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	<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 13:48:05 +0000</pubDate>
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		<title>Peixes peixando comigo.</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 19:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou no trabalho, sem trabalhar nem ir embora. Tudo vazio, so tem eu e um daqueles cabras que moram sozinhos e nao tem para quem voltar e ficam no escritorio ate sei la quando. E eu enrolando.
Preguica de pegar frio, pegar metro, trocar de linha e ir pra casa e ter que falar pra vizinha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou no trabalho, sem trabalhar nem ir embora. Tudo vazio, so tem eu e um daqueles cabras que moram sozinhos e nao tem para quem voltar e ficam no escritorio ate sei la quando. E eu enrolando.</p>
<p>Preguica de pegar frio, pegar metro, trocar de linha e ir pra casa e ter que falar pra vizinha, que me ligou hoje e combinou de passar hoje la em casa, que a PORRA DO PEIXE DELA MORREU DE NOVO! 20 minutos antes da merda da loja de bichos fechar, Marido foi ate la correndo para comprar outro e deu com a cara na porta e no fim das contas depois de tanto esforco a gente vai ter que devolver um bicho so!</p>
<p>Cara, que mau humor, voce nao ta entendendo. </p>
<p>E depois ainda tem que comprar/fazer jantar, ou comprar uma Domino&#8217;s pizza na esquina e morrer de azia (porque eu ja estou com azia). E eh marco e continua fazendo 5 graus, quando ja era para estar esquentando.</p>
<p>Ai a proxima vez que alguem me pedir um favor idiota, tipo cuidar de uma planta, eu vou dizer &#8220;olha, eu cuido, mas nao me responsabilizo se morrer,&#8221; e as pessoas vao me achar uma amarga insuportavel, com toda razao (eu odeio gente que faz esse tipo de comentario). Ou vou recusar e vou pro inferno, porque gente que nao faz favor eh uma raca detestavel. </p>
<p>Muito obrigada, acho que estou me sentindo um pentelhinho melhor. Mas por favor, alguem me diz como eu saio dessa situacao com alguma dignidade? Humpf!</p>
<p><strong>Update: </strong>A vizinha passou la em casa, Marido atendeu e teve que contar a historia. Vizinha explicou que o peixe tinha TRES ANOS. Estou me sentindo pessima por ter matado um bicho de estimacao que era de estimacao de verdade, e por ter deixado o Marido falar com ela sozinho. Entao alem de ser mau humorada eu sou uma pessoa horrivel tambem. Nao ha esperanca pra mim. </p>
<p><strong>Update do update, dia seguinte:</strong> Aparentemente a vizinha foi bem compreensiva. Passei la na casa dela e pedi desculpas tambem (o que me deixa &#8220;even&#8221; com o Marido na medida do possivel, ne?). Agora ja foi, eh torcer para ela realmente nao estar chateada, e esquecer a historia. </p>
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		<title>Pesquisar, não pesquisar, ter superpoderes</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2010/02/23/pesquisar-nao-pesquisar-ter-superpoderes/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 12:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por um lado, acho que o grande problema do mundo é a falta de pesquisa e de informação. Veja só: nossa vizinha viajou e deixou dois peixes dourados para a gente cuidar – o que significa dar um pingo de comida uma vez por dia, e passar o resto do tempo olhando pra cara deles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por um lado, acho que o grande problema do mundo é a falta de pesquisa e de informação. Veja só: nossa vizinha viajou e deixou dois peixes dourados para a gente cuidar – o que significa dar um pingo de comida uma vez por dia, e passar o resto do tempo olhando pra cara deles e pensando se eles estão com algum problema ou com cara de quem não está legal, ou se esse é mesmo o comportamento de um peixe dourado num aquário pequeno, sem bomba de ar, numa casa quente (a gente sabe que a temperatura da nossa casa é um tanto mais alta do que o normal pros padrões ingleses).  </p>
<p>Bom, essa noite, um bichos resolveu morrer.  </p>
<p>Fazendo uma breve pesquisa, Marido já tinha descoberto que peixes dourados são carpas, precisam de um monte de espaço para viver, podem durar 20 anos e chegar a 20 centimetros. Ou seja, uma carpa mesmo, daquelas de tanque. </p>
<p>Em outras palavras, o peixe num aquário daquele tamanho estava mesmo pedindo pra morrer. Aí eu penso: por que raios a moça não fez uma pesquisa melhor, não comprou um peixe mais adequado pro espaço que ela tinha? No Brasil um monte de gente tem beta (peixe de briga), justamente porque é um peixe de poça, que vive em qualquer lama, não precisa de filtro nem nada. Ou então aqueles peixinhos mínimos que vivem em mini cardumes, que são bem bonitinhos também. </p>
<p>E tenho pensado isso para vários outros assuntos também. Que as pessoas passam pela vida sem observar as coisas ao seu redor, aceitando qualquer bobagem que se diga, sem questionar médicos, chefes, pais, etc. A pessoa tem uma pereba, vai no médico, aceita o diagnóstico e pronto – não tenta descobrir se existia uma maneira mais inteligente de tratar a coisa, não procura a causa do problema, não tenta saber se aquele médico é sério, etc. </p>
<p>Afinal, você não compra uma geladeira sem fazer pesquisa, porque comprar um peixe ou passar um remédio sem fazer pesquisa?</p>
<p>Aí vem o outro lado do meu raciocínio. Eu nunca achei que um dia eu fosse dizer isso, mas com uma frequência muito maior do que me é confortável eu me pego pensando que queria poder passar alguns dias da minha vida sem aprender nada!</p>
<p>Porque pensa só: para qualquer coisa na nossa vida a gente precisa fazer pesquisa. O mundo ficou tão complexo que não dá para confiar na opinião de ninguém. É sempre preciso pesquisar, procurar várias opiniões, ler research papers ou foruns de internet (dependendo do caso) fazer uma média, usar a intuição (também conhecida como “segura na mão de deus”) e só aí tomar uma decisão razoavelmente embasada.</p>
<p>Para tudo. Para comprar comida (lê os ingredientes, pesquisa o que faz mal, vê quem é o fabricante, etc), para comprar um eletrônico (o horror, o horror), para comprar um colchão, para escolher qualquer coisa na vida. </p>
<p>Isso tudo sem falar na curva de aprendizado que vem junto (no caso da pesquisa, a curva de aprendizado vem antes, durante a pesquisa e imersão no maravilhoso mundo dos colchões, ou das substâncias químicas usadas nos produtos de limpeza, ou do raio que o parta). Descobri que odeio aprender a usar equipamentos e softwares novos, porque eu já sofro por antecipação pensando que daqui a uns anos vou ter que usar outra coisa e aprender tudo de novo. </p>
<p>Dia desses Marido queria me convencer a usar um outro software no lugar no Photoshop. “É bem melhor e mais simples,” ele garante. Não duvido, mas eu nao quero aprender a usar essa bodega! Não quero perder meu tempo aprendendo milhões de coisas. Não vejo graça em comprar um celular novo e ficar semanas figuring out as novas funções. Para no ano seguinte repetir o processo todo com, sei lá, o Nexus One (tampouco gosto de ter um aparelho sub utilizado, o que me deixa insatisfeita em qualquer um dos casos). </p>
<p>Eu não me orgulho disso. Na verdade, tenho vergonha mesmo de dizer isso, que queria aprender menos coisas. Mas caramba, é um saco. A partir do momento que você descobre, por exemplo, todas as barbaridades que existem nos cosméticos que você usa, você entra num universo paralelo de pesquisar alternativas, e de desconfiar de tudo, de tentar descobrir qual o único lugar que vende aquela coisa que dizem que é ótima. Ou de querer comprar panelas sem teflon e sei lá mais o que. Tudo vira um drama, ou pelo menos uma trabalheira. </p>
<p>Minha mãe fica horrorizada com o tanto de pesquisa e leitura de ingredientes envolvidas na minha compra de comida. E no tanto de pesquisa e questionamento para aceitar cada decisão de um médico. </p>
<p>(claro que nesse ponto é mais fácil seguir a manada e tomar as mesmas decisões que todo mundo para tudo, mas depois de um certo ponto simplesmente não dá mais para voltar atrás)</p>
<p>Para trabalhar, eu deveria ter um belo conhecimento de todas as maravilhosas ferramentas que a grande rede de computadores coloca ao meu dispor. Deveria saber usar bem o twitter e o google news e as redes sociais e mais um monte de coisas, para saber de tudo antes de todo mundo. Deveria saber quem são as pessoas para seguir, saber detectar as tendências antes que elas apareçam nos jornais. Eu precisaria saber muito bem como funciona o sistema de órgãos governamentais, como as decisões são tomadas, onde estão os relatórios de reuniões obscuras onde as coisas são decididas mas não divulgadas, porque é aí que estão as matérias importantes. </p>
<p>Mas pelamordeus, onde eu vou arrumar tempo para tudo isso? No final das contas, eu me sinto até menos envergonhada de dizer que não, não estou interessada em experimentar um novo app no celular ou um novo serviço de perda de tempo lançado por alguém. Mundo, teste aí. Se a coisa continuar existindo daqui a seis meses eu penso. </p>
<p>E aí eu chego no terceiro lado da história, que não é um terceiro lado, mas é meio que uma conclusão. (na boa, existe ainda alguém que lê esse blog? Com a atualização do jeito que vai e com posts desse tamanho, deixa para lá. Se ninguém estiver lendo eu nem vou me magoar. Mas voltemos à conclusão).</p>
<p>Framing. </p>
<p>(não sei traduzir “framing”). </p>
<p>Basicamente acho que é o skill mais importante do mundo hoje em dia. Saber o que deixar de fora nesse mundo de ruído, saber o que não ler, o que não usar, o que não pesquisar, quais pessoas ignorar. Saber quando aceitar algo que alguém disse, confiar e pronto, tirar aquela questão da cabeça.</p>
<p>Mas às vezes acho que para conseguir frame o mundo do jeito que se deve, não estamos mais falando de um skill, mas de um super poder. Socorro.<br />
<strong><br />
PS:</strong> quanto ao peixe, acho que vamos comprar um novo, explicar a situação quando ela voltar e pedir desculpas. E talvez comprar um chocolate para que ela, com sorte, ache a gente legal. </p>
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		<title>Um post (bem comprido) de ano novo</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 14:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje me deu vontade de escrever um post de ano novo. Aproveitei para ler o texto de janeiro passado, e fiquei bem feliz com ele. É lógico que não fiz tudo que estava lá, mas fiquei com a sensação que que estou indo. Para a frente, na maior parte das vezes. 
A principal mudança de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje me deu vontade de escrever um post de ano novo. Aproveitei para ler <a href="http://www.baxt.net/blog/2009/01/21/740/">o texto de janeiro passado</a>, e fiquei bem feliz com ele. É lógico que não fiz tudo que estava lá, mas fiquei com a sensação que que estou indo. Para a frente, na maior parte das vezes. </p>
<p>A principal mudança de rota é que eu queria conseguir fazer mais coisas e ser mais disciplinada e organizada. E para 2010 eu quero é ser mais sensata e não enlouquecer. Passei o ano todo no mesmo emprego, e descobri uma coisa importantíssima: que não consigo servir a dois mestres. Não consegui trabalhar full time e fazer frilas. Não escrevi quase nada do meu livro, não fiz documentários. Não rolou. Também não fiz o alemão tão bem quanto gostaria.</p>
<p>Então é isso, eu tenho essa limitação, vamos dar um jeito. Aquela coisa de fazer milhões de coisas ao mesmo tempo que algumas pessoas conseguem não funciona para mim. (engraçado que o comentário do Maron no post, se dizendo mais velho e experiente, era justamente dizendo para eu ir com calma. Um ano depois, tou eu pensando igual. Será que fiquei mais velha e experiente?). </p>
<p>Descobri que não adianta ficar cansada demais, me exigir demais. Acho que percebi que tenho limites, e que respeitá-los e dar a volta e tentar lidar com eles (ou enrolá-los) é mais inteligente do que bater de frente. </p>
<p>Para esse ano, mudanças se aproximam, e eu acho que o mais importante vai ser aprender a manter a calma. Não me estressar. Dificuldades vão aparecer de tempos em tempos, sempre, e manter a calma e ser estável está se mostrando o skill mais importante que eu posso desenvolver. </p>
<p>Como eu tinha planejado, fomos fazer o Caminho de Santiago. Fomos, mas não terminamos. Aprendi várias lições muito úteis, o que prova que fazer o caminho é uma experiência enriquecedora mesmo quando você tem que parar no quinto dia, hehehehe. Aprendi que não posso planejar tudo na vida, aprendi que não adianta me chatear com as coisas, aprendi que somos, eu e Marido, mais bacanas do que pensávamos (porque em vez de voltar pra Londres com cara de cu nós fomos passear de cadeira de rodas em Bilbao), e aprendi também que concentração é uma coisa essencial na vida (e que quando eu desconcentro acontecem coisas idiotas como um pé quebrado – olha o tema dos limites, do cansaço e da calma se repetindo). </p>
<p>E sobre o controle de pensamentos inúteis, que também mencionei ano passado? Acho que melhorei, sabe? Um pouquinho, bem pouquinho, mas isso é trabalho pra vida inteira. Hábitos levam tempo para ser mudados, e um ano é bem pouco. </p>
<p>Para esse ano eu quero colocar em prática algumas das coisas que andei percebendo na análise (eu tou sempre fazendo análise, já deu para notar?). Uma das coisas mais complexas é que eu quero parar de racionalizar tudo. Minha terapeuta diz que “I don’t trust my feelings.” Eu concordo, mas vou mais além: o problema é que eu não sei operar no nível de feelings. Eu só sei operar no nível de pensamentos, de racionalizações. De palavras, frases, coisas concretas. Talvez seja por isso que eu escreva desde sempre, e nunca tenha me interessado muito por música, por exemplo. Porque música, ou pintura, funcionam em outro nível, um nível onde eu não transito lá muito bem. Então taí, uma tarefa e tanto para esse ano. </p>
<p>Outras coisas: </p>
<p>Profissionalmente, preciso aprender “framing,” que é a arte de saber quando parar a pesquisa de uma matéria, quando não fazer alguma coisa, qual o recorte que me interessa de um assunto (e deixar todo o resto de fora). Quando eu penso em uma feature para escrever, me empolgo no world building e me atrapalho na parte do plot. (e sim, as palavras estão saindo metade em cada língua, é cafona, peço desculpas mas é assim que vai ficar). Isso também inclui aprender que nem toda revista comprada tem que ser lida, nem toda notícia tem que ser sabida, e nem todo livro ou filme deve ser terminado. Deixar coisas de fora é uma parte essencial dessa história de &#8220;framing.&#8221;</p>
<p>Voltando ao assunto da calma e da estabilidade (que na verdade era a palavra “steady” que eu queria usar), eu tenho que deixar de acreditar nas minhas próprias idéias pré-concebidas sobre mim mesma. E nas idéias que os outros têm de mim. (sim, isso também é coisa da terapeuta. Eu não formularia esse tipo de pensamento dessa forma). E entender que eu posso ser várias coisas, e que na verdade a gente está sempre sendo uma coisa nova, e todo dia isso muda. E que é claro que a gente forma idéias e recorta as coisas para entender o mundo e nós mesmos melhor, mas o ponto é que a gente talvez não precise entender o mundo melhor sempre. O que leva de volta ao ponto sobre operar em um nível menos racional, e me leva adiante ao ponto seguinte: </p>
<p>Mais uma das coisas que entendi esse ano: que eu não sou as minhas idéias, os meus sonhos, o que eu penso de mim, a pessoa que eu posso ser. Que na verdade, as coisas que eu quero, que acho que vou fazer, que penso, que acredito, as minhas opiniões, tudo isso no qual eu me baseei a vida inteira, não são nada. Passei muitos anos me achando isso e aquilo, me achando um monte de coisas, porque eu tinha isso e aquilo na minha cabeça. Mas a verdade demorei para entender que essas coisas todas, that I used to hold so dear (experimenta traduzir “hold so dear” pro português!) não existem, não têm importância, não significam nadica de nada. </p>
<p>O que interessa é o que eu conseguir fazer. Só isso. Dia após dia, aos pouquinhos. O livro na minha cabeça, as minhas idéias e opiniões, meus filmes, minha peça vão passar a ter alguma existência real o dia que&#8230; elas passarem a ter existência real. E que colocar essas coisas no mundo é trabalho duro. É por isso que tem tanta gente que acha que pode escrever um livro por aí, mas tão menos gente que de fato faz o trabalho de formiguinha de parir o livro. E esse trabalho de formiguinha merece respeito, porque é o que valida o livro que antes existia dentro da dentro da cabeça. </p>
<p>Esse post ficou uma coisa viajandona, quase que nem o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=t8tXzXnumKc&#038;feature=related" target=blank>vídeo da menina da Malhação no Youtube </a>(e eu que comentei: “no meu tempo um monte de gente tinha esse mesmo tipo de viagem, mas tudo ficava escrito numa agenda e a agenda, guardada na gaveta, poupando os autores do escrutínio e da galhofa universal”). Mas vou publicar assim mesmo por duas razões: fica mais fácil para eu mesma ler ano que vem (afinal, esse post claramente foi escrito para mim mesma), e porque é capaz de alguém ler isso tudo (porque ficou comprido para caramba) e aproveitar algo de útil no meio de tanta coisa, vai saber. </p>
<div id="attachment_923" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2010/01/bilbao-225x300.jpg" alt="Em Bilbao" title="bilbao" width="225" height="300" class="size-medium wp-image-923" /><p class="wp-caption-text">Em Bilbao</p></div>
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		<title>A felicidade deveria ser o caminho, não o destino. Mas as coisas não funcionam assim.</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2010/01/05/a-felicidade-deveria-ser-o-caminho-nao-o-destino-mas-as-coisas-nao-funcionam-assim/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você não tomar cuidado, vão roubar os melhores anos da sua vida, as melhores horas do seu dia, a sua saúde e a sua energia. Tudo isso em troca de dinheiro para comprar o que você não precisa, cumprir com as expectativas dos outros, ou porque é “assim que todo mundo faz.” Ou simplesmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você não tomar cuidado, vão roubar os melhores anos da sua vida, as melhores horas do seu dia, a sua saúde e a sua energia. Tudo isso em troca de dinheiro para comprar o que você não precisa, cumprir com as expectativas dos outros, ou porque é “assim que todo mundo faz.” Ou simplesmente vão te sugar e te deixar um trapo só porque você deixou. É assim que o mundo funciona,e  é isso que o sistema faz com você. E eu digo “sistema”, que é uma palavra boba, mas podia dizer “a vida”, a “sociedade,” os “outros,” o mundo. </p>
<p>Estou morta de cansaço, desde que cheguei do Brasil não consegui descansar direito, nem arrumar as coisas, nem parar para pensar. Fazia um calor insuportável no Rio, fazem menos 2 graus de manhã aqui. E hoje eu acordo, puta da vida, ainda cansada e muito mais atrasada do que deveria, pensando em todas as coisas que devia/queria fazer, mas não posso, porque tenho que sair pro escritório, passar o dia fazendo coisas irrelevantes, voltar para a casa que está uma zona quando já estou cansada demais para resolver o que preciso, lavar e guardar as roupas, fazer comida, responder os emails, ou fazer qualquer coisa minimamente importante. Perceba que não estou falando de flanar, passear e me divertir, mas só de conseguir atender às minhas necessidades e obrigações, as coisas que são importantes para mim, e não para a empresa onde eu trabalho, onde o lucro nunca é suficiente mas os salários das pessoas tem que ser. </p>
<p>E fico mastigando pensamentos inúteis, no meu mau humor: “imagina se alguém me tirasse de casa e da minha família aos, digamos, 15 anos, me levasse para algum lugar horroroso, para fazer um trabalho insuportável, cansativo, estressante, sem nenhum prazer, e eu tivesse que viver assim até mais ou menos uns 60 anos, quando me trariam de volta, já quando meu corpo estivesse fraco e cheio de dores, e minha cabeça não fosse mais tão ágil, para aproveitar a esmola do restinho da vida?” É esse o meu ciclo, a diferença é que ele é diário, e não no tempo de uma vida. </p>
<p>Hmm, mas não era exatamente isso que se fazia antigamente? Os guerreiros, os exploradores, sei lá mais quem? Imagino perfeitamente um cidadão britânico que passasse os melhores anos de sua vida pegando malária e suando em bicas em algum cafundó quente e cheio de mosquitos, para voltar pra casa já velho e podre, com um rabicho de vida para tentar ser feliz. Não é isso que as pessoas fazem até hoje, achando que vão ser felizes depois de se aposentarem? Nossa sociedade é totalmente baseada na idéia de felicidade, mas ela não é feita para que ninguém seja feliz. As engrenagens são feitas para que você passe 10 horas por dia fazendo alguma coisa chata, mais umas 2 horas no trânsito, mais 8 dormindo (se tiver sorte), e depois disso, tentar ser feliz no restinho de dia, com a esmola de vida que te deram. E todo mundo acha normal. </p>
<p>A própria idéia de aposentadoria é insana: se o trabalho fosse bom, porque eu não poderia trabalhar e descansar, alternadamente, até morrer? Não quero o prêmio duvidoso de ficar de papo pro ar quando estiver já muito cansada para aproveitar (até porque a gente nunca sabe se vai chegar na idade da posentadoria). Não quero que o prazer e as minhas necessidades sejam a cenoura na frente do cavalo no final da vida, no final do dia, no final de semana. </p>
<p>E sim, estou mal humorada, estou cansada, estrou de bode pós férias, e sei perfeitamente que só pude passar 15 dias no Rio com a família porque tenho um emprego do qual estou reclamando, mas não é por isso que eu tenho que concordar com a forma como as coisas funcionam. Se alguém ainda não percebeu, eu não me vendo por tão pouco.  </p>
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		<title>A minha existência de férias</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/12/24/a-minha-existencia-de-ferias/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 13:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou tentando descobrir como levar a pessoa que eu sou de férias para a minha vida sem férias. Não que eu esteja pensando lá muito no assunto, afinal, estou de férias e com preguiça de fazer qualquer coisa muito cansativa, mas bem que gostaria de descobrir. 
No dia que cheguei (estou no Rio) eu ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou tentando descobrir como levar a pessoa que eu sou de férias para a minha vida sem férias. Não que eu esteja pensando lá muito no assunto, afinal, estou de férias e com preguiça de fazer qualquer coisa muito cansativa, mas bem que gostaria de descobrir. </p>
<p>No dia que cheguei (estou no Rio) eu ainda era a pessoa não-férias (a pessoa normal): estava me sentindo meio desconfortável, meio irritada, me incomodando com as coisas. Trouxe todas as minhas manias comigo de Londres, e hábitos, e a rotina, e tudo. E principalmente a vontade de fazer tudo do meu jeito. Agora já estou mais tranquila, menos irritada. Se não der para fazer tudo que eu quero fazer por aqui, azar. A minha persona normal ia ter um completo sensory overload e infinitos chiliques nessa terra onde tem muito cheiro, muita luz, muito sol, muito barulho, muito trânsito, muito calor, muita umidade, muita pobreza. E muita gente também, afinal lá em Londres moramos numa casa pequenininha só eu e o Marido, enquanto aqui as casas são grandes, cheias de coisas, cheias de gente. </p>
<p>A gente vai ficando velha e cheia de manias, e é por isso que temos que ter filhos (digo, aqueles que querem ter filhos - existem pessoas que não querem, e eu sempre apóio que essas pessoas não se sintam obrigadas a reprodozir porque o mundo já tem gente demais). Os filhos fazem bagunça e nos impedem de nos apegar a tantas manias. </p>
<p>Agora, como eu faço para voltar para Londres, em plena nevasca, naquela cinzitude, tendo tanta coisa pra fazer e decidir e tomar conta, levando um pouquinho dessa preguiça tropical nagô de vida com paparicos e empregada e piscina e praia e sol? Acreditem, pode não parecer mas eu gostaria de ser um pouco menos chata (não muito, um pouco de chatice é util, mas só um pouco, né?) Acho que vou ali na piscina pensar um pouquinho nisso.</p>
<p><strong>PS:</strong> Acho que não preciso explicar, mas não custa: não é que a vida no Rio seja essa moleza. A vida normal de gente trabalhadora aqui é mais complicada que em Londres, na minha opinião (deve ter gente que discorda, mas se eu não achasse isso não ia querer ficar por lá, né?). Mas a vida de férias aqui, no Natal, na casa dos pais ou dos sogros, sem ter que trabalhar nem fazer nada, e sendo paparicada por todo mundo, é outra história. </p>
<p><strong>PS2:</strong> Hoje é Natal. Feliz Natal às pessoas que lêem esse blog. Que você (e eu também) comam muito, tenham paciência com os outros, aproveitem a família, tentem não surtar com o consumismo da época (agora é meio tarde para desejar isso, mas enfim), e para quem é religioso, celebrem o nascimento de Jesus e tudo mais. Para quem não é, pensem que estamos no solstício de inverno (que, como nós sabemos, é a festa original que foi &#8220;repurposed&#8221; pela igreja), e celebrem por nós, pessoas que moram no hemisfério norte, o fato de que o dia mais curto do ano já passou e de agora em diante a coisa vai ficando menos pior e menos escura e menos fria, até ficar boa, lá na primavera.  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Custo Brasil: moveis</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/12/11/custo-brasil-moveis/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 20:29:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Preco de movel no Brasil eh uma coisa que pode ser compreendida como piada ou afronta. Mais ou menos como preco de roupa. Basicamente nego tem mao de obra abundante e pateticamente barata, materias primas, imagino, tambem baratas, e por pura falta de concorrencia, cobra o que dah na telha (o que eh sempre muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preco de movel no Brasil eh uma coisa que pode ser compreendida como piada ou afronta. Mais ou menos como preco de roupa. Basicamente nego tem mao de obra abundante e pateticamente barata, materias primas, imagino, tambem baratas, e por pura falta de concorrencia, cobra o que dah na telha (o que eh sempre muito mais do que o produto vale). Dia desses vi os precos das estantes da Tok &#038; Stok, umas coisinhas vagabundas tipo uma Billy da Ikea ou uma qualquer-coisa da Argos, e dah vontade de chorar. </p>
<p>Hoje Marido me mostrou no site da Etna um <a href="http://etna.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&#038;codigo_produto=211&#038;codigo_categoria=1">sofazinho de tecido</a>, safado, de dois lugares, pela bagatela de 2.200 reais. </p>
<div id="attachment_913" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2009/12/sofa_etna.jpg" alt="Sofa, Etna" title="sofa_etna" width="250" height="250" class="size-full wp-image-913" /><p class="wp-caption-text">Sofa, Etna</p></div>
<p>Observe a semelhanca entre ele e o nosso sofa, um <a href="http://www.ikea.com/gb/en/catalog/products/S99805820">Ektorp de dois lugares</a> da Ikea: </p>
<div id="attachment_912" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><img src="http://www.baxt.net/blog/wp-content/uploads/2009/12/ektorp.jpg" alt="Ektorp, Ikea" title="ektorp" width="250" height="250" class="size-full wp-image-912" /><p class="wp-caption-text">Ektorp, Ikea</p></div>
<p>A diferenca, pelo que eu entendi, eh que aqui na Inglaterra (um pais caro, como algumas pessoas tem a petulancia de dizer) o sofa custa 220 pounds, e nao a fortuna que se cobra no Brasil! (ainda que voce faca a conversao, o preco aqui seria uns 660 reais)! </p>
<p>E isso porque o Ektorp esta longe de ser o modelo mais barato. O <a href="http://www.ikea.com/gb/en/catalog/products/20098388">baratex de lah</a> custa 90 pounds (e nao eh horripilante), mas com uns 150 dah para comprar varios modelos bem simpaticos. </p>
<p>Eh serio, eu fico revoltada com isso. Nego cobra esse absurdo porque sabe que o povo nao tem alternativa. Nos montamos uma casa no Rio antes de vir para ca, e eh revoltante: tudo custa uma fabula, sem razao nenhuma. Simplesmente os caras sabem que voce nao tem outra alternativa e vai acabar pagando muito mais do que o produto vale. Idem para todos os eletrodomesticos, as roupas, os sapatos. Ate uma arara de roupas safada custava os olhos da cara. Isso nao eh coisa de uma pais competitivo, que quer ser grande, serio e respeitado, ne? Isso eh coisa de pais fuleiro, de fundo de quintal. </p>
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		<title>O personal capataz e a loja organizada por problemas</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 17:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Essa menina aqui as vezes eh genia. 
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa <a href="http://mateipormenos.apostos.com/2009/12/09/personal-capataz/">menina aqui </a>as vezes eh genia. </p>
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		<title>Smoke and mirrors e arenques vermelhos</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 16:43:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Olha, eu estou sem condicao de escrever um post decente. Estou cansada, com dor de barriga, louca para ir para casa. Ultimamente nao rola de concatenar duas ideias, e so consigo pensar em twiteres - mas meus pensamentos nao sao bons o suficiente para serem publicados no twiter, para voce ter uma ideia de como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, eu estou sem condicao de escrever um post decente. Estou cansada, com dor de barriga, louca para ir para casa. Ultimamente nao rola de concatenar duas ideias, e so consigo pensar em twiteres - mas meus pensamentos nao sao bons o suficiente para serem publicados no twiter, para voce ter uma ideia de como a coisa ta feia.</p>
<p>Acabei de ler <a href="http://ludleo.blogspot.com/2009/10/o-caso-do-comentario-do-caso-dos.html">um post da moca </a>que, num processo de se tornar feminista, resolveu que nao vai mais usar maquiagem nem se deixar escravizar por _______ (insira discurso sobre industria da beleza e cobrancas da sociedade aqui). Eu pessoalmente nao gosto de associar feminismo a nao-peruagem. Na verdade eu acho que o ideal seria desassociar as duas coisas de verdade. Tipo poder ser perua ou nao, feminista ou nao, e tudo ser interdependente. Mas isso sou eu. </p>
<p>Enfim. O que eu achei hilario no post dela foi o comentario que, como agora ela nao fica mais olhando todos os micro detalhes da cara no espelho todo dia, ela passou a se achar muito mais bonita! Eu jah tinha reparado nisso: se voce se cuida demais, passa a observar mais defeitos, e a ficar mais insatisfeita, e querendo consertar detalhes que ate dois meses atras voce nem tinha conhecimento. </p>
<p>E a maluquice nao acaba nunca! E como a gente faz para saber quando foi longe demais? Eu lembro que quando era adolescente eu o-di-a-va minhas marcas de catapora! Obcecava em como eu poderia tira-las e tal. Ate que um dia, muito tempo depois, me dei conta que fazia uns dois anos que eu nem lembrava delas, porque estava ocupada com outras coisas. </p>
<p>Deu para entender a mensagem? &#8220;Outras coisas&#8221; = coisas mais importantes. Precisamente as coisas mais importantes que certas mulheres nao se permitem pensar porque estao obcecadas com micro varizes, um pouquinho de celulite ou com as cuticulas. (alias, que obssessao eh essa das brasileiras com unha feita, hein? Parece que nao eh possivel passar um dia sem esmalte na unha! Eu nao consigo ver uma foto no facebook de alguma mulher que nao esteja com as unhas coloridinhas! Alguem ja parou para pensar quantas horas da vida sao perdidas para se fazer a unha toda semana? Tou comecando a achar que sao as manicures que dominam o pais, que elas tem poderes de controle da mente e na verdade usam todas essas horas que roubam de todas as mulheres do pais para manipula-las a fazer alguma coisa demoniaca que eu ainda nao sei o que eh!)</p>
<p>E eu acho sinceramente que a maneira mais eficiente de impedir um grupo ou uma pessoa de se preocupar com as coisas serias e importantes (ou incomodas) eh fazer com que eles se preocupem demais com coisas menores, ou de curto prazo. Tipo assim, muita gente no Brasil esta ocupada demais sobrevivendo, pensando como vai pagar as contas no final do mes para, por exemplo, participar de politica, para mandar cartinha pra deputado, para reclamar de alguma coisa. E certas mulheres estao ocupadas demais em fazer a maratona de beleza semanal para se preocupar com coisas mais importantes.  </p>
<p>Porque na boa, ne? depois de passar 4 horas no salao cortando o cabelo e fazendo luzes eu quero morrer, e nao pensar no que esta sendo decidido (ou nao) em Copenhagen, ou se estou separando direito o lixo reciclavel. </p>
<p>Bom, eu tenho certeza que jah tinha dito isso antes aqui nesse blog. Eu tou me repetindo, ne? Ou nao? A hora que minha barriga parar de doer talvez eu consiga pensar com mais clareza. </p>
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		<title>Welcome to my mind</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/11/18/welcome-to-my-mind/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 10:43:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É assim: eu tenho uma coisa para fazer, e preciso me concentrar nela. Ou pelo menos preciso fazer o que tenho que fazer, tipo assim, começo, meio, fim. Escrever um texto, fazer uma pesquisa, mandar um email mais complicadinho. Mas minha cabeça fica pensando em outras coisas, meus pensamentos passam longe da coisa que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É assim: eu tenho uma coisa para fazer, e preciso me concentrar nela. Ou pelo menos preciso fazer o que tenho que fazer, tipo assim, começo, meio, fim. Escrever um texto, fazer uma pesquisa, mandar um email mais complicadinho. Mas minha cabeça fica pensando em outras coisas, meus pensamentos passam longe da coisa que eu tenho que fazer, eu fico arrumando distrações, tornando o processo mais longo e penoso do que o necessário. </p>
<p>Por outro lado, tem uma coisa que eu preciso fazer. E eu fico pensando nessa coisa, me irritando com a quantidade de coisas chatas e irrelevantes que ocupam meu dia todo, como marcar médico, mandar um email pra mulher que administra o apartamento, fazer inscrição na academia. E fico pensando que inferno é ter que perder tanto tempo com essas coisinhas, ou pensando se o médico vai me mandar fazer o exame que eu quero fazer, ou se o chefe vai reclamar de eu ter que sair mais cedo (invariavelmente esse caminho leva ao seguinte território: eu tenho coisa demais para fazer, eu não consigo fazer tudo que eu quero, eu não consigo fazer nada direito.) Em vez de me preocupar com a coisa só na hora de fazer a coisa (e em vez de fazer a maldita coisa EM VEZ  de ficar pensando nela), eu gasto uma energia danada durante todo o processo, que se torna mais longo e penoso do que o necessário.</p>
<p>Agora imagine que o segundo processo se auto-inicia, a todo vapor, durante a hora que eu devia estar fazendo o primeiro processo. Pronto. Essa é a minha vida. </p>
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		<title>Eu tou &#8220;briu&#8221; pra moda!</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/11/05/eu-tou-briu-pra-moda/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 13:25:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Esse video dah uma vergonha alheia inacreditavel, mas vale a pena. Eh hilario ver a reporter sendo esculachada e ficando putinha, principalmente confrontada com a infinita sabedoria de que cada uma deve usar o que gosta, ne? 

PS: para quem mora fora do Brasil, eh engracado tambem ver como as duas se &#8220;seguram&#8221; o tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse video dah uma vergonha alheia inacreditavel, mas vale a pena. Eh hilario ver a reporter sendo esculachada e ficando putinha, principalmente confrontada com a infinita sabedoria de que cada uma deve usar o que gosta, ne? </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/33OT3kcU6jY&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/33OT3kcU6jY&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>PS: para quem mora fora do Brasil, eh engracado tambem ver como as duas se &#8220;seguram&#8221; o tempo todo, encostam, seguram a mao uma da outra&#8230; </p>
<p>PS2: tem gente dizendo que o video eh fake. Olha, eu acredito que existam reporteres tao sem nocao quanto essa, viu? E tambem achei natural a reacao da moca que foi &#8220;analisada&#8221; (depois de ser esculachada com argumentos tao idiotas, nada mais normal do que revidar). Mas serah que alguem tem alguma informacao sobre essa reporter ou esse programa?</p>
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