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	<title>Baxt</title>
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	<description>Um blog muito velho, já meio escangalhado</description>
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		<title>Séria</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2013 15:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos falar de uma coisa diferente? Vamos falar de criatividade? Tá bom, não tem nada de diferente, eu sou repetitiva até quando quero fugir do assunto de sempre. Sabe, eu andava com pessoas criativas e engraçadas &#8211; eu conversava com &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2013/02/08/seria/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos falar de uma coisa diferente? Vamos falar de criatividade? Tá bom, não tem nada de diferente, eu sou repetitiva até quando quero fugir do assunto de sempre. Sabe, eu andava com pessoas criativas e engraçadas &#8211; eu conversava com elas, nunca fui um portento na engraçadisse porque estou falando de gente com abundância de graça e criatividade. Mas eu bem conversava com eles, fazia até meus comentários inteligentes de mês em mês, e as pessoas riam. Eles continuaram nesse caminho, vivendo disso. E eu passei a me levar a sério. Porque eu acho que é sério se mulheres são forçadas a partos que não querem, se bebês são deixados chorar, se crianças criadas sem respeito são desrespeitosas com meu filho no parquinho. (e porque todos os assuntos que me interessam hoje em dia são esses, me deixa!)</p>
<p>Mas sei lá, cadê o humor? Cadê a leveza? Não dá pra fazer crítica ou chamar atenção para os absurdos do mundo com humor? Dá sim que eu sei. Demanda mais inteligência e esforço, mas dá. </p>
<p>Será que é porque eu parei de andar com gente engraçada? Ou será que eu nao gero mais interações engraçadas? (sim, porque eu tenho amigos engraçados. Só que nunca mais tive daquelas conversas em que se ri o tempo todo. Vai ver eu sou a amiga chata que mantém o clima sério. Ficar velha é isso?)</p>
<p>E minha criatividade? Tou tentando, tou tentando criar. Mas aí meus personagens se levam a sério. E dá pra levar a sério um personagem que se leva a sério?</p>
<p>Criado por uma cabocla que, oh céus, se leva a sério? E eu que jurava que isso não ia acontecer comigo. </p>
<p>PS: O que eu faço? Começo a fazer comentários auto ridicularizadores? Chafurdo nas minhas próprias incongruências maternísticas? Paro de achar que meus problemas são sérios e minha vida é dura? Que dificil. Como a gente recupera a leveza? Não, não, sem hipocrisia. Leve eu nunca fui, mas eu posso pelo menos rir da minha intensidade despudorada e desproporcionada. </p>
<p>Mas fico por aqui porque o bebê está mamando e digitar com uma mão só é um pé no saco. </p>
<p>Update: Sério tipo <a href="http://canalbrasil.globo.com/programas/larica-total/videos/2126774.html">isso aqui, ó</a></p>
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		<title>Riscando coisas da lista</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2013/01/29/riscando-coisas-da-lista/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2013 12:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vida de dona de casa é isso: você faz uma lista de tarefas, e o prazer do dia é riscar as coisas da lista. Pendurar roupa. Trocar o lixo do banheiro. Limpar o chão embaixo da highchair. Guardar o lençol &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2013/01/29/riscando-coisas-da-lista/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Vida de dona de casa é isso: você faz uma lista de tarefas, e o prazer do dia é riscar as coisas da lista. Pendurar roupa. Trocar o lixo do banheiro. Limpar o chão embaixo da highchair. Guardar o lençol lavado. Marcar médico. Risca um por um, e no final vai dormir com aquela sensação amnbivalente de &#8220;trabalho feito!/amanhã começa tudo de novo&#8221;. </p>
<p>Igualzinho à vida que eu tinha trabalhando em escritório. Como reporter escrevedora é um pouco menos assim (mas só um pouco), mas quando trabalhei na famigerada empresa de telefonia que levou minha inocência embora (isso é exagero, mas não muito), o dia era isso. Telefonemas. Preencher um excel. Fazer uma apresentação. Cobrar conteúdo do fornecedor. Mandar email para fulano. </p>
<p>Na boa, é a mesma droga. Trabalho de escritório, vida de dona de casa. Você fica feliz de terminar o dia tendo realizado X tarefas chatas. Não cria nada, apenas mantém as engrenagens rodando. Ou, como diz a letra da mpusica dos Miseráveis: </p>
<p>At the end of the day you&#8217;re another day older.</p>
<p>Não que tenha nada de errado nisso. Só fico braba com o fato de que fazer um trabalho bunda de escritório costuma ter um status maior do que cuidar de casa e de filhos. Isso sem contar uma coisa que toda mãe sabe: o pior chefe nunca é tão exigente quanto os bebês e crianças pequenas. </p>
<p>Mas o objetivo do post de hoje não era fazer mimimi. </p>
<p>Era só pensar aqui como tornar a vida de riscadora de tarefas melhor. Como trazer algum prazer para a riscação de tarefas. Até agora tenho fugido da vida de escritório, mas não posso fugir da vida de riscadora de tarefas domésticas pelos próximos anos, então vamos achar uma maneira melhor de fazer isso. </p>
<p>Como? Sei lá. </p>
<p>Talvez eu possa incluir uma tarefa legal na lista. Alguma coisa mais de longo prazo. Ou por exemplo: ler um capítulo de um livro, mandar um email para uma amiga, escrever um post de blog, escrever um pouco do meu livro (que está empacado). Tem que ser alguma coisa bem rápida e curta, mas dentro daquela categoria &#8220;coisas que eu gostaria de fazer mas que acabam sempre adiadas.&#8221; &#8211; livro e blog não entram aí (porque eu tenho que fazer um pouco sempre) mas escrever emails, imprimir fotos, jogar coisas fora, sim. </p>
<p>Arrumar armários e gavetas &#8211; estou começando a aceitar que não vai rolar. Estou desde que minha mãe chegou tentando tirar algumas horas para fazer isso, e nunca acontece. Então agora estou tentando estabelecer que todo dia vou jogar 3 coisas fora (o que inclui vender no ebay, doar no Freecycle ou para a charity shop). Quem sabe assim eu consigo diminuir o numero de tranqueiras na casa?   </p>
<p>(Isso tudo é brainstorm &#8211; um dia, quem sabe, eu desenvolvo um método bonitinho)</p>
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		<title>Objetivos</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2013/01/24/objetivos/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2013 12:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Esbarrei com essa materia que diz basicamente o que eu disse uns posts atrás: que existe a felicidade de viver um dia a dia suave, ter sensações boas e etc, e existe a satisfação de ter objetivos e significado na &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2013/01/24/objetivos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Esbarrei com <a href="http://www.theatlantic.com/health/archive/2013/01/theres-more-to-life-than-being-happy/266805/">essa materia</a> que diz basicamente o que eu disse uns posts atrás: que existe a felicidade de viver um dia a dia suave, ter sensações boas e etc, e existe a satisfação de ter objetivos e significado na vida (o que te dá a força para aguentar as dificuldades). </p>
<p>Não estou com tempo para escrever um post decente, mas esse blog aqui é meio que um grande brainstorm em busca de maneiras para eu melhorar meu dia a dia, portanto estou tentando pensar em pequenas rotinas/coisas diárias para manter o meu bom humor, a minha resistência, a minha sensação de controle na vida. </p>
<p>Por exemplo: tomar um banho de banheira ou fazer uma caminhada são coisas que ajudam a clarear as idéias naqueles dias em que estou realmente atordoada, confusa e cansada. O primeiro só dá para fazer com ajuda &#8211; o segundo eu posso fazer com os dois (mas preciso de uma bela dose de motivação para sair de casa). </p>
<p>Colocar como objetivo por dia UMA coisinha que eu queira fazer &#8211; escrever um email para alguém, fazer um telefonema, ver um pedaço de um filme, etc. Ainda nao sei muito bem como isso vai funcionar, mas seria bom chegar no final do dia sabendo que consegui fazer uma coisa (a tal sensação de controle e de que fiz UMA coisa para mim mesma). </p>
<p>Outra coisa que eu gostaria de fazer mas nunca consegui era compactar todo o trabalho da casa durante a manhã ou antes de determinado tempo, para não sentir que as tarefas domésticas estão me engolindo. </p>
<p>Sair mais com outras mães e falar com pessoas. Sair para lugares em geral. Complicado. Eu tenho preguiça de sair, ainda não peguei o jeito de sair com os dois, etc. A definir como vou fazer. </p>
<p>Fim de brainstorm &#8211; por hoje. Dia desses eu organizo essas idéias. Aceito sugestões, é claro.</p>
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		<title>Velha</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2013/01/20/velha/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jan 2013 12:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A lógica é mais ou menos assim (ou pelo menos é assim que me parece hoje): quando a gente é jovem, o mundo parece cheio de possibilidades, tudo é possível. Parece que a gente tem controle sobre o que vem &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2013/01/20/velha/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A lógica é mais ou menos assim (ou pelo menos é assim que me parece hoje): quando a gente é jovem, o mundo parece cheio de possibilidades, tudo é possível. Parece que a gente tem controle sobre o que vem por aí, entao rola toda aquela animação sobre o que fazer, como fazer, e quando fazer (agora!).</p>
<p>E o velho? Bom, velho é aquele que perdeu a ilusão de controle, que não vê o mais o mundo como uma fonte de possibilidades. As coisas nao vão ser, mas já são &#8211; ou foram. O velho não acredita mais nos sonhos, ele vê que a vida é quem manda, que decide sua vida &#8211; e não ele. </p>
<p>Faz sentido? </p>
<p>(obviamente as duas definições são completamente independentes da idade das criaturas em questão) </p>
<p>E faz sentido achar que é por isso que desde que passei a me intutular mãe passei a me sentir velha? Nos últimos anos meio que parei de acreditar que um dia iria conseguir aquelas coisas que, antes, achava que um dia iam chegar. Passei a me sentir impotente. E estou tentando atinar por que uma coisa que eu sempre quis &#8211; provavelmente a coisa que eu mais quis desde sempre &#8211; fez eu me sentir velha e cansada. </p>
<p>Será que é porque passei a não ter controle quase nenhum sobre a minha vida? Desde que o Jonas nasceu estranhei muito a mudança: nao durmo quando quero, não tomo banho quando quero, não como/descanso/sento/levanto/trabalho quando quero. Na verdade mal posso trabalhar. Mal posso ter vida social, vida cultural, vida física (exercícios, ioga, o diabo que for). Não comsigo escrever um texto de 4 parágrafos sem ser interrompida, e às vezes nao posso me dar ao luxo de digitar com duas mãos. As coisas na casa nao funcionam como eu quero.</p>
<p>Taí a teoria de hoje. Velhice = impotência. E no momento o fato de nao mandar em nada no meu dia a dia me dá essa sensação desagradável de velhice. De que tudo está fora do meu alcance, de que muita coisa já passou. Mas eu sei, sei mesmo, que essa sensaçao ruim há de passar também. </p>
<p>Essa fase é curta, eles vão crescer muito rápido. Eu sei disso. A cada mês eles ficam menos dependentes e demanding. O que eu tenho que fazer agora é pensar numa maneira de curtir essa fase de pequeninice e bebezice sem deixar a sensação de impotência me derrubar. </p>
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		<title>Quando é melhor</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2012/12/16/quando-e-melhor/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Dec 2012 22:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Marido perguntou se eu estava mais feliz numa época distante, quando a vida era calma e tranquila, nós ganhávamos um tanto mais do que gastávamos, nós tínhamos tempo, dormíamos&#8230; Enfim, a vida era mais fácil, doce e sorridente. Acho que &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2012/12/16/quando-e-melhor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Marido perguntou se eu estava mais feliz numa época distante, quando a vida era calma e tranquila, nós ganhávamos um tanto mais do que gastávamos, nós tínhamos tempo, dormíamos&#8230; Enfim, a vida era mais fácil, doce e sorridente. </p>
<p>Acho que não. Sabe aquilo que escrevi ontem? Realizar um sonho não é fácil nem tranquilo. Naquela época estávamos de bobeira, nada era muito fantástico mas o dia a dia não era um massacre. As pequenas (e médias) alegrias abundavam. Aquela sensação de objetivo, de estar indo para algum lugar, essa não existia. </p>
<p>Então a resposta é que eu estou mais feliz agora. Então por que às vezes não me sinto feliz? Porque perco de vista os objetivos. Porque muito cansada é difícil ver qualquer coisa. Entao tou aqui lembrando a mim mesma que nós temos uma vida boa, que a gente tem o que precisa, que a gente tem dois filhos lindos, Cleverson Carlos e Daniele Aparecida (piada para velhos), etc etc. E que nossa vida tem muito mais significado do que naquela época. </p>
<p>E a gente continua em busca da alegria, para que o moinho do dia a dia massacre nosso corpo, nossa mente, mas não a nossa alma. </p>
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		<title>Onde está a alegria</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2012/12/14/onde-esta-a-alegria/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 15:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses, pensando na vida, o que é basicamente o que se faz enquanto se troca uma fralda, se pendura roupa, se consola uma criança que acordou chorando, se troca o saco de lixo, etc etc (deu para entender, né? &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2012/12/14/onde-esta-a-alegria/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, pensando na vida, o que é basicamente o que se faz enquanto se troca uma fralda, se pendura roupa, se consola uma criança que acordou chorando, se troca o saco de lixo, etc etc (deu para entender, né? Pouco tempo para fazer coisas divertidas mas muito tempo para pensar na vida) me dei conta do que está faltando. A vida não está ruim. Não tenho tempo suficiente para mim, não tenho dinheiro para o que eu quero fazer, não durmo o suficiente, não faço atividades intelectualmente enriquecedoras como gostaria. Tudo isso é verdade. Mas não é bem isso que está errado. </p>
<p>A vida virou um moinho de tarefas cotidianas, triturando meus sonhos mais mesquinhos, é verdade. Triturando carreira, triturando casamento, triturando lazer, tudo na máquina de moer do dia a dia, que em inglês tem o nome mais bacana de &#8220;daily grind.&#8221;  </p>
<p>Mas é assim mesmo, não é? O dia a dia é sempre assim, mesmo que você esteja realizando todos os seus sonhos, um por um. A coisa que eu mais queria era ter meus filhos, e tive, um e depois o outro. Mas isso não torna o dia a dia menos massacrante (dizem que abrir o próprio negócio e ser bem sucedido nele é uma ralação infernal também, assim como treinar e ganhar uma medalha em algum esporte). Então o problema deve estar em algum outro lugar. </p>
<p>&#8220;Falta alegria,&#8221; concluí um dia desses. </p>
<p>Minha irmã que deu uma gargalhada e disse que meu raciocínio parecia música do Los Hermanos. Mas os artistas não são justamente os camaradas que dizem para a gente o que a gente está sentindo? Só posso concluir então que os Hermanos decobriram, antes de mim, que faltava alegria na minha vida. </p>
<p>Falta um momento divertido no meio do dia, falta sentir um carinho sincero pelo outro no meio das aporrinhações, ou rir de verdade de alguma coisa bem boba e depois voltar às tarefas chatas (ou durante uma tarefa chata, sem nem mesmo interrompê-la).</p>
<p>Como colocar alegria no meu dia a dia? Não sei.</p>
<p>Posso conseguir fazer isso sozinha? Sei menos ainda. </p>
<p>Onde procurar? </p>
<p>Nao sei nada! </p>
<p>Só sei que preciso achar a alegria, que morreu ou foi embora ou moribundeia encondida pelos meus dias esperando para escafeder-se de vez. É tudo que eu sei. </p>
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		<title>Para minhas amigas grávidas, parte 1 &#8211; Amamentação</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2012/07/06/para-minhas-amigas-gravidas-parte-1-amamentacao/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Jul 2012 00:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por alguma razão, parece que esse ano de 2012 resolveu ser muito fértil para as minhas amigas, e para aquelas que estão esperando o primeiro bebê eu queria, palpiteira como sou, dar alguns palpites. É que nos últimos dois anos &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2012/07/06/para-minhas-amigas-gravidas-parte-1-amamentacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por alguma razão, parece que esse ano de 2012 resolveu ser muito fértil para as minhas amigas, e para aquelas que estão esperando o primeiro bebê eu queria, palpiteira como sou, dar alguns palpites. É que nos últimos dois anos tenho pesquisado e pensado tanto no assunto que, quem sabe, talvez possa ajudar um pouquinho. Posso?</p>
<p>A primeira coisa que eu quero dizer, antes de tudo, é que cada mãe/família tem seu jeito. A última palavra de tudo é sua (e do pai do bebê). Então do que eu disser aqui, selecione o que combina com você, o que você concorda e gosta, e descarte o resto. Eu acredito mesmo que cada unidade de mãe-filho-pai tem um jeito único de funcionar &#8211; e é por isso que implico tanto com os livros e experts. Tudo tem que ser adaptado, não existe &#8220;one size fits all&#8221;.</p>
<p>Pode ser mais prático seguir o expert, fazer tudo timtim por timtim como o livro ou o pediatra diz, sem ter que pensar muito. Mas na hora que alguma coisa der errado, quem vai segurar o rojão é você, e não a Encantadora de Bebês, a Gina Ford nem o pediatra. Então justamente por isso eu sempre preferi ter a última palavra (com participação do marido) e cometer os meus próprios erros. (e quando você acertar o mérito vai ser seu, olha só que beleza!).</p>
<p>Então vamos lá aos pitacos generalizados em nenhuma ordem particular. </p>
<p>1 &#8211; <strong>Amamentação</strong></p>
<p>Andaram me perguntando sobre isso, então vou começar por aqui. Mas por onde começar? Será que eu devo começar dizendo que dói? A maioria das mulheres que eu conheço sentiu dor no começo &#8211; mas depois passa (duas amigas não sentiram dor nenhuma. Pode ser que você seja dessas sortudas, quem sabe?). Acho importante falar isso porque quando eu comecei a amamentar o Jonas, lia em todos os lugares que &#8220;amamentar não dói. Se doer você está fazendo errado&#8221; e fiquei preocupada, achando mesmo que a pega do Jonas estava errada, sei lá o quê (uma midwife especializada tinha ido lá em casa e checado a pega, mas ainda assim fiquei na nóia). Por sorte minha mãe, que estava comigo, dizia &#8220;dói mesmo, minha filha, você não está fazendo nada errado.&#8221; E não estava! ( Malditas campanhas irresponsáveis, me deixando estressada à toa! Eles ficam tentando convencer as mulheres de que amamentar é moleza, para não assustar. O que é uma imbecilidade porque a mulher que não quer sentir dor vai desistir na hora que, ora bolas, começar a doer!</p>
<p>Amamentar precisa de um pouco de determinação, em alguns casos. É uma coisa nova, que você e o bebê precisam aprender. É normal que role um atrapalhamento inicial. Mas tenha fé no sistema (sistema = você + peitos + bebê) &#8211; ele tem funcionado razoavelmente bem há milhares de anos, as probabilidades estão ao seu favor. Quando o bebê suga, o peito manda uma mensagem pro corpo produzir mais leite, o bebê vai pegando o jeito, o peito vai produzindo para atender a demanda, aos poucos, se você confiar, a coisa entra nos eixos. Provavelmente você tem leite suficiente. É claro que se o bebê perder peso demais, estiver letárgico, não estiver fazendo xixi nem cocô, ou quaisquer outros sintomas SÉRIOS (consulte seu profissional de saúde), aí sim a fórmula é uma boa idéia. Mas tirando esses casos extremos, provavelmente vocês vão se acertar. </p>
<p>Avalie bem seu profissional de saúde &#8211; tem muito pediatra, health visitor, midwife, que manda complementar com fórmula na primeira dificuldade. Cabe a você avaliar se o profissional é pró-amamentação de verdade ou se é só papo. Se você estiver realmente atrapalhada, procure ajuda de uma instituição séria, uma La Leche League, um breastfeeding café/counsellour (para quem está no UK), essas coisas. Procure o povo que vai te ajudar a conseguir amamentar, e só vai orientar a dar fórmula se isso for realmente necessário.</p>
<p>Uma recomendação que me parece muito sensata é ir para o quarto com o bebê, deitar com os peitos de fora na cama, deixar o bebê só de fraldinha, e ficar por lá, vocês dois, sozinhos, se entendendo (pode ser uma boa colocar uma toalha sobre o lençol, para aparar o que vazar de você). Se quiser, deixe uma luz suave para a coisa ficar mais aconchegante. Dizem que o contato pele a pele (ou skin to skin, como preferir) estimula a produção de leite. Além disso, sem interferências, vocês vão ficar mais calmos, o bebê vai sugar o quanto precisar, e isso vai estimular a produção. Mas não é para ficar meia hora não! É tipo a tarde toda. Tente relaxar, cochile, leia alguma coisa, veja televisão, sei lá.   </p>
<p>E beba água! Muita. Conheci uma mãe que estava tendo sérios problemas para amamentar o filho e depois de várias visitas ao health visitor, finalmente atinaram que o problema era que a moça não tinha o hábito de beber água &#8211; nem muitos outros líquidos. Assim fica difícil produzir leite, né? Tem gente que bebe um copo inteiro por hora para garantir. Eu morria de sede todas as vezes que o Jonas começava a mamar, então nessa hora sempre lembrava e pedia um copão. Tente tomar pelo menos uns dois ou três litros por dia (e olha que beleza, agora que não tem ninguém sentado na sua bexiga, você tem ela inteirinha de volta para você, e não vai precisar ir ao banheiro de 15 em 15 minutos como na gravidez!)</p>
<p>Dizem que certos chás, como erva doce, alfafa ou fenugreek (não faço idéia como é em português) aumentam a produção de leite (gogleie &#8220;galactogogue&#8221; para saber mais). Eu comecei a tomar erva doce e senti uma diferença absurda. Fiquei até na dúvida se era efeito placebo, mas no final das contas, deixei para lá. O chá não faz mal, e funcionou, então tá bom. Usar uma bombinha para tirar leite entre as mamadas também ajuda a fazer mais leite.</p>
<p>Outra coisa importante, que também não me contaram: como identificar, bem no começo, as complicações que podem acontecer. Você pode ter mastite, o seu peito pode empedrar, você pode ter cândida no peito (thrush), o mamilo pode sangrar ou dar bolha. As campanhas muitas vezes não falam disso também para não assustar (o que esses publicitários pensam que nós somos? Um batalhão de frouxas que se assustam com tudo?). O resultado dessa falta de informação é que muita mãe não identifica o problema no começo, e quando vai procurar ajuda a coisa já está grave, e pode até mesmo comprometer a amamentação (além de doer para burro).</p>
<p>Justamente quando meu peito estava parando de doer, eu tive thrush e ele voltou a doer para caramba! Por sorte, consultei o Dr. Google, descobri o que era, fui na médica, ela me passou uma pomada meio inútil, depois tomei um remédio oral, e depois de um bom tempo fiquei boa. Uma coisa que funciona, e você pode usar no primeiro sintoma, é vinagre branco. Lavar os mamilos com isso e deixar secar naturalmente. Ajudou bastante, recomendo como primeira providência (iogurte natural nos peitos também funciona, no próximo parágrafo você vai entender). </p>
<p>Alguns sintomas de thrush são mamilos esbranquiçados e/ou brilhando, uma dor que parece agulhada/que está queimando. Às vezes pode aparecer quando você (ou o bebê) tomam antibióticos, já que os antibióticos atacam a flora intestinal, que é quem controla os fungos que causam a cândida/thrush. Jonas tomou antibiótico logo que nasceu. Portanto, se você ou o bebê tiverem que tomar antibiótico, compre um bom probiótico para dar uma força para a flora intestinal (yakult não vale porque é entupido de açúcar, que alimenta os fungos). Iogurte natural pode ser uma boa, ou um pozinho probiótico comprado em loja de produtos naturais.  </p>
<p>Para as outras complicações, e muitas outras dicas, esse guia aqui está em inglês, mas é fantástico, e muito mais completo que esse post. </p>
<p><a href="http://www.mumsnet.com/babies/breastfeeding" title="Guia Mumsnet">Guia Mumsnet.</a></p>
<p>Além das vantagens para o bebê (anticorpos, comida sempre segura e esterilizada, carinho de mamãe, comida com gostos diferentes dependendo do que você coma, etc etc), amamentar também traz várias vantagens para você, como chances menores de câncer de mama, de útero e ovário, menor chance de osteoporose &#8211; e a vantagem mais visível e imediata: emagrecer! Amamentar exclusivamente gasta muitas calorias (dizem que são 500 por dia, mas eu acho que devem ser milhares&#8230;). Só para você ter uma idéia, eu engordei 15 quilos na gravidez do Jonas e em uns 5 meses tinha perdido 21 quilos! E comendo para caramba! Mais uma vez, confie no seu corpo &#8211; esses quilos extras da gravidez (eu fiquei com braços e coxas bem gordinhos) são, na verdade, reservas de leite! (que serão devidamente devoradas por seu bebezinho esfomeado)</p>
<p>E para aquelas que acham que amamentar faz os peitos caírem. Já ouvi de fontes sérias que na verdade, o que faz os peitos darem uma caidinha (nem sempre, vale lembrar) são as mudanças hormonais da gravidez. Conheço gente que não amamentou e eles caíram do mesmo jeito, então relaxe. E se lembrar e tiver paciência, use o mesmo óleo de amêndoas da barriga no peito também, para ajudar a evitar as estrias que podem aparecer (é importante que seja um um óleo natural e sem muito cheiro, que não atrapalhe o bebê &#8211; óleo de amêndoas, de coco, de girassol).</p>
<p>Agora, tem o outro lado dessa história. Você tem o direito de não querer amamentar. Eu acho isso, sinceramente. Se você não quiser, se achar que não vale o esforço, ou sei lá qual a razão, não precisa inventar desculpas! Inventar desculpas assusta as mulheres que querem amamentar (que ficam achando que é mais difícil do que é), tira a sua própria autonomia de decidir a sua vida enfim, atrapalha a vida de todo mundo. Tem mulher que desiste na primeira dificuldade porque não está muito a fim, porque quer sair de casa para passear e não quer ficar presa ao bebê. É direito dela. No UK tem algumas que nem tentam. Não importa o que eu penso disso, não importa o que ninguém pensa. Acho um saco aquelas mães que ficam dando milhares de justificativas para não amamentarem. Me dá vontade de dizer &#8220;Você não me deve satisfação! Para de dar desculpas!&#8221; </p>
<p>E é lógico que existem também as que queriam muito, de verdade e não conseguiram. Às vezes porque ficaram ansiosas, se atrapalharam cada vez mais, não tiveram uma boa orientação, e não rolou. Tem as que fizeram plástica no peito com 15 anos e aí, 15 anos depois, o peito não quis funcionar. Tem as que foram convencidas por profisssionais de saúde safados (ou incompetentes) de que &#8220;não tinham leite suficiente&#8221; (o que, como a gente já viu, normalmente não é verdade). Tem as que tiveram qualquer outra razão. Cada caso é um caso, mas me parece que a frustração de não ter conseguido fazer uma coisa que se queria já é desagradável o suficiente. Eu gostaria muito que a mulherada fosse mais respeitada e não se sentisse na obrigação de se justificar para os outros&#8230;</p>
<p><strong>Equipamento: </strong></p>
<p>Supostamente você não precisa de nada para amamentar além dos próprios peitos, bastante comida e água, mas alguns cacarecos ajudam. Essas foram as coisas que comprei e que foram úteis para mim. Não necessariamente vão ser úteis para você, mas é sempre um ponto de partida. </p>
<p><a href="http://www.boots.com/en/Lansinoh-Lanolin-56g_26481/" title="Lansinoh">Lansinoh</a>/pomada de lanolina, para passar nos mamilos (também serve para passar nos lábios quando eles ressecam e em mais um monte de lugares)</p>
<p>Breastpads, porque no começo os peitos pingam mesmo (<a href="http://www.boots.com/en/Johnsons-Baby-Nursing-Pads-30-Contour-Pads_21437/">essa </a>é a marca que eu mais gosto)</p>
<p><a href="http://www.boots.com/en/Boots-Maternity-Breast-Shells-1pair_1252875/?CAWELAID=1186493009&#038;cm_mmc=Shopping%20Engines-_-Google%20Base-_---_-Boots%20Maternity%20Breast%20Shells%201pair">Breastshells </a>ou concha de silicone &#8211; nos primeiros dias de amamentação, em que tudo é estranhamento e adaptação, tem mulheres que gostam de ficar com os peitos de fora para eles respirarem e se recuperarem do uso intenso. Eu não gostava, em parte porque eles estavam gigantes, em parte porque estavam pingantes de leite. Então eu colocava por dentro do sutiã essa concha, que deixa o mamilo respirar sem estar em contato com nada, e ainda recolhe o leite que pinga. Melhor ainda era cobrir o mamilo de lansinoh e aí colocar a concha.</p>
<p><a href="http://www.johnlewis.com/30156/Product.aspx#BVRRWidgetID">Sutiã de amamentação</a> &#8211; depois de experimentar e comprar vários tipos diferentes, esse foi o melhor disparado. Comprei vários iguais. Como o peito enche e esvazia e muda de tamanho o tempo todo, acho importantíssimo o tecido ser stretch.    </p>
<p><a href="http://www.mothercare.com/Widgey%C2%AE-Breastfeeding-Pillow/369403,default,pd.html?cm_sp=ProductFeatures-_-Category%2520landing-_-Widgey%25C2%25AE%2520Breastfeeding%2520Pillow">Almofada de amamentação</a> &#8211; não acho essencial, mas é um pouco melhor do que travesseiros normais na hora de posicionar o bebê para mamar (e dá um descanso para os seus braços)</p>
<p><a href="http://www.mothercare.com/Medela-Harmony-Breast-Pump-with-Calma-Teat/410433,default,pd.html?cm_sp=ProductFeatures-_-Category%2520landing-_-Medela%2520Harmony%2520Breast%2520Pump%2520with%2520Calma%2520Teat&#038;q=medela&#038;q=medela">Bomba para tirar leite</a> &#8211; comprei uma bombinha manual Medela, modelo bem simples. Como nunca precisei tirar muito leite, quebrou o galho perfeitamente. Comprei mamadeirinhas dessa mesma marca, que encaixam na bomba, e os bicos que supostamente imitam o peito (e tem um fluxo bem lento). </p>
<p>Roupas de amamentação &#8211; comprei várias <a href="http://www.cialactea.com.br/">dessa marca aqui</a> no Brasil, e gostei bastante. No UK recentemente a H&#038;M começou a vender <a href="http://www.hm.com/gb/product/96693?article=96693-A#article=96693-A">blusa de amamentação</a> também, olha que civilizado! Mas na verdade, se você não quiser gastar dinheiro com roupas específicas, pode usar uma técnica muito prática, que consiste em usar uma blusa mais ou menos soltinha, com um top daqueles de alcinha por baixo. Na hora de dar de mamar, você levanta a blusa e abaixa o top, deixando só o peito ao alcance do bebê (e tudo fora da vista dos outros). Ninguém nem percebe que você está amamentando. </p>
<p><strong>Sites úteis: </strong></p>
<p><a href="http://kellymom.com/">Kellymom</a> &#8211; esse é o primeiro site que as pessoas costumam indicar para assuntos de amamentação. Super completo.</p>
<p><a href="http://www.mumsnet.com/babies/breastfeeding">Guia do Mumsnet</a> &#8211; sim, tou postando de novo o mesmo link que postei lá em cima. Eles têm também <a href="http://www.mumsnet.com/Talk/breast_and_bottle_feeding">um forum</a> em que você pode pedir ajuda (normalmente alguém responde rapidinho). </p>
<p><strong>Grupos de apoio, UK:</strong></p>
<p><a href="http://www.laleche.org.uk/">La Leche League UK</a> &#8211; vá ali na coluna da esquerda, nos local groups, e procure um grupo por perto.</p>
<p><a href="http://www.nct.org.uk/">NCT</a> &#8211; têm um telefone de breastfeeding support:  0300 33 00 771 e grupos locais. </p>
<p>Vale também perguntar para a sua midwife pelos breastfeeding cafes na sua área. Quando o Jonas nasceu, eu recebi um folhetinho com vários lugares perto de casa e diversos horários onde eu podia ir com ele se estivesse tendo alguma dificuldade. Não faço idéia se são bons, porque minhas dificuldades foram a dor do começo e o thrush, e uma eu aguentei e a outra eu fui direto no médico. </p>
<p><strong>Grupos de apoio, Brasil: </strong></p>
<p><a href="http://www.amigasdopeito.org.br/">Amigas do Peito</a> &#8211; já ouvi falar bastante desse pessoal. Tem grupos de apoio no Rio.</p>
<p><a href="http://www.ibfan.org.br">IBFAN </a>- não entendi exatamente como trabalham, mas vale a pena entrar em contato e perguntar pelos grupos de apoio.</p>
<p><a href="http://www.llli.org/brasil.html">La Leche League Brasil</a> &#8211; mande um email e pergunte se eles têm grupos ou representantes na sua cidade. </p>
<p><strong>PS:</strong> E amamentar em público? Agora que você e o bebê se entenderam, você pegou o jeito e está tudo indo bem, você não vai querer ficar trancada em casa nem ter que voltar correndo a cada mamada, né? Bom, logo que o Jonas nasceu eu, muito impressionada com aquelas histórias que a gente lê no jornal sobre gente expulsa de lugares por estar amamentando ou de grosserias feitas com as mães, saí na rua preparadíssima e estressadíssima, cheia de respostas malcriadas na ponta da língua para quem se metesse a besta comigo. Nunca usei nenhuma das malcriações ensaiadas. A maioria das pessoas em Londres, Edimburgo, Rio, Veneza, Florença e Amsterdam (que são as cidades em que fiz a experiência) nem ligava ou nem percebia que eu estava amamentando. Algumas sorriam, ou até mesmo faziam comentários simpáticos. </p>
<p>Em mais de dois anos, só duas pessoas, em Londres, me perguntaram se eu queria ir para um lugar mais reservado, supostamente para me sentir mais confortável. Nas duas vezes fiquei na dúvida se tinha sido de maldade, para eu sair dali, ou se foi com boa intenção. Uma vez aceitei, a outra não. E isso foi tudo. Ninguém nunca, nunquinha foi desagradável comigo. Acabei me convencendo que aquelas histórias que a gente lê no jornal são isso mesmo &#8211; bizarrices tão bizarras e fora do normal que saem até no jornal.</p>
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		<title>Meu lado criança (como assim, &#8220;lado&#8221;?)</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2012/05/11/meu-lado-crianca-como-assim-lado/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 18:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aquele papo de se manter em contato com seu lado criança, de se colocar no lugar do filho para compreendê-lo, bla bla bla? No meu caso, estou em contato com esse lado até demais para ser uma mãe de &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2012/05/11/meu-lado-crianca-como-assim-lado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquele papo de se manter em contato com seu lado criança, de se colocar no lugar do filho para compreendê-lo, bla bla bla? No meu caso, estou em contato com esse lado até demais para ser uma mãe de família responsável. </p>
<p>Visualize: Jonas brincando com um recipiente de água no meio do carpete, lavando os trilhos do trenzinho de madeira e passando-os no vidro da porta da varanda. O que fiz eu? Deixei. Até que obviamente ele derrubou o recipiente sobre si mesmo e sobre o carpete, molhando tudo. E eu, rindo da situação absurda tento secar a cagada enquanto ele me ajuda sacudindo o papel toalha que pinga por todo lado. </p>
<p>E aí me dei conta. Acho que deixo ele fazer essas coisas absurdas para rir da bagunça mais absurda ainda que fica depois. Porque essa vida de correr atrás de criança é meio chata, ficar arrumando as coisas atrás dele é um saco, e impedi-lo de fazer merda é mais chato ainda. Sinceramente, eu não tenho a menor condição de fazer o papel de adulta! </p>
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		<title>So para completar o raciocínio&#8230;</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2012/05/02/pergunta-barbara-pergunta/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 14:45:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;do post anterior. Sim, eu tenho que aprender a deixar esses discursos de gente louca passar. Mas eu tinha que aprender como lidar com eles na hora. Barbara, quando alguém começar um discurso maluco desses, não faça afirmações. Não diga &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2012/05/02/pergunta-barbara-pergunta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;do post anterior. </p>
<p>Sim, eu tenho que aprender a deixar esses discursos de gente louca passar. Mas eu tinha que aprender como lidar com eles na hora. </p>
<p>Barbara, quando alguém começar um discurso maluco desses, não faça afirmações. Não diga que discorda. Faça perguntas. Tá ouvindo? Pergunte: &#8220;por que?&#8221; &#8220;quem disse?&#8221; &#8220;baseado em que?&#8221; &#8220;Como isso funciona?&#8221;</p>
<p>Assim, o ônus de justificar e embasar o discurso vai para a outra pessoa e não para mim. </p>
<p>Uma vez uma conhecida me disse, com a cara mais lavada do mundo, que seu médico era muito a favor da amamentação, e disse que depois dos seis meses de idade o leite artificial era MELHOR do que o leite materno. Eu posso pensar em trocentas razões pelas quais isso é impossível de ser verdade (uma comida processada e em pó não pode ser melhor do que a versão natural e fresca a qual ela IMITA, para começo de conversa. Fórmula nunca vai ter os anticorpos e células tronco e o diabo que existe no leite materno &#8211; tem coisa no leite de peito que a gente nem sabe que tem, mas que o bebê aproveita. Leite de gente TEM QUE ser melhor para gente do que uma parada artificial feita a base de leite de outro bicho, nao? E por aí vai. Isso sem contar o estresse de desmamar uma crianca com essa idade, e todos os benefícios psicológicos  da amamentação, etc.)</p>
<p>Mas a burralda aqui respondeu: &#8220;Eu discordo.&#8221;<br />
A conhecida, com mais bom senso que eu, falou &#8220;Ah tá.&#8221;</p>
<p>E voltei pra casa pensando &#8220;Por que raios eu não perguntei quais eram os argumentos do médico??? Talvez, quem sabe, isso fizesse ela questionar o absurdo que o médico estava falando. Na pior das hipóteses teria soado bem menos grosseiro.&#8221;</p>
<p>Mas eu sou grosseira, né? Principalmente quando é um assunto desses, sobre o qual eu tenho opiniões muito fortes. </p>
<p>PS: O disclaimer é desnecessário, mas vou incluir. Leite em pó/fórmula é uma parada ótima que salva vidas quando a mãe não pode amamentar, e é uma opção decente quando a mãe não quer amamentar. Ainda bem que existe, bla bla bla. </p>
<p>Agora, não me venha dizer que, em qualquer situação no universo, é melhor do que leite de gente. É uma parada que imita e tenta se aproximar do leite de gente. E chega perto, pelo que dizem. Mas nós ainda não temos tecnologia para produzir coisas MELHORES que a natureza, principalmente coisas tão complexas quanto leite de gente. Oquei? </p>
<p>PS2: Aqui nesse país existe uma idéia de que bebês só precisam ser amamentados até os seis meses. É um país de analfabetos funcionais!!!! A OMS recomenda amamentação exclusiva até os seis meses, e amamentação junto com comida até os dois anos ou mais. </p>
<p>Mas todo mundo faltou a aula de interpretação de texto da Tia Marocas, e vem com esse papinho que leite materno é só por seis meses. Inclusive muitos médicos, que ficam me olhando com cara de cu quando eu digo &#8220;Mas a OMS não diz que é até os dois anos?&#8221; </p>
<p>Olha, eu ando cada dia com menos paciência para esse tipo de burrice, viu? (e aí vema Nestle e demais companhias malignas e reforçam a mensagem, para vender mais fórmula. Mas deixa isso pra lá. Lentamente algumas pessoas estão começando a entender isso.)</p>
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		<title>Uma coisa que eu preciso aprender</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2012/04/27/uma-coisa-que-eu-preciso-aprender/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 11:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baxt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ignorar e/ou cortar pessoas loucas no começo de seus discursos. Não, não estou falando dos doidos de rua, dos malucos beleza, dos velhos que te alugam na rua para falar alguma coisa sem pé nem cabeça. Tou falando daquelas pessoas &#8230; <a href="http://www.baxt.net/blog/2012/04/27/uma-coisa-que-eu-preciso-aprender/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ignorar e/ou cortar pessoas loucas no começo de seus discursos. </p>
<p>Não, não estou falando dos doidos de rua, dos malucos beleza, dos velhos que te alugam na rua para falar alguma coisa sem pé nem cabeça. Tou falando daquelas pessoas que do alto das suas agendas (seus traumas ou problemas pessoais ou sei lá o quê) se acham no direito de cagar regra e julgar você e fazer discursos de como você deveria viver a própria vida. </p>
<p>Hoje eu fui numa sessão de couselling para falar sobre um assunto específico que anda me preocupando e fui obrigada a gastar boa parte do tempo justificando minhas decisções na criação do Jonas. Oi? Por quê mesmo? Eu pedi opinião? Então por que isso aconteceu?</p>
<p>Por que fui pega desprevinida. Porque baixei a guarda (era uma sessão de counselling, lembra?). Porque, ao invés de tantas outras vezes, não tive a lucidez de dizer &#8220;Não, eu não faço isso com meu filho&#8221; seguido de uma cara de ponto final que não deixa espaço para réplica. (Essa é a minha resposta padrão para todas as sugestões de deixar ele chorar até dormir, de que eu tenho que desmamar, e de basicamente qualquer doida que leia Gina Ford. Normalmente a outra pessoa imediatamente percebe qual o seu lugar e cala a boca). </p>
<p>Mas hoje dei mole. </p>
<p>Foi mais ou menos como naquela vez que a amiga maluca do Marido veio me atacar num espasmo de fúria dizendo que eu estava errada em querer viver fora do Brasil. Que eu tenho raízes! Que isso era um absurdo! Bla bla bla!! A louca pegou todos os problemas pessoais da vida dela e transformou num discurso peçonhento contra MIM. E eu não consegui sequer responder, de tão surpreendente que foi o ataque. Para piorar, eu estava na casa dela.</p>
<p>Em que país morar é uma decisão absolutamente pessoal, cada um sente as coisas de um jeito e todos esses jeitos são válidos e legítimos e devem ser respeitados. Tem gente que acha ótimo sair da Holanda para morar no Rio Comprido, e esse camarada tem que ser respeitado, não? Mas vai conseguir pensar numa resposta qualquer no meio de um ataque-metralhadora-giratória de uma mulher enfurecida com sei lá o quê.  </p>
<p>E para completar teve aquela conhecida que teve uma infância difícil, mãe com problemas sérios que precisava ser cuidada pelos filhos em vez de cuidar deles, veio me fazer um discurso de como a minha relação com a minha mãe superprotetora não era saudável. On and on and on, como se ter uma mãe superprotetora fosse a pior coisa do mundo. </p>
<p>&#8220;Oi? Bacana mesmo é ter uma mãe que nem a sua, ne? Que inveja da sua infância e da sua mãe autocentrada, incapaz de botar os filhos em primeiro lugar. As merdas que a minha mãe fez foram feitas tentando acertar. Não podemos dizer o mesmo da sua.&#8221; Foi aquela resposta que ficou rodando na minha cabeça por muito tempo depois. </p>
<p>Não, eu não consigo sublimar. Não consigo pensar &#8220;Elas têm os problemas delas e estão jogando  suas frustrações em cima de mim porque são infelizes, coitadas. Vou ser superior.&#8221; Na verdade, devo conseguir, às vezes. Mas essas vezes provavelmente ficaram para trás, esquecidas. </p>
<p>Então posso tentar ficar mais atenta ainda para não ser pega desprevenida nesse tipo de de situação. Talvez fazer uma lista de palavras-chave relacionadas aos asssuntos com mais potencial de dar merda. Ou identificando rapidamente o tipo de mulher maluca capaz de fazer esse tipo de discurso cagador de regra (porque eh sempre mulher?).</p>
<p>(Mas veja bem: eu tenho amigas que criam seus filhos de maneira ABSOLUTAMENTE diferentes, discordo de tudo que elas fazem (e vice versa) e a gente não estressa. Tenho até amigos religiosos (de verdade) e a gente consegue se dar bem. O problema não são as pessoas com opiniões diferentes, mas sim as criaturas frustradas, infelizes e sem respeito.) </p>
<p>A terceira opção é simplesmente aceitar que de tempos em tempos isso vai acontecer. Eu vou baixar a guarda, vou dar mais conversa do que deveria e vou ter que ouvir um discurso desses, e ter mais uma história pra contar. Aí vou me lembrar, me esquivar de outras tantas loucas, e assim sucessivamente.  </p>
<p>PS: Eu estou numa daquelas fases da vida que eu quero que me deixem em paz. Quero ficar quieta na minha. E ando também meio ultra sensível. </p>
<p>Isso explica os desabafos sem pé nem cabeça dos últimos dias? </p>
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