Pesquisar, não pesquisar, ter superpoderes

Por um lado, acho que o grande problema do mundo é a falta de pesquisa e de informação. Veja só: nossa vizinha viajou e deixou dois peixes dourados para a gente cuidar – o que significa dar um pingo de comida uma vez por dia, e passar o resto do tempo olhando pra cara deles e pensando se eles estão com algum problema ou com cara de quem não está legal, ou se esse é mesmo o comportamento de um peixe dourado num aquário pequeno, sem bomba de ar, numa casa quente (a gente sabe que a temperatura da nossa casa é um tanto mais alta do que o normal pros padrões ingleses).

Bom, essa noite, um bichos resolveu morrer.

Fazendo uma breve pesquisa, Marido já tinha descoberto que peixes dourados são carpas, precisam de um monte de espaço para viver, podem durar 20 anos e chegar a 20 centimetros. Ou seja, uma carpa mesmo, daquelas de tanque.

Em outras palavras, o peixe num aquário daquele tamanho estava mesmo pedindo pra morrer. Aí eu penso: por que raios a moça não fez uma pesquisa melhor, não comprou um peixe mais adequado pro espaço que ela tinha? No Brasil um monte de gente tem beta (peixe de briga), justamente porque é um peixe de poça, que vive em qualquer lama, não precisa de filtro nem nada. Ou então aqueles peixinhos mínimos que vivem em mini cardumes, que são bem bonitinhos também.

E tenho pensado isso para vários outros assuntos também. Que as pessoas passam pela vida sem observar as coisas ao seu redor, aceitando qualquer bobagem que se diga, sem questionar médicos, chefes, pais, etc. A pessoa tem uma pereba, vai no médico, aceita o diagnóstico e pronto – não tenta descobrir se existia uma maneira mais inteligente de tratar a coisa, não procura a causa do problema, não tenta saber se aquele médico é sério, etc.

Afinal, você não compra uma geladeira sem fazer pesquisa, porque comprar um peixe ou passar um remédio sem fazer pesquisa?

Aí vem o outro lado do meu raciocínio. Eu nunca achei que um dia eu fosse dizer isso, mas com uma frequência muito maior do que me é confortável eu me pego pensando que queria poder passar alguns dias da minha vida sem aprender nada!

Porque pensa só: para qualquer coisa na nossa vida a gente precisa fazer pesquisa. O mundo ficou tão complexo que não dá para confiar na opinião de ninguém. É sempre preciso pesquisar, procurar várias opiniões, ler research papers ou foruns de internet (dependendo do caso) fazer uma média, usar a intuição (também conhecida como “segura na mão de deus”) e só aí tomar uma decisão razoavelmente embasada.

Para tudo. Para comprar comida (lê os ingredientes, pesquisa o que faz mal, vê quem é o fabricante, etc), para comprar um eletrônico (o horror, o horror), para comprar um colchão, para escolher qualquer coisa na vida.

Isso tudo sem falar na curva de aprendizado que vem junto (no caso da pesquisa, a curva de aprendizado vem antes, durante a pesquisa e imersão no maravilhoso mundo dos colchões, ou das substâncias químicas usadas nos produtos de limpeza, ou do raio que o parta). Descobri que odeio aprender a usar equipamentos e softwares novos, porque eu já sofro por antecipação pensando que daqui a uns anos vou ter que usar outra coisa e aprender tudo de novo.

Dia desses Marido queria me convencer a usar um outro software no lugar no Photoshop. “É bem melhor e mais simples,” ele garante. Não duvido, mas eu nao quero aprender a usar essa bodega! Não quero perder meu tempo aprendendo milhões de coisas. Não vejo graça em comprar um celular novo e ficar semanas figuring out as novas funções. Para no ano seguinte repetir o processo todo com, sei lá, o Nexus One (tampouco gosto de ter um aparelho sub utilizado, o que me deixa insatisfeita em qualquer um dos casos).

Eu não me orgulho disso. Na verdade, tenho vergonha mesmo de dizer isso, que queria aprender menos coisas. Mas caramba, é um saco. A partir do momento que você descobre, por exemplo, todas as barbaridades que existem nos cosméticos que você usa, você entra num universo paralelo de pesquisar alternativas, e de desconfiar de tudo, de tentar descobrir qual o único lugar que vende aquela coisa que dizem que é ótima. Ou de querer comprar panelas sem teflon e sei lá mais o que. Tudo vira um drama, ou pelo menos uma trabalheira.

Minha mãe fica horrorizada com o tanto de pesquisa e leitura de ingredientes envolvidas na minha compra de comida. E no tanto de pesquisa e questionamento para aceitar cada decisão de um médico.

(claro que nesse ponto é mais fácil seguir a manada e tomar as mesmas decisões que todo mundo para tudo, mas depois de um certo ponto simplesmente não dá mais para voltar atrás)

Para trabalhar, eu deveria ter um belo conhecimento de todas as maravilhosas ferramentas que a grande rede de computadores coloca ao meu dispor. Deveria saber usar bem o twitter e o google news e as redes sociais e mais um monte de coisas, para saber de tudo antes de todo mundo. Deveria saber quem são as pessoas para seguir, saber detectar as tendências antes que elas apareçam nos jornais. Eu precisaria saber muito bem como funciona o sistema de órgãos governamentais, como as decisões são tomadas, onde estão os relatórios de reuniões obscuras onde as coisas são decididas mas não divulgadas, porque é aí que estão as matérias importantes.

Mas pelamordeus, onde eu vou arrumar tempo para tudo isso? No final das contas, eu me sinto até menos envergonhada de dizer que não, não estou interessada em experimentar um novo app no celular ou um novo serviço de perda de tempo lançado por alguém. Mundo, teste aí. Se a coisa continuar existindo daqui a seis meses eu penso.

E aí eu chego no terceiro lado da história, que não é um terceiro lado, mas é meio que uma conclusão. (na boa, existe ainda alguém que lê esse blog? Com a atualização do jeito que vai e com posts desse tamanho, deixa para lá. Se ninguém estiver lendo eu nem vou me magoar. Mas voltemos à conclusão).

Framing.

(não sei traduzir “framing”).

Basicamente acho que é o skill mais importante do mundo hoje em dia. Saber o que deixar de fora nesse mundo de ruído, saber o que não ler, o que não usar, o que não pesquisar, quais pessoas ignorar. Saber quando aceitar algo que alguém disse, confiar e pronto, tirar aquela questão da cabeça.

Mas às vezes acho que para conseguir frame o mundo do jeito que se deve, não estamos mais falando de um skill, mas de um super poder. Socorro.

PS:
quanto ao peixe, acho que vamos comprar um novo, explicar a situação quando ela voltar e pedir desculpas. E talvez comprar um chocolate para que ela, com sorte, ache a gente legal.

17 Responses to “Pesquisar, não pesquisar, ter superpoderes”

  1. Cristiano Dias Says:

    ASSASSINOS !!!!!!!!!!!!!

  2. Baxt Says:

    Obrigada pelo comentario equilibrado. Sua opiniao eh muito importante pra nos :)

  3. João Paulo Cursino Says:

    Ora, Bárbara, eu leio. E gosto muito, viu.

    Eu também pesquiso tudo. Tudo. E, das pessoas que conheço, ninguém pesquisa nada. Nada. Nem repete final de frase, feito Barbosa. Barbosa.

    Olha só, você poderia parar de pesquisar. Teria uma vida suficiente. Mas você sabe que seria sub-ótima. E sabe que estaria correndo mais riscos. Então, é uma escolha ético-política: ou aceita mais riscos, ou tem mais trabalho, o que é verdade para tudo na vida.

    Você pode é simplificar para o outro lado. Quando meu celular pifa, sabe como escolho um novo? Critérios mínimos: só quero um que fale. Só! O resto vai pelo tamanho (o menor possível) e pelo preço. Nunca tive um smartphone.

    Tal como você, faço do mundo meu beta-tester e debugador geral. Tá cheio de gente que, feito Hiro, quer surfar na crista da onda da inovação. São nossos queridos desbravadores e a eles sou grato. Mas só vou comprar meu Kindle daqui a anos. Ainda não tuitei (como você pode ter notado), não tenho Facebook. Sou superconservador. E, no entanto, vivo suficientemente bem. Não preciso do super-hiper-mega-combo-
    -extra-ultra-maxi-premium, basta que funcione.

    Você pode se beneficiar do fato de ter, hoje, muito mais informação ao alcance dos dedos do que seus bisavós teriam tido oportunidade de pesquisar na vida inteira. Aproveite isso!

  4. Georgia Martins Says:

    Oi!
    Peixes morrem. O tempo inteiro. Independente de serem carpas ou betas ou o raio-que-os-parta. Meio inútil a mulher pedir para vcs cuidarem do peixe e esperar que eles de fato sobrevivam, pq eles iriam morrer nas mãos dela também.
    Aliás, por isso que desistir de peixes. Eita bichinho de estimação mais sem graça! E a gente sofre… Pq se apega, e a cada 2 dias morre um… No começo eu enterrava, no final só jogava pela patente mesmo. Oh well…

    Sobre pesquisas, acho incrível como, com a informação na ponta dos dedos, ainda tem gente que NÃO pesquisa NADA. Esse mundo está perdido mesmo. Mais informação disponível, mais gente cara de pau o suficiente para ignorar tudo isso!!!

  5. Bianca Says:

    Eu também leio, mas quase nunca comento.

    Você já se sente assim sobrecarregada mesmo sem (ainda) ter filhos. Imagina quem tem filhos e tem que pesquisar tudo pra tomar milhares de decisões importantérrimas sobre saúde, educação, etc. etc. É de enlouquecer qualquer uma que não resolva usar o “instinto materno” de vez em quando.

    Outro dia ouvi um diálogo surreal numa clínica de vacinação (aliás essa decisão é sempre difícil: vacinar ou não vacinar?). Uma jovem senhora chega à clínica com sua filhinha de cerca de 3 anos. Dá a receita de vacina pra atendente que lê o papel e fala o seguinte: “estranho ele ter receitado essa vacina, porque na idade dela essa não é recomendada, deveria dar essa outra…”. A mãe responde: “olha, ele é médico e deve saber mais do que eu e você que não estudamos pra isso, se ele mandou eu obedeço”. Eu fiquei chocada porque a minha reação seria no mínimo ligar pro médico e perguntar se era aquilo mesmo, e o porquê de dar essa vacina e não a outra. E provavelmente entraria num forum da internet pra pesquisar sobre o assunto. Será que eu sou muito paranoica?

  6. João Paulo Cursino Says:

    Não sei qual é o contra-argumento para vacina. Para mim, nunca é uma decisão difícil: é pra vacinar, sem pensar de novo. Mas esse sou eu.

    Agora, essa de usar o diploma do médico como argumento de autoridade, realmente, comigo não cola. O saite

    http://xkcd.com

    tem uma tirinha ótima justamente sobre isso: “sabia que você pode comprar um jaleco branco sem licença?” — ou seja, qualquer charlatão diz qualquer coisa e você TEM que conhecer um pouco de tudo e receber tudo com olhar crítico.

    Eu faria a mesma coisa: ligar para o médico na hora. Mas faria melhor: no consultório, sempre costumo bombardear médicos de perguntas (afinal, estou pagando; entendo que posso sugar à vontade, no bom sentido, e não há melhor oportunidade do que essa). Pergunto sempre: sobre o mecanismo da doença, sobre as implicações, sobre o tempo de melhora, sobre as alternativas de tratamento, sobre os efeitos colaterais, sobre as consequências de não tratar, sobre a real necessidade de medicamento, sobre o que mais posso vazer, se posso trabalhar normalmente, se posso tomar banho, praticar esporte, subir escada, viajar de avião… Tudo isso. (Se eu fosse mulher, sei que bastaria usar Sempre Livre, que me deixa fazer tudo isso. Oquei, piada podre.) Então, a dúvida acaba nem surgindo.

    Não, Bianca, não é muito paranoica (agora sem acento).

    Barbara, foi mal aê. Furto de espaço.

  7. Baxt Says:

    Em primeiro lugar:

    Voces estao lendo esses posts gigantes! Estou emocionada :)

    Georgia,

    Pois eh, tambem nao entendo a graca dos peixes. Depois de ganhar uns peixes e tartarugas e bichos assim quando era crianca, traumatizei (acho que sao todos premios de consolacao) e agora so quero saber de gato ou cachorro. Se eh para ficar presa por alguma coisa, que seja um bicho legal!

    Bianca,

    Respondi seu comentario por email :)

    JP, o ladrao de espaco,

    Sobre as vacinas, existem free riders que nao querem vacinar os proprios filhos “ja que as outras criancas estao vacinadas” - esses merecem uma surra porque estao contribuindo para a volta do polio e de doencas assim no mundo.

    Mas concordo que existe um exagero de vacinas e remedios no mundo, e a gente tem que ter muito cuidado com isso. Os grandes executivos das empresas farmaceuticas querem ganhar seus bonus no final do ano, e fazem isso a partir de uma coisa evil chamada “geracao de demanda.” Criar necessidade onde nao ha. Me dah arrepios so de ouvir o termo (e eu ouco bastante, ja que ando escrevendo sobre essa industria).

    (ainda assim, so para deixar claro, eu sou pro-vacina e acho erradissimo o povo que se recusa a dar as vacinas basicas pros filhos. Por milhoes de razoes)

    E sobre os medicos, eu tento fazer isso tambem - no Brasil eh mole, faco uma entrevista de horas a cada consulta, saio de la sabendo tudo. Aqui eh complicado, quando eu consigo fazer 3 perguntas numa consulta antes de ser enxotada para fora, ja eh lucro. Mas faco, encho o saco o tanto que eu posso.

    Ah sim, sobre o que vc falou sobre seus habitos tecnologicos quase luditas, vc eh advogado, pode fazer isso. Eu sou jornalista, nao dah. Entao eu tenho que achar um meio termo que nao me deixe muito enlouquecida. Eh dificil.

  8. João Paulo Cursino Says:

    Sobre ludistas (em português tem S). Bom, depende do ramo em que você está. Não se esqueça de que, antes de ser adEvogado, eu já era engenheiro, de modo que tenho alguma noção de como os gadgets funcionam. Só não sinto necessidade de surfar em cima da onda; vou na esteira.

    Você poderia ser jornalista de, sei lá, esportes, ou se especializar em wildlife, ou em artes plásticas. Não necessàriamente teria que dominar tecnologia. Mas preferiu temas assim mais, digamos, socialmente impactantes — tecnologia, Ciência, economia. Aí, realmente, não dá pra escapar.

    Sinceramente, acho óptimo. E tenho certeza de que deve ser um desafio. Mas, ao mesmo tempo, se você gosta dos temas e está sempre prestando atenção, você tomaticamente está mais habilitada do que esse monte de imbecis que tem por aí. Eu, pelo menos, tenho a maior confiança. Ou, como costuma me dizer um colega de 67 anos que divide workspace comigo e só me chama de Filhão, eu estou apostando todas as minhas fichas é em você!

  9. Baxt Says:

    Hahahaha!!! ter um colega de trabalho que te chama de filhao eh demais!

    E nao, se vc tratalha com comunicacao, vc PRECISA estar atualizado com tecnologia. Nao gadgets, que na minha opiniao sao um pe no saco e quase sempre inuteis. Mas precisa saber como o admiravel mundo novo esta mudando a comunicacao, o que esta acontecendo com o jornalismo, por onde a informacao esta trafegando (os canais nao sao mais os mesmos de 20 anos, e se vc nao souber direitinho - e rapido - por onde a informacao esta fluindo, vc esta lascado).

  10. João Paulo Cursino Says:

    Aliás, preciso ir escrever sobre isto no meu espaço: não é mais possível viver razoavelmente sem um mínimo de “educação tecnológica”, para cunhar uma expressão. Você leu O Mundo Assombrado Pelos Demônios, do Sagan? A tese dele é que você não pode viver bem sem um mínimo de formação científica — aí eu vou e generalizo isso para tecnologia: usar telefone, Internet, saber o que é Twitter mesmo sem usar, saber o que é uma TV de LCD (aliás, sabia que, ao contrário das TV de CRT, as de LCD gastam mais energia com imagem preta do que branca?).

    Acima de tudo, um pensamento crédulo é incompatível com a vida acelerada que temos, e no entanto é tão comum também. Tenho uma colega que não usa forno de micro-ondas (agora com hífen) porque tem medo. Porque a empregada analfabeta e supersticiosa não sabe como funciona, então ela segue o exemplo da empregada, tem medo dos eflúvios misteriosos do forno e evita-o como ao Diabo. E isso porque o marido dela é engenheiro feito eu e poderia explicar-lhe o fenômeno em detalhes, como creio que provàvelmente tenha feito, e ela veria que é completamente inofensivo, que é impossível causar dano.

    Então, tem é que pesquisar mesmo. Mas eu faço disso um prazer. Deleito-me com o conhecimento e vou aproveitando as vantagens que ele me dá.

  11. João Paulo Cursino Says:

    Ademais, dependendo de onde você está, saber as coisas é inevitável: você vai aprender mesmo sem pesquisar. Se você VIVE e USA os meios de comunicação, você vai percorrendo os meandros por força do serviço, e vai pesquisá-los para ser usuária, então tem super-autoridade para escrever sobre eles naturalmente. Eu acharia ótimo: ser pago para escrever sobre o que já faço!

    (É claro que isso foi uma simplificação canalha da minha parte. Pra mim é tão fácil; não sou eu que estou tendo que suportar o fardo.)

  12. Vivien Morgato Says:

    Por partes:

    Sempre haverá leitores, vc escreve de uma maneira articulada e tem uma fluidez deliciosa.

    Eu me sinto no limbo da tecnologia: entendo, gosto e mexo mais - em termos de uso enquanto linguagem, não enquanto técnica - em relação à maioria dos meus amigos off line. Mas estou completamente na lanterna, em termos de conhecimento e nível de discussão, em relação aos meus amigos on line. Ou seja, uma merda.

    A dúvida e a pesquisa podem ser mal recebidas, principalmente pelo povo da área médica. Em um universo pré-internáutico, descobri que tinha Lúpus. Fui em uma biblioteca pública e pesquisei sobre a doença: ao questionar minha médica, levei um esporro magistral. Eu tinha 17 anos e tinha que obedecer o que ele dizia, ponto.
    Não que eu buscasse tratamentos alternativos, eu apenas queria entender efetivamente o que era a tal desordem…mas o saber é poder e neguinho não abre mão.

    Quanto aos peixes, aquário é o ó.

    beijos.

  13. Baxt Says:

    Vivien,

    Por coincidencia, acabei de mandar o link do seu blog pro meu irmao, que tambem eh professor (por causa dos posts sobre os alunos)!

    Saber eh poder, e tem medico que ainda nao esta preparado para descer do pedestal. Mas acho que hoje em dia, com internet, eles meio que ja aceitaram o fato (por pura falta de alternativa, em certos casos). Ja quando vc tinha 17 anos a coisa devia ser bem mais dificil. Imagina o susto que a medica levou ao ver que vc nao estava ali colocando sua vida nas maos dela? Um acinte! :)

    Alias, eu escrevi uma materia sobre isso ha um tempo, se alguem tiver curiosidade: http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/10/22/ult4213u569.jhtm

  14. Rita Says:

    Oi, Baxt!

    Olha, descobri seu blog agora, só li esse post e já adorei. Então se você está pensando em parar de escrever, como bem de leve deu a entender aí em cima, póparar porque não é justo! Vou voltar, vou voltar.

    Obrigada pela visita no Estrada.

    Beijos,
    Rita

  15. Baxt Says:

    Oi Rita,

    Obrigada pelo comentario e nao se preocupe, eu nunca paro de escrever. Esse blog existe ha seculos, aos trancos e barrancos, mas sempre existindo. Passo longos periodos sem escrever nada, depois volto, e sumo de novo. As vezes, escrevo como agora, de vez em nunca, mas sempre estou por aqui.

    Parar de escrever significa ficar calada, e para o bem ou pro mal, isso eh coisa que eu nao consigo fazer :)

  16. Luciana Håland Says:

    Meu enorme comentário confessando que também já assassinei um peixinho, da minha vizinha de 5 anos, näo entrou, tá difícil postar comentário nos blogs, ou sou eu que sou burra demais e faco alguma coisa errada.

    Mas que bom que já está tudo semi resolvido, peixe morre mesmo, e colocar um peixe num mini espaco quando ele precisa de um espaco maior, como você disse após ter pesquisado, é uma forma de assassinar lentamente. Acho que o peixe já estava em estado terminal, só terminou de morrer, infelizmente na sua casa.

    Que bom que voltou a postar!

  17. baxt Says:

    Oi Luciana,

    Que estranho isso de voce nao conseguir comentar… E muito obrigada pela sua historia de peixes mortos tambem. Esses bichos faceis de morrer sao um problemao, pelo visto :)

    E se vc nao conseguir postar de novo, por favor, avise que eu pergunto pro senhor do site (digo, o dono da hospedagem, cujos ouvidos eu alugo frequentemente :)