Welcome to my mind
É assim: eu tenho uma coisa para fazer, e preciso me concentrar nela. Ou pelo menos preciso fazer o que tenho que fazer, tipo assim, começo, meio, fim. Escrever um texto, fazer uma pesquisa, mandar um email mais complicadinho. Mas minha cabeça fica pensando em outras coisas, meus pensamentos passam longe da coisa que eu tenho que fazer, eu fico arrumando distrações, tornando o processo mais longo e penoso do que o necessário.
Por outro lado, tem uma coisa que eu preciso fazer. E eu fico pensando nessa coisa, me irritando com a quantidade de coisas chatas e irrelevantes que ocupam meu dia todo, como marcar médico, mandar um email pra mulher que administra o apartamento, fazer inscrição na academia. E fico pensando que inferno é ter que perder tanto tempo com essas coisinhas, ou pensando se o médico vai me mandar fazer o exame que eu quero fazer, ou se o chefe vai reclamar de eu ter que sair mais cedo (invariavelmente esse caminho leva ao seguinte território: eu tenho coisa demais para fazer, eu não consigo fazer tudo que eu quero, eu não consigo fazer nada direito.) Em vez de me preocupar com a coisa só na hora de fazer a coisa (e em vez de fazer a maldita coisa EM VEZ de ficar pensando nela), eu gasto uma energia danada durante todo o processo, que se torna mais longo e penoso do que o necessário.
Agora imagine que o segundo processo se auto-inicia, a todo vapor, durante a hora que eu devia estar fazendo o primeiro processo. Pronto. Essa é a minha vida.
novembro 18th, 2009 at 12:21 pm
Vc acaba de escrever exatamente o que eu estava pensando! Eu ainda adiciono um detalhe: acordar de madrugada e começar/continuar a pensar no que deve ser feito.
E la estou eu, me distraindo com o teu blog em vez de estar estudando p o seminario de amanha e p a prova de segunda… :(
ô vida, ô céus!
novembro 18th, 2009 at 1:33 pm
A sua vida e a de quase todo o mundo que é adulto e urbano. Bem-vinda à idade da responsabilidade.
Muitos belogueiros já escreveram sobre isso. A maioria dos que li, dentre os adultos jovens urbanos, escreveram. Alex Castro já escreveu sobre isso, ali entre o fim de 2006 e o fim de 2007. Sobre como as tarefas pequenas corroem a utilidade do tempo.
Tem também um cartum sobre procrastinação, não lembro onde vi mas posso catar e te mandar.
novembro 18th, 2009 at 1:45 pm
Ju,
Ainda nao cheguei no ponto de acordar de madrugada nao. Ou pelo menos eh muito raro. Mas um dia eu chego lah, com certeza.
Mas JP,
A culpa nao eh das tarefas pequenas. Se eu FIZESSE elas, em vez de PENSAR nelas, elas nao me atrapalhariam muito. O problema nao eh com as tarefas, eh com o funcionamento dos meus processos mentais.
Eu escrevo sobre eles na esperanca de destrincha-los e um dia comecar a ter algum poder sobre eles.
novembro 19th, 2009 at 11:08 pm
Tambem tenho dificuldade de desligar o cerebro de toda a lista de coisas a fazer… e a procrastinacao certamente nao ajuda, vira uma bola de neve mesmo. Nos ultimos anos eu tenho rcorrido me distrair na hora de ir pra cama, jogar sudoku, qualquer coisa que me faca parar de pensar (ota’ mais pra overthink) no que eu tenho que fazer, senao nao relaxo. Fico aqui imaginando se nao existe algum jeito mais saudavel de se viver, mas fora ser mais disciplinada e resolver os problemas logo na hora em que eles surgem (o que, convenhamos, nem sempre e’ viavel) ainda nao tive uma revelacao a respeito. Um dia, quem sabe!
novembro 21st, 2009 at 10:39 pm
hahahaha! querida, essa sou eu! é confortante saber que não estamos sozinhas, né? beijo e saudades dos nossos papos sobre os nossos podres…
novembro 23rd, 2009 at 3:11 pm
Caraca!!! Alguém que não sou eu me descreveu como é que eu sou onde ninguém vê e onde nem eu sabia que era!!! kkkkkkkk!!! E essa trama de pensamento toda amarfanhada, então?? Cara, essa sou eu!!!
Passando por aqui pra conhecer o blog… Bjs
novembro 24th, 2009 at 5:04 pm
É por isso que o meu sonho de consumo é ter uma secretária! Já pensou? Dona Fulana, marca o médico pra mim. Vai fazer a vistoria no detran. Me manda um email com todas as pessoas que eu tenho que ligar hoje!
Pena que não dá pra mandar a secretária correr na praia durante 30 minutos no meu lugar…
dezembro 4th, 2009 at 1:57 pm
Oi, Bárbara,
Adorei sua visitinha lá no meu blog! Sobre as fraldas “semi-descartáveis”, já li sobre elas, sim, e achei o máximo. Acabei não optando por elas porque onde é que eu ia comprar os refis?? Só se eu tivesse alguém que fosse regularmente ao exterior… mas que parecem o melhor que há em termos de praticidade/ecologia, isso parece!
Nem preciso dizer que você tem um excelente gosto pra nomes, né? hehehe
Aqui no Brasil Emília é nome de velha, por isso também a gente escolheu. Não queríamos que ela tivesse o nome da galera, sabe?
Beijos e prazer!
dezembro 4th, 2009 at 2:53 pm
Nãaaaooo!! Nomes de menino não!! É MEGA difícil. Eu gosto de nome de pobre: José, João, Manuel, Antônio, Francisco. Mas eu e meu marido nunca chegamos a um acordo, lê só esse meu post: http://sacodefarinha.blogspot.com/2009/09/porque-foi-bom-que-nao-fosse-menino.html
No seu caso, eu pensaria também na facilidade de grafia e pronúncia para anglófonos. João, por exemplo, jamais!