite, um cateter nessa hora é o menor dos seus problemas. </p>
<p>E aí eu gritei que não aguentava mais. E imediatamente lembrei que é exatamente o que as mulheres dizem antes de entrar na &#8220;transição,&#8221; que é a passagem para o estágio seguinte, a expulsão (o bom e velho &#8220;pushing&#8221;). Dito e feito. Nessa hora o seu corpo começa a ter vontade própria e parece que você está com vontade de fazer cocô. Mas isso eu já sabia também (aqueles livros todos sobre parto não foram 100% inúteis, afinal). A força que você faz para parir não é uma coisa &#8220;vaginal,&#8221; como disse um dos livros. É um esforço conjunto dos países baixos. Sabe quando você tem ânsia de vômito, que dá aquela sensação de &#8220;glé!&#8221; tipo uma contração na garganta? Pois é, é a mesma coisa, só que lá embaixo. </p>
<p>E aí é só diversão. Me fizeram deitar meio inclinada, e eu reclamava que não queria parir com as pernas nos stirrups, e eu tentava ficar de lado, meio de banda, em qualquer posição que não fosse a clássica (só conseguia imaginar que se eu ficasse de costas como uma tartaruga emborcada o meu períneo ia arrebentar todo). E aí a midwife, que já era outra, não a arrebentadora de bolsas, me berrava para fazer força, e eu não queria fazer força, queria deixar o bebê sair naturalmente como reza a cartilha do parto natural e humanizado (que, só lembrando, não era bem o que estava acontecendo ali, já que eu não estava com midwives humanizadas nem no maldito quarto de parto humanizado). </p>
<p>E eu fazia força, e lá pelas tantas a midwife disse que não estava mais ouvindo o coração do Jonas - ela não disse que o coração estava devagar ou qualquer coisa assim, o que seria preocupante - ela só disse que tinha perdido o contato com o coração dele, então não sabia como estava, e por isso eu tinha que fazer ele sair o mais rápido possível. Hoje eu já não sei se essa história foi verdade ou se ela queria me assustar para eu fazer o push do jeito que ela queria. Perceba como é bacana fazer um parto com profissionais nos quais você não confia, não é mesmo?</p>
<p>De uma forma ou de outra, funcionou, e eu comecei a fazer força do jeito que ela queria - desesperadamente. Eu sentia queimando lá embaixo (mas eu também sabia que isso era normal). Eu lembro que doeu, mas não sei dizer como. É engraçado, eu lembro direitinho da dor das contrações, que subia pelas costas e tal, mas não lembro mesmo da dor da expulsão. Uma das forças doeu muito, e foi a única vez que eu gritei (ou grunhi mais alto, não me pergunte). E eu forçava, forçava, e segundo minha mãe e Hiro, a cabecinha dele ia saindo, saindo, e quando eu respirava ele entrava de novo. E vai! força! Só mais um pouco! está quase lá!</p>
<p>E eu fiz um forçãããããão e&#8230; </p>
<p>&#8220;Isso! Ótimo! Saiu a cabeça!&#8221;</p>
<p>&#8220;O queêeeeee? Só a cabeça???? </p>
<p>Putamerdacaralho como assiiiiim????? quer dizer que ainda tem que sair os ombroooooossss?&#8221; Eu queria matar alguém, mas obviamente não falei nada disso. Eu não falava e nem sequer abria os olhos, para não gastar energia nem desconcentrar. </p>
<p>Segundo Hiro e minha mãe, aquela cabecinha ficou ali de fora um tempinho e aí eu fiz mais força e os ombros saíram e depois&#8230; </p>
<p>Blrrrlllrrrr&#8221; Saiu o resto do rapaz, e tudo queimava nas partes baixas, e ele chorou, e eu vi ele aos berros e fiquei tão aliviada de ele estar chorando e estar bem, e vi ele botando o bocão no mundo e a boca estava cheia de sangue, e eu perguntava &#8220;que sangue é esse?&#8221; e o Hiro dizia que era o meu sangue, não era sangue do bebê não, que estava tudo bem, e colocaram ele peladinho sobre o meu peito, por dentro da minha roupa, e eu fiquei lá, toda boba, e acho até que ele foi pro peito nessa hora. Ele não estava coberto daquele queijo que fica em volta dos recém nascidos, depois me disseram que deram uma limpada nele com uma toalha quando ele saiu (deve ter sido por isso que ele chorou, mas eu nem reclamo porque ninguém pode imaginar o alívio que eu senti quando ouvi ele se esgoelando e soube que estava tudo bem). </p>
<p>E nessa hora me lembraram que eu ainda tinha que parir a placenta e eu queria morrer. Tudo que eu queria era deitar em posição fetal e ficar quietinha mas não, eu tinha que fazer força para botar a placenta para fora! Eu inicialmente (digo, antes do parto, quando ainda estava no conforto da minha casa) queria expulsar a placenta naturalmente (em vez de tomar uma injeção que faz o útero contrair) mas aí argumentaram que se eu tomasse a injeção eles podiam puxar a placenta em vez de eu ter que fazer força. &#8220;Dá a injeção então!&#8221; A injeção também ajuda a parar a sangueira, o que foi bom para aplacar o medo da minha mãe de que eu tivesse uma hemorragia (minha mãe, coitada, a essa altura do campeonato já estava verde). Como eu tinha tido anemia durante a gravidez, uma injeção de vasoconstritor me parecia uma boa. E eu segurava o Jonas e sentia o cordão umbilical lá por baixo, o que é uma sensação muito estranha (o que não quer dizer muito porque, covenhamos, todas as sensações naquele dia foram estranhas).</p>
<p>Mesmo assim tive que fazer uma forcinha. Um mini &#8220;Brllrlrlrlr&#8221; de novo e a placenta saiu. Parecendo um fígado gigante. E aí acabou, né não? Não. Faltavam os pontos (e faltava eles colocarem o cateter para aí então eu esvaziar a bexiga, o que aconteceu em algum momento que eu não lembro quando foi). Antes dos pontos eles até que me deram um tempinho para eu ficar de pernas fechadas um pouco (foi bom para variar) e aí começou. Bota as pernas para cima, toma injeção de anestesia local e vamos lá. E logo depois de a midwife começar chegou uma chefe das midwives e começou a supervisionar a coisa e foi ótimo, porque a moça, que era uma chinesa, foi ultra cuidadosa e lá pelas tantas pegou a agulha ela mesma e basicamente bordou a minha perereca toda. A coisa levou horas, a ponto de o efeito da anestesia passar, eu pedir mais uma e essa segunda começar a passar também (mas aí eu não falei nada porque não queria apressar a moça - melhor que eu sentisse mas que a coisa ficasse bem feita). Nos dias seguintes ao parto agradeci muitas vezes à chinesa bordadeira, porque não senti ardência nenhuma, desconforto nenhum, nada.   </p>
<p>[ah sim, um parêntese rápido: para quem estiver lendo isso e ficar terrivelmente horrorizado, vale lembrar que tudo é muito extremo num dia desses. Uma anestesia local que seria péssima num dia normal não é absolutamente nada nessa hora. São muitas emoções, muitos hormônios, muito amor (hahaha, não aguentei). É seu filho que está nascendo, então vale colocar as coisas em perspectiva. Sabe o vórtex da perspectiva total? É tipo isso]</p>
<p>E durante os pontos eu continuava agarrada com o meu tubinho de gas and air (que tinha largado para a parte do pushing) mesmo com o povo dizendo que eu não precisava mais dele - não precisava, mas eu queria! Queria era levar para casa um tubo daqueles. Jonas estava sendo vestido pela minha mãe e pesado enquanto Hiro supervisionava atentamente a costura (vai entender&#8230;). E depois trouxeram o Jonas de novo e eu tive certeza que ele era lindo e não tinha cara nenhuma de amassado (o que depois vim a descobrir, foi um pouco de exagero maternal de minha parte - mas ele já nasceu lindo sim). E depois disso tudo eu já saí falando que no meu próximo ia ser assim e assado e que não queria que fosse do mesmo jeito e mimimi, e minha mãe achando engraçado que em vez de eu dizer que nunca mais queria passar por aquilo eu já estava era pensando nos próximos. </p>
<p>E aí tem aquelas outras partes, sair da cama, tomar banho e ficar frágil, e ficar feliz, e ficar overwhelmed com tudo, e ficar olhando apaixonada para o bebê, e ir para o postnatal ward, e dar um chilique para voltar pra casa no mesmo dia, me recuperar, e aquelas coisas todas. Mas o parto, parto mesmo, para quem queria saber, foi assim.  </p>
<p><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/img_6202-300x199.jpg" alt="img_6202" title="img_6202" width="300" height="199" class="aligncenter size-medium wp-image-984" /></p>
<p>Eu, agarrada com o treco de gas and air na hora que estavam me costurando.</p>
<p><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/img_6213-300x199.jpg" alt="img_6213" title="img_6213" width="300" height="199" class="aligncenter size-medium wp-image-985" /></p>
<p>Momento fofo. Isso foi bem depois do momento da foto aí embaixo. Eu estou horrível mas resolvi publicar assim mesmo porque achei muito engraçada. A foto foi tirada uns 10 minutos depois que o Jonas nasceu - ele foi imediatamente colocado no meu peito, ainda estava com cordão umbilical e tudo - observe como nós dois estamos muito brabos com tudo que tínhamos acabado de passar. </p>
<p><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/08/img_61671-199x300.jpg" alt="img_61671" title="img_61671" width="199" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-989" /></p>
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		<title>Os bugs no software do sono</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2010/08/06/os-bugs-no-software-do-sono/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 16:56:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ando muito encucada ultimamente com essa história do sono dos bebês. Sabe como é, tenho passado muito tempo carregando o Jonas de um lado pro outro no colo, ou conversando com ele tentando descobrir o que ele quer, e fico maquinando várias teorias na minha cabeça. Uma vez me disseram que bebês às vezes ficam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ando muito encucada ultimamente com essa história do sono dos bebês. Sabe como é, tenho passado muito tempo carregando o Jonas de um lado pro outro no colo, ou conversando com ele tentando descobrir o que ele quer, e fico maquinando várias teorias na minha cabeça. Uma vez me disseram que bebês às vezes ficam com sono ou cansados mas não dormem, então a gente precisa ajudá-los. </p>
<p>É verdade, eles ficam chatinhos e sofridos mas não fecham os olhos e dormem automaticamente. </p>
<p>Mas peraí. E como eles faziam há, digamos, 10 mil anos? Porque é lógico que o bebê que tivesse dificuldade para dormir naquela época ia simplesmente levar a breca antes de chegar a idade de se reproduzir. Um bebê que não dorme direito não faz sentido evolucionariamente falando!</p>
<p>(Parêntese: nosso corpo e nosso cérebro não mudaram praticamente nada desde o tempo das cavernas, e por isso eu acho mais inteligente tentar descobrir como nós fomos programados para funcionar do que tentar forçar um certo comportamento. Em um bebezinho isso fica muito mais claro, já que nele, diferente da gente, os instintos ainda mandam muito mais do que as convenções culturais que dominam a nós, os so-called adultos. Em outras palavras, nosso hardware é do Neolítico e nós estamos tentando fazê-lo rodar programas do Antropoceno, o que tem um belo potencial para bugs. Tendo isso em mente, digamos que eu estou tentando fazer uma engenharia reversa. Fim do parêntese)</p>
<p>Então como será que as pessoas faziam na época que nós, humanos, deixamos de ser macacos e passamos a ser isso que somos agora? Imagino que os bebês passassem boa parte do dia pendurados nas mães, amarrados em slings Neolíticos. Então eles passavam o dia inteiro semi cochilando até terem idade para andar? Eles eram colocados em um canto quieto e dormiam por conta própria? (a idéia de um bebê num canto protegido parece meio sem sentido, mas sei lá&#8230; Tanto bicho faz isso). </p>
<p>Porque o Jonas dorme bem, mas em alguns momentos tem sido meio difícil convencê-lo a dormir. Ele fica horas cansado, com os olhinhos vermelhos, mas não dorme nem mesmo andando para lá e para cá no meu colo. Aí de uma hora pra outra se anima, começa a se mexer e falar e sorrir, e depois fica amuado de novo. E assim até finalmente capotar. </p>
<p>Além disso, essa história de tentar ativamente forçar uma criança a dormir me parece muito artificial (além de irritante para o adulto). A pulga atrás da orelha me diz que tentar resolver o problema ou simplesmente mudar os padrões de sono dele - sem entender a razão para os padrões serem como são - não é a solução mais inteligente (meio como ir tomar remédio para uma dor sem tentar entender a razão para a dor em primeiro lugar). No fundo no fundo acho que isso tudo deveria ser fácil e smooth, e quando não é, é porque estamos fazendo alguma coisa errada. A questão é saber o que raios eu deveria estar fazendo diferente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mordendo a língua - ou não: amamentação em público</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2010/07/26/mordendo-a-lingua-ou-nao-amamentacao-em-publico/</link>
		<comments>http://www.baxt.net/blog/2010/07/26/mordendo-a-lingua-ou-nao-amamentacao-em-publico/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 22:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[Vida em Londres]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre achei uó qualquer &#8220;escondimento dos peitos&#8221; durante a amamentação em público. Tipo assim, eu ainda acho que peitos foram feitos para dar de mamar e qualquer outro uso é secundário e veio depois, e portanto acho mesmo que qualquer paninho, qualquer capinha, qualquer &#8220;se retirar para um lugar mais discreto&#8221; ou para uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre achei uó qualquer &#8220;escondimento dos peitos&#8221; durante a amamentação em público. Tipo assim, eu ainda acho que peitos foram feitos para dar de mamar e qualquer outro uso é secundário e veio depois, e portanto acho mesmo que qualquer paninho, qualquer capinha, qualquer &#8220;se retirar para um lugar mais discreto&#8221; ou para uma salinha de amamentação é, de alguma forma, legitimar a idéia de que amamentar em público é imoral ou que tem qualquer conotação sexual. Pois é, na minha cabeça colocar os peitos para fora num momento &#8220;personal vaquinha&#8221; era um statement desmistificador e deserotizador da coisa. </p>
<p>Mas aí a gente começa a amamentar em público e percebe que a salinha de amamentação é uma beleza, porque dá para ficar tranquilona, dá para tirar e guardar os peitos com calma, enfim. E sobre as capinhas, existe o argumento de que estimula certas mulheres mais discretas (e sem tantos delírios militantes) a amamentar por mais tempo e em paz. Mesmo assim eu mantinha minha implicância gratuita com as capinhas. Até que ouvi falar que depois de uma certa idade a criança começa a se distrair com tudo o que acontece ao redor, e que nesses casos a capinha é indispensável para que o bebê consiga manter a atenção e comer direito. </p>
<p>Então aí se um dia Jonas virar um garoto altamente distraível e você me vir com uma dessas capinhas, pode considerar uma bela mordida de língua.</p>
<p><strong>PS:</strong> como tanta gente por aí, ouvi muita história de mulheres que são destratadas por estarem amamentando em público, pedidas para se retirar desse ou daquele lugar por &#8220;estarem incomodando.&#8221; A maioria dos relatos vêm dos EUA mas muitos eram aqui do UK mesmo. Fiquei meio preocupada, no começo ficava cheia de receios de ouvir alguma coisa dessas - antes mesmo de colocar o JOnas no peito já me preparava com uma dúzia de respostas malcriadas na ponta da língua. </p>
<p>Pois bem, a minha experiência (que tudo bem, é em Londres, não na Inglaterra, e um pouco em Edimburgo) não podia ter passado mais longe dessa imagem. O povo simplesmente me ignora quando estou amamentando em algum lugar, os garçons falam comigo normalmente quando estou em um restaurante, e nunca percebi sequer uma cara feia. Estou desconfiada que essa história da &#8220;patrulha anti amamentação&#8221; é coisa criada pelos jornais e TV, que noticiam os casos - que são a exceção - como se fossem a regra (tudo bem que eu tento ser discreta, com blusas de amamentação e tals, mas mesmo que eu mostrasse o peitão todo acho que ninguém ia falar nada). </p>
<p>É mais ou menos o mesmo que acontece quando jornais criam uma sensação de insegurança ao noticiar alguns poucos crimes e assaltos em algum lugar. O que não falta é gente achando, por exemplo, que o centro de Londres é uma área perigosíssima, quando na realidade não é bem assim. A mídia tem a capacidade de ampliar esses episódios isolados e criar todo um clima desagradável que não existe. </p>
<p>O que é uma pena, porque assim como eu fiquei estressada no início, aposto que essas histórias assustam a várias outras mulheres além de mim. E só desistimulam uma coisa que deveria ser absolutamente natural (e dessexualizada).</p>
<p><strong>PS2:</strong> Basicamente, minhas idéias sobre corpo e nudez e exposição e etc foram mais bem explicadas <a href="http://www.baxt.net/blog/2009/10/21/o-corpo/">nesse post antigo</a>. </p>
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		<title>Mordendo a língua (pero no mucho) - amamentação</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2010/07/19/mordendo-a-lingua-pero-no-mucho-amamentacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 10:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha experiência de amamentação, até agora, foi assim: facílima, sem complicação, uma beleza. Isso do ponto de vista do Jonas. Ele pegou o peito logo que nasceu, fez a pega direito (já que meu mamilo não caiu nem ele ficou com fome, concluo que a pega estava razoavelmente certa), e tem mamado feliz e contente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha experiência de amamentação, até agora, foi assim: facílima, sem complicação, uma beleza. Isso do ponto de vista do Jonas. Ele pegou o peito logo que nasceu, fez a pega direito (já que meu mamilo não caiu nem ele ficou com fome, concluo que a pega estava razoavelmente certa), e tem mamado feliz e contente desde então.</p>
<p>Já do meu lado foi um pouco mais complexo. Os primeiros dias doeram MUITO. Aí nego da Leche League e etc diz que se estiver doendo a pega está errada. Aí eu fico maluca achando que ele não está pegando certo, mas não é possível, está direitinho de acordo com o que todas as fotos e vídeos mostram! A midwife veio aqui em casa uns 2 dias depois do parto, analisou tudo e disse que estava como tem que ser! Minha mãe jurando para mim que era assim mesmo, que o peito tinha que acostumar, e eu achando que ela estava errada, não não pode ser assim!</p>
<p>Bom, senhoras e senhores, é assim mesmo. Doeu para burro nos primeiros dias e depois passou (ou eu acostumei, não sei bem). Nesses dias eu fiquei desesperada e comecei a entender o povo que interrompe amamentação. Porque não é só uma dor: é pânico de 3 em 3 horas quando o bebê chora para mamar. </p>
<p>Mas depois eu desmordi a língua porque foram só alguns dias. Não é assim por seis meses, então dá para aguentar (no meu caso deu, já que eu tinha mãe ajudando - mas não julgo ninguém). Então a coisa passou a ficar bacana, que lindo, bebezinho mamando no peito, coisa idílica, la la la.</p>
<p>E aí veio a cândida. Aqui se chama thrush, e nada mais é do que aquele fungo safado que mora nos nossos intestinos e de vez em quando se descontrola (normalmente a cândida é vaginal). Aí o peito voltou a doer horrores, e depois de cada mamada os mamilos queimavam por mais um hora. É que o mocinho, logo que nasceu, tomou 15 dias de antibiótico para prevenir uma infecção urinária, já que as ultrassonografias na gravidez indicaram que um rim estava meio dilatadinho. E uma consequência comum do antibiótico é matar a flora intestinal e facilitar infecções por fungos. Bacana, né? Eu até tinha ouvido falar de gente que dá iogurte pros bebês para evitar isso mas eu não dei. Burra. </p>
<p>Então tratei a cândida, ela voltou, tratei mais (vamos pular a novela &#8220;médico se recusa a dar remédio que funcione, eu compro por conta própria e nem isso resolve, o que resolveu foi paciência, caldo de galinha, vinagre e umas pomadas&#8221;).</p>
<p>E depois de algumas semanas desse imbróglio parece que as coisas estão bem de novo (mas agora eu passo pomada uma vez por dia e continuo usando vinagre para limpar os mamilos de vez em quando). Com exceção de umas vezes que eu achei que estava com pouco leite porque Jonas estava puto (ele tem um jeito específico de reclamar que pode significar duas coisas: 1) está precisando arrotar no meio da mamada 2) o peito está vazio mas o estômago dele ainda não está cheio). Porque você sabe, nada deixa uma mãe histérica de primeira viagem mais histérica do que a possibilidade de estar deixando seu filho com fome. Solução: beber mais água e tomar chá de erva doce. Funcionou. Veja bem que eu nunca fui dessas mulheres de peitos espirrando, explodindo de cheios, fábricas de leite que são na verdade uma ode à femilidade e ao papel de mãe na natureza. Nada disso, meus peitos são bem mais comedidos - produzem o suficiente pro moço ficar parrudinho e com belas bochechas.</p>
<p>Posso dizer que agora eu acho que acostumei com essa disponibilidade gigante, com essa história de ficar umas 7 horas por dia plantada como um entreposto alimentar (veja bem, no começo eram umas 7 ou 8 mamadas diárias, que levavam no mínimo 40 minutos. Atualmente são umas 6, mas ele está mamando por uma hora inteira de cada vez. É literalmente um full time job). Depois dessas emoções (e olha que nem foram tantas assim, já que não incluíram mamilos rachados, sangramentos, mastites e coisas assim. E tive um episódio de empedramento, só um para eu saber como é). </p>
<p>Agora sim, finalmente, posso dizer que amamentar é muito bacana. Mas acho que muitas campanhas pró amamentação atrapalham mais do que ajudam! Elas deveriam informar sobre as possíveis complicações para que a gente fique a atenta, se prepare e reconheça os problemas logo no começo. Conheci uma moça aqui que teve uma cândida super forte, lá pra dentro dos dutos, e depois uma mastite galopante. Ela estava revoltada porque ninguém tinha dito para ela que isso podia acontecer, e não prestou atenção aos sintomas até que eles ficaram muito graves. </p>
<p>Além disso, tem toda a questão da dor. Poxa vida, dizer que não dói a menos que a pega esteja errada é de uma irresponsabilidade atroz! Porque eu fiquei achando que estava fazendo alguma coisa errada, quando na verdade tudo o que eu tinha que fazer era segurar as pontas, tomar um paracetamol e esperar passar - como passou!</p>
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		<title>Blusas de amamentação</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 18:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Recomendações da vida materna: blusas de amamentação. São muito úteis para dar de mamar em público sem malabarismos excessivos e sem mostrar montes de peito aos transeuntes em geral (eu não tenho nada contra mostrar os peitos orgulhosamente em público quando se está dando de mamar, mas é sempre bom ter a opção de fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendações da vida materna: blusas de amamentação. São muito úteis para dar de mamar em público sem malabarismos excessivos e sem mostrar montes de peito aos transeuntes em geral (eu não tenho nada contra mostrar os peitos orgulhosamente em público quando se está dando de mamar, mas é sempre bom ter a opção de fazer a coisa de uma forma discreta em certas situações). Eu comprei várias <a href="http://www.vialacteamodas.com.br/index.htm">dessa marca aqui</a>, de uma moça que mora no Rio mas envia para qualquer cidade. </p>
<p>Comprei um vestido e uma blusa durante a gravidez quando estive no Brasil, em dezembro, e usei de montão no final da gravidez, quando estava com uma mega barriga - e continuo usando. Há umas duas semanas comprei mais duas blusas. Todas vestem muito bem e são muito práticas e a Carol, dona da confecção, é fofa e gente boa (e foi amiga de escola da minha irmã, vejam só vocês). Por essas razões resolvi fazer uma propaganda/recomendação aqui no blog. </p>
<p>Inicialmente achei as blusas meio caras, mas com o custam mais ou menos o preço das blusas de amamentação daqui, resolvi comprar. Depois percebi que no Brasil TODAS as roupas custam uma fortuna e revi minha opinião. As blusas não são caras não (e duram bastante e aguentam muitas lavadas, eu garanto). Portanto, fica a dica.</p>
<p><strong>PS: </strong>tenho uma teoria de porque mulheres, depois de ter filhos, abstraem essa coisa de vergonha e saem mostrando os peitos em público na hora de amamentar. Pelo menos no meu caso, a falta de vergonha se deve ao fato de que esses NÃO são meus peitos. Meus peitos não têm esse tamanho, esse formato ou esses mamilos. Esses que eu ando carregando para cima e para baixo por alguns meses são os peitos do Jonas. Meus peitos, de verdade, são bem diferentes, e continuam sem estar à mostra.      </p>
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		<title>Sobre filhos e trabalho</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 12:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ficar em casa e cuidar de filhos já foi a única opção de uma mulher. Depois passou a ser uma não-opção, praticamente uma coisa proibida (mulher tem que trabalhar, expandir os horizontes, bla bla bla). Para a maior parte das mulheres do mundo provavelmente a coisa continua não sendo opcional: mulheres pobres têm que trabalhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ficar em casa e cuidar de filhos já foi a única opção de uma mulher. Depois passou a ser uma não-opção, praticamente uma coisa proibida (mulher tem que trabalhar, expandir os horizontes, bla bla bla). Para a maior parte das mulheres do mundo provavelmente a coisa continua não sendo opcional: mulheres pobres têm que trabalhar porque senão ninguém em casa come. Mulheres de certos países muçulmanos conservadores têm que ficar em casa e ponto. </p>
<p>Mas no final das contas, apesar de algumas feministas burras acharem que é um retrocesso a mulher ficar em casa depois de ter filho, as feministas esclarecidas sabem que o objetivo final de toda essa briga é dar às mulheres a OPÇÃO. E para um tanto de privilegiadas, é possível escolher o que fazer. E eu, por sorte, tenho a opção (na medida do possível). </p>
<p>Aqui na Inglaterra as coisas são bem diferentes do Brasil. A licença maternidade dura até um ano - mas não, eu não recebo salário integral esse tempo todo. Recebo salário integral por algumas semanas (10, no caso da minha empresa), depois uma ajuda do governo de mais ou menos 500 por mês até completar 39 semanas (cerca de 9 meses) e fico sem receber nada (mas com a vaga garantida) pelo resto do ano. Depois disso posso voltar, não voltar, negociar um horário parcial (por exemplo, dois dias por semana, com salário e férias proporcionais) ou negociar trabalhar parte do horário em casa. Logicamente, a empresa não é obrigada a aceitar horários flexíveis, mas é uma opção que existe.</p>
<p>Por outro lado, uma babá custa os olhos da cara (para falar a verdade nem sei quanto custa, só sei que é coisa de gente muito rica - babás aqui têm que ter <a href="http://www.direct.gov.uk/en/Parents/Childcare/DG_071215">certas qualificações</a>, tipo uma formação completa em babazice). E a creche também custa bem caro. Andei olhando umas aqui do lado de casa e para deixar a criança lá full time, 5 dias por semana, a brincadeira sai uns £1,400 por mês! </p>
<p>Existem também outras opções: child minder, que é uma pessoa que cuida de umas 4 ou 5 crianças na própria casa, e au pair. Au pair pode ser uma boa para quem tem vários filhos e mora numa casa grande e arruma uma garota para ajudar (mas não para ficar sozinha com a criança - imagina se eu vou largar meu filho com uma menina de 20 anos que está vindo pra Londres passear, assim de cara!). Quanto a child minder, por enquanto não, obrigada.</p>
<p>Como os custos de childcare são muito caros, é bem comum a mulher parar de trabalhar para ficar com os filhos (imagina pagar 3 creches de 1,400?). No meu caso, em princípio vou ficar um ano em casa e depois eu penso. Gosto da idéia de trabalhar em casa, e gosto da idéia de trabalhar part time. Mas gosto também da idéia de ficar com o meu filho, sabe? </p>
<p>Sinceramente, não sei como o povo no Brasil acha tão natural deixar os filhos com babás o dia inteiro. Não posso imaginar que uma moça, por mais responsável e confiável que seja, vá ter a mesma preocupação que eu na criação do meu filho. Além disso, como uma moça que provavelmente tem só o segundo grau vai poder conversar com ele sobre vários assuntos, vai falar português correto (e corrigir quando ele errar), vai responder as perguntas irrespondíveis que crianças espertas fazem? Sério, uma coisa que eu já percebi é que o mais importante no desenvolvimento da criança é que ela acompanhe conversas estimulantes em casa. </p>
<p>E isso nenhuma babá vai poder fazer melhor do que eu e o pai (e os tios, avós e os amigos, lógico).</p>
<p>[É claaaro que dá para estimular os filhos à noite e durante o fim de semana. Tem que gente que precisa trabalhar e pronto, e é claro que isso não vai destruir a formação das crianças. Mas acho bacana quando uma mãe reconhece que deixar os filhos com babá não é a solução ideal]</p>
<p>Outra coisa que me incomoda loucamente é esse papo de que ficar em casa diminui os horizontes e trabalhar amplia. Porque na boa, maioria dos empregos disponíveis no planeta são banais. Consistem em fazer planilhas com dados sem sentido no excel, organizar procedimentos irrelevantes, escrever apresentações que não levam a nada, fazer relatórios que ninguém vai ler. Eu mesma já tive vários empregos assim. Até mesmo no meu emprego atual, apesar de alguns bons momentos, o grosso do meu dia era ocupado escrevendo sobre uma nova vacina para enguias ou sobre uma ração especial exclusiva para cachorros da raça Pug. Convenhamos que isso não é lá muito expansor de horizontes, né?   </p>
<p>Então a idéia de ficar em casa observando (e influenciando) o desenvolvimento de uma pessoinha me parece muito mais relevante (e importante, em termos universais) do que a grande maioria dos empregos que existem por aí. É mais cansativo também, e cheio de momentos inglórios (trocar fralda, por exemplo, que não contribui em nada para tornar o planeta um lugar melhor - na verdade, torna o planeta um lugar pior porque eu ainda não me animei a usar fraldas de pano, e mesmo que as usasse estaria gastando montes de água e energia para lavá-las - mas isso é outro assunto). Além disso, eu não estou só cuidando do Jonas - estou tomando conta da casa também. </p>
<p>Bom, essas são as questões filosóficas. As questões práticas incluem o fato de que acompanhando de perto o crescimento dos seus filhos você diminui as chances de eles terem problemas na escola, andarem com mini marginais e coisas assim. Mas logicamente não economiza a grana da terapia que eles vão precisar quando estiverem mais velhos - a diferença é que quando seu filho for fazer análise, a culpa de tudo vai ser da sua presença opressora - e não da sua ausência (mãe não acerta nunca mesmo).</p>
<p>A outra questão prática é dinheiro e carreira. Não, eu não acredito que &#8220;se você passar dois anos fora do mercado não volta nunca mais.&#8221; Eu não sei em que mercado esse tipo de gente trabalha, mas acho que quem acredita nisso devia era melhorar as qualificações porque pelamordedeus, né? Mercado de trabalho não é um vórtice temporal que fecha em cinco minutos e se você perder nunca mais volta pro parque de diversões no seu mundo!</p>
<p>Mas acho sim que ficar dez anos fora do mercado de trabalho complica as coisas. Sei lá, eu ficaria insegura sem trabalhar nem um pouquinho por anos e anos. É por isso que eu quero continuar a trabalhar, na carga horária que der. É bom estar sempre fazendo alguma coisa, mantendo os contatos, para se acontecer alguma coisa poder voltar a trabalhar rápido. Se não der para ser na mesma  área em que se trabalhava antes, que seja em outra. Vejo muita mãe por aí abrindo confecção, revendendo produtos, organizando evento. Mas não é para &#8220;expandir horizontes,&#8221; é para ganhar dinheiro mesmo! </p>
<p>Para expandir horizontes eu faria que nem a Claudia Abreu e entraria na faculdade de filosofia na Puc, ou iria fazer um degree em <a href="http://www.classics.ox.ac.uk/admissions/undergraduate/courses.asp">Greats em Oxford</a>, que são opções absolutamente luxuosas de quem está com a vida ganha e não precisa de dinheiro! </p>
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		<title>Peitões</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 11:47:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Já descobri uma outra função importantíssima dos peitões gigantes de amamentação: fazer a barriga pós parto parecer menor. E funciona, viu?
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Já descobri uma outra função importantíssima dos peitões gigantes de amamentação: fazer a barriga pós parto parecer menor. E funciona, viu?</p>
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		<title>Mordendo a língua - parto</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 13:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que quando a gente tem filhos passa a morder a língua em relação a várias opiniões. Pois bem, eu não digo que mudei de lado, mas mudei um pouco minha até então radicais opiniões a respeito de parto, amamentação, etc (no futuro essa lista vai incluir alimentação, educação, trabalho, etc e etc. Tenho certeza). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que quando a gente tem filhos passa a morder a língua em relação a várias opiniões. Pois bem, eu não digo que mudei de lado, mas mudei um pouco minha até então radicais opiniões a respeito de parto, amamentação, etc (no futuro essa lista vai incluir alimentação, educação, trabalho, etc e etc. Tenho certeza). </p>
<p>Eu costumava acompanhar as discussões e os papos do povo pós parto natural e ficava achando que cesárea era a pior coisa do mundo, um estupro do corpo da mulher, uma agressão da parte do médico, preocupado só com a sua comodidade, uma falta de vergonha na cara de certas mulheres, etc. Oquei, nunca fui xiita como muitas moças por aí, mais minhas opiniões tendiam para esse lado. </p>
<p>Agora, depois de passar pela experiência de um parto praticamente natural (tem quem diga que parto só com &#8220;gas and air&#8221;, ou entonox, é natural, tem quem diga que não - eu acho a discussão uma bobagem), minhas opiniões são um pouco menos radicais para qualquer um dos lados. </p>
<p>Por aqui tem gente que acha que o parto normal, com ou sem anestesia, é um rito de passagem que marca a mudança de vida da mulher. Ouvi uma opinião interessante, que certos hospitais &#8220;tentam fingir que nada está acontecendo, que a mulher entra grávida e sai com um bebê sem que nada aconteça no meio.&#8221; Acho que é mais ou menos isso que acontece no Brasil. Você vai visitar o hospital e nego fala da suíte para receber visitas, do cardápio &#8220;diferenciado&#8221;, do serviço de manicure. Quase nada sobre o parto em si. </p>
<p>Conheço algumas mulheres que claramente preferem entregar a situação na mão do médico quando a coisa começa a doer e elas sentem medo. O povo pró parto natural afirma é que a cesárea tira da mulher o papel de protagonista do parto. É verdade. Mas a questão é que certas mulheres não querem ser protagonistas de coisa nenhuma! Elas querem pelamordedeus que alguém resolva aquela situação para elas. </p>
<p>E na boa, depois de uma experiência altamente protagonista (na medida do possível), eu acho o seguinte: ser protagonista é a opção teoricamente mais &#8220;correta,&#8221; sim. O parto é seu, foi você que inventou de ter aquele bebê, agora segura as pontas porque sua vida agora vai ser isso: segurar pontas. </p>
<p>Mas por outro lado, se a pessoa está com medo, se aquele protagonismo todo vai ser uma agressão para ela, bom, não é nenhuma desgraça que ela abra mão do pacote mulher maravilha e deixe o médico &#8220;fazer o parto&#8221; (os médicos no Brasil adoram achar que eles é que fazem o parto, mas no caso da cesárea eletiva isso acaba sendo verdade). </p>
<p>E para quem está achando que eu tive uma experiência horrível, vale explicar que não, não foi horrível. Foi um parto relativamente rápido, de 7 horas, absolutamente sem nenhuma complicação (um &#8220;textbook birth&#8221; como disseram as midwives), sem episiotomia, um rasgo de segundo grau muito bem costuradinho que não deu problema nenhum, etc. </p>
<p>Mas também não foi uma experiência excelente. Eu fiquei com medo quando as contrações começaram a doer muito, pedi a peridural, me enrolaram, não me deram. Fiquei no gas and air. Por aqui todo mundo faz o maior terror com a epidural, dizendo que ela aumenta as chances de se precisar de ventosa ou forceps para puxar o bebê. Já não sei mais no que acreditar (às vezes acho que isso não passa de lenda urbana), mas sei que na hora eu estava com medo da dor e com medo da anestesia. Não dava para fugir das duas coisas e usaram meu medo de anestesia para me enrolar. Paciência. </p>
<p>Fui acompanhada por midwives que eu não conhecia e não sabiam o que eu queria e que fizeram a coisa do jeito que elas sabiam (parte expulsiva deitada com as pernas nos &#8220;stirrups&#8221;, coisa que eu não queria de jeito nenhum). Me senti encurralada, numa hora que eu estava frágil para cacete. </p>
<p>Eu achava que estava preparada, tinha lido vários livros, treinado as técnicas de respiração e tal, mas não me preparei para a possibilidade de me apavorar. Agora já sei, estou mais esperta e no próximo parto tudo vai correr melhor. </p>
<p>Mas sei que quando acabou tudo isso eu fiquei pensando que uma cesárea planejada talvez não seja nada assim tão absurdo. Nem toda mulher quer passar pela experiência de ficar apavorada. Hoje, quase dois meses depois (dois meses? Meu deus, parece que já se passaram duas encarnações desde aquele dia!), já vejo com outros olhos as mulheres que se encagaçam e pedem pro médico dar um jeito. Então agora minha opinião é essa: que toda mulher deveria, idealmente, estudar bem o assunto para tomar decisões conscientes. Quaisquer que sejam essas decisões. E que toda mulher tem o sagrado direito de amarelar! </p>
<p>PS: Já tenho infinitas opiniões sobre o próximo parto. Que se eu ainda estiver aqui vou pagar uma midwife privada que saiba o que eu quero. Que vou prum hospital com um &#8220;birth centre&#8221; de verdade e não vou aceitar ser levada para um &#8220;labour ward.&#8221; E que as coisas vão ser do meu jeito. Ah sim, e depois do parto não vou para um &#8220;post natal ward,&#8221; mas sim prum quarto particular (aqui às vezes existe a opção de pagar por fora e ficar num quarto particular. O hospital que eu fui não tinha essa opção, e eu achei que não teria problema ficar na enfermaria e passar a noite sozinha. Engano gigante! Passar a noite sozinha com o Jonas (que ainda nem se chamava Jonas) teria sido péssimo. Ainda bem que até me dar conta disso deu tempo de recuperar a minha &#8220;mala leche,&#8221; dar um chilique e ser liberada para passar a primeira noite em casa.)</p>
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		<title>Prioridades</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2010/06/01/prioridades/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 17:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Essa é a razão de eu praticamente não escrever mais aqui, e também de ter andado com as idéias completamente chacoalhadas esses últimos meses: Jonas Axt Kozaka.

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/img_6313-199x300.jpg" alt="img_6313" title="img_6313" width="199" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-943" /></p>
<p><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/j-199x300.jpg" alt="j" title="j" width="199" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-946" /></p>
<p>Essa é a razão de eu praticamente não escrever mais aqui, e também de ter andado com as idéias completamente chacoalhadas esses últimos meses: Jonas Axt Kozaka.</p>
<p><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/img_6350-300x199.jpg" alt="img_6350" title="img_6350" width="300" height="199" class="aligncenter size-medium wp-image-945" /></p>
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