Pensamentos que nao cabem no twitter

Tou aqui pensando com meus botoes em pessoas que eu conheco que sao inteligentes e sao (ou dizem ser) seguras de suas capacidades intelectuais. E supostamente por causa dessa seguranca, se dao ao direito de parecer bem menos inteligentes ou capazes do que sao. Ficam escrevendo sobre celebridades e maquiagens e futilidades em geral muito mais do que qualquer pessoa minimamente preocupada com sua imagem de intelectual (e muito mais do que eu acho saudavel, mas essa eh a minha opiniao – eu sou defensora da futilidade e das bobagens, mas com parcimonia e equilibrio).

E ai penso em pessoas, tambem inteligentes, que fazem uma forca danada para mostrar essa inteligencia, cultura e erudicao. E as vezes essa forca fica bem obvia, saltando aos olhos muito mais do que a prorpia erudicao. A primeira vista, parece obvio que as primeiras estao em vantagem, sao tranquilas e absolutas.

Mas por outro lado, ao criarem personas mais debiloides do que elas sao na verdade, sera que nao estao perdendo a oportunidade de aumentar o leque de assuntos? Porque na boa, ne, existe um numero limitado de coisas inteligentes que vc pode falar sobre assuntos como, sei la, os filhos africanos da Madonna, a Angelina Jolie ou os peitos novos da Amy Winehouse. Depois disso, fica tudo meio chato, vazio, meio Cherry Blossom Girl.

Enquanto isso, os inseguros que estao fazendo forca para soar espertos, estao correndo atras de… bom, de soar espertos. Mas por um lado eles estao tentando desenvolver alguma coisa, saber mais coisas, ter opinioes. Serah que com isso eles nao acabam ficando mesmo mais interessantes do que o outro time, que ficou falando de bolsa e sapato?

Na verdade, ja me perdi aqui. Acho que os dois extremos sao incrivelmente chatonildos e cansativos, e acabam com a minha paciencia muito rapido. Mas eh que, sei la, eu entendo o camarada fazendo forca para parecer mais culto e mais esperto. Acho que apesar de ser bobo, tem uma certa dignidade aih. Nao muita, mas um pouco. (nao estou falando daquela categoria que quer se mostrar melhor que os outros. Essa eh a arrogancia ridicula e sem dignidade)

Jah a pessoa que diz “inteligente eu jah sou” e descamba a falar besteira, sei la, essa me parece que ta desperdicando potencial. Podia estar usando essa inteligencia-nao-arrogante (que eh um tipo raro de inteligencia) para falar coisas bacanas, ne? (Ou nao, e o importante na vida eh ter sapatos fofos e um telefone vintage?)

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Para que serve um corpo?

Eu estava aqui matutando querendo escrever um post que não fosse reclamação nem revolta para entrar no lugar desse post sobre pessoas idiotas e arrogantes, sem saber muito bem no que falar, quando descobri que alguns blogs estão fazendo hoje uma blogagem coletiva sobre o Dia de Amar o Seu Corpo.

Uma boa desculpa para falar sobre uma coisa que eu queria falar há um bom tempo, mas sempre tinha preguiça, que é a relação entre corpo (e nudez) e sexualidade. Porque essa é uma relação desnecessária, arbitrária e que só atrapalha nossa vida.

O povo da Alemanha, dos países escandinavos e sei lá mais onde, sabe desassociar essas coisas. Eles vão à sauna pelados, são capazes de ver um colega de trabalho nu e a relação não muda por isso. Mas afinal, não era para ser normal, um corpo pelado?

Se você para de ver o corpo como algo para sexo, fica muito mais natural ver gente velha, gorda, ou feia pelada. Porque é natural.

No Brasil, ao contrário, nós estamos acostumados a associar nudez com sexo. E em vários outros lugares também. Foi exatamente nisso que pensei quando vi gente reclamando de uma foto do Morrisey e banda pelados (no início do ano). Tinha gente reclamando que eles estavam branquelos demais, ou barrigudos demais, ou peludos demais.

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Me dava vontade de gritar: Hello-o! Pessoas SÃo peladas, sabiam? A peladice não existe com uma função! Pelo contrário: se cobrir tem uma função, e é por isso que a gente usa roupas diferentes para situações diferentes! Ficar nu deveria ser visto como coisa normal.

A nudez não existe para satisfazer os olhos de quem está vendo, nem para espicaçar o desejo dos outros. Pode servir para isso também, mas não só. A nudez é uma coisa natural, um fim em si mesma.

Se a gente fosse capaz de entender isso, ia deixar de se incomodar com corpos peludos, barrigudos, velhos ou com cicatrizes. E no meu infinito otimismo, ia passar a aceitar que corpos são diferentes, e que servem para MILHARES de coisas além de enfeitar e trepar.

Meu marido às vezes implica comigo que eu tenho as pernas curtas. São curtas mesmo, e eu adoraria que fossem longas e lindas. Mas a minha resposta é sempre a mesma: “São curtas, mas funcionam direitinho, não posso reclamar.”

A gente tem que tentar lembrar que o nosso corpo serve para outras coisas, e relativizar as nóias. Minhas pernas servem para me levar de um lado pro outro, e as duas estão funcionando. Nem todo mundo tem essa sorte, e eu acho falta de vergonha reclamar demais.

Um narigão feio se torna menos dramático se você lembrar que ele cumpre bem suas outras funções (respirar, acumular meleca, se meter onde não é chamado).

Nós não somos animais puramente estéticos, sabe? Depois de mais de ano sem botar biquini, fui à praia em Portugal nesse fim de semana. Não estou gostosona não, mas eu fui à praia para curtir ou para enfeitar a areia? Se fosse uma sessão de fotos de uma revista de moda, eu não iria, já que não estou enfeitando a areia com muita eficiência (mas descobri ao ver as fotos que também não estou tão mal quanto pensava). Mas como eu já disse, nosso corpo tem outros papéis além de enfeitar e ser visto pelos outros.

PS: não sou contra plásticas e consertos, sou só contra a piração. Eu sou uma mulher normal, dessas que está sempre tentando perder 5 quilos ou implicando com a propria pele. Só tento manter as coisas em perspectiva, e lembrar da importância relativa desses 5 quilos em relação a outras coisas na minha vida.

PS2: Esse meu discurso não tem nada a ver com campanhas pela “real beleza,” tipo Dove, ou modelos gordinhas em capas de revistas. Porque essas campanhas continuam associando corpo a beleza, a enfeite (apenas abrindo um pouco o leque do que é bonito). Pode até ajudar um pouquinho mas no fundo não muda nada. O que eu estou tentando dizer aqui nesse post é que ser bonito é apenas UMA das coisas que um corpo pode fazer. E que as outras coisas são extremamente importantes, talvez até mais.

A zona sul sem noção

Infelizmente, a idéia de Zona Sul Sem Noção não se restringe à Zona Sul do Rio. Nem ao Rio, e muito menos ao Brasil. Eu tou me referindo àquela arrogância que gente rica, bem nascida ou qualquer idiota que se acha “especial” tem. (e a completa incapacidade de certos representantes do grupo de entender que gente pobre, gente diferente, ou qualquer outro tipo de gente- é gente. Que surpresa, ne? Quem diria!)

Não sei se alguém lembra de um vídeo que mostrava Boninho, Narcisa Tamborindeguy, a neta do Tom Jobim e outros riquinhos cariocas dizendo que adoravam jogar ovo em pobre e coisas do gênero, às gargalhadas. (matéria da Folha sobre isso) Não que o vídeo tenha me surpreendido: eu estudei numa escola em que voltar de festa e jogar ovo podre nos peões no ponto de ônibus era diversão. Lógico que não eram todos os filhinhos de papai que faziam isso (existem muitos filhinhos de papai gente boa), mas esses saíam contando para todo mundo sem o menor constrangimento.

Esses dias li uma matéria na Época sobre “bullying” em uma escola particular “de elite” de São Paulo. Resumindo, a matéria mostrava como reizinhos criados por babás, filhos de criaturas sem nenhum princípio, viram pequenos monstros (que depois vão crescer e virar monstros completos). E como essas crianças abusam dos professores, dos inspetores, faxineiros, etc.

Tudo bem, nada disso é novidade. Mas acho que toda essa tendência (vamos chamar assim) toma uma nova dimensão quando uma famosa atriz da Globo faz um vídeo, (muito bem) paga pelo GNT, sacaneando os portugueses na própria terra deles, as outras apresentadoras não acham nada demais, a direção do programa acha tudo muito natural, e o vídeo é colocado no ar no programa Saia Justa.

É, tipo assim, a institucionalização da Zona Sul Sem Noção. É a chancela pública das organizações Globo de que é isso aí mesmo: portugueses, pobres, essas coisas não são gente mesmo. Respeito? Para que?

(o fato da Globo e seus artistas fazerem um dinheirão com os portugueses foi ignorado – se não têm princípios, que ao menos tivessem um pouquinho mais de inteligência marqueteira!)

Não que isso me surpreenda, considerando que Boninho, o cara que joga ovo em pobre e acha hilário – é bam-bam-bam por lá. Mas sei lá, fiquei surpresa, admito. Será que só tem gente sem noção trabalhando no canal? (eu trabalhei lá em 2001, e gostava muito. mas as coisas eram um tantinho diferentes, pelo visto). E acho mesmo que a portuguesada devia reclamar. E principalmente, votar com a carteira, deixando de comprar os livros desse povo, de assistir os filmes deles e, principalmente, de assistir as peças deles.

PS: E por favor, ninguém venha argumentar que a lógica dos portugueses é mesmo muito louca. Eles podem ser “esquisitos” (nas palavras de Maitê) o quanto eles quiserem. Eles estão felizes assim, no país deles, e isso não é problema nosso: não está em questão. Ninguém tem o direito de ficar sacaneando os outros em rede nacional dessa maneira.

Update: Depois do bafafá em terras lusas, um pedido de desculpas acabou aparecendo. Um pedido sem pé nem cabeça, com argumentos de crackhead, mas um pedido.

Que pode ser interpretado como “Tugas queridos, não era nada disso. Vocês são um belo cash cow para a gente. Agora que a gente se desculpou, não parem de comprar nossos livros, pagar a Globo internacional, ir nas nossas peças, tá? Nós aqui da Globo ganhamos muito dinheiro com vocês.”

Nomes e coisas assim

Olha, o post anterior descambou pruma discussão sobre nomes, sobrenomes, mudança de nomes pós casamento, e como essas coisas todas funcionam nos outros países (aliás, só tem mulher vindo nesse blog, é? Tirando o JP, homem nenhum fala nada? Ninguém para contestar? Daqui a pouco esse blog aqui vai ficar igual uns blogs que eu conheço por aí, em que só se aceita comentário para concordar e jogar confete. Socorro!).

Bom, acabei achando que o assunto merecia um post exclusivo. Aqui na Inglaterra, não sei se já comentei, o machismo não chega aos pés do Brasil. As coisas são mais igualitárias, você não é só um pedaço de carne andando na rua, ou sentada no escritório. Tem homem que vê as mulheres até como gente, veja só! (tirando um ou outro italiano nojento no metrô, é lógico).

Mas existe uma coisa inacreditável que são os rituais de casamento, e o esquema de nomes daqui:

1 – É o homem que tem que pedir a mulher em casamento. E ponto. À mulher cabe esperar pacientemente (ou menos pacientemente) que ele “pop the question”. E não eu não estou meio confusa depois de ler tanto livro da Jane Austen – estou falando de hoje, 2009. Sabe no Brasil, em que muitas vezes a mulher e o cara decidem juntos que tá na hora de casar e pronto? Esqueça. Aqui, todos os seus amigos ainda por cima vão perguntar como foi a maldita proposal, então se você não tiver uma você é um alien. (lógico, essas regras se aplicam se você é inglesa. No meu caso, por exemplo, todo mundo entende que eu casei em outro lugar).

2 – Com a proposal vem o anel, com um brilhante gigante, igualzinho ao de todas as outras mulheres na rua. E aí vai a moçoila desfilar um anel que mostra que ela agora é parte do rebanho, e que seu noivo (fiancé, em francês mesmo) gastou uma baba para comprar um anel caríssimo só porque é assim que todo mundo faz.

3 – Vem o grande dia, e a mulher tira o seu próprio nome, para ficar com o do marido. Quem se importa se ela tem 30 anos, uma bela carreira acadêmica, 20 papers publicados na Nature com o nome de solteira, ou é uma jornalista com milhares de ocorrências no Google. Não importa que seus pais, os donos daquele nome, criaram ela por trinta anos e fizeram um monte de sacrifícios. Ela conhece um mancebo casadoiro, e em uns dois ou três anos manda o nome dos pais (que é o seu próprio nome) pro lixo. Os amigos nunca mais vão encontra-la no Facebook ou em lugar nenhum, porque o sobrenome antigo sumiu sem deixar rastro.

4 – A mulher manda emails para todo mundo, e comunicados para o círculo social para avisar que casou. Em alguns casos, ela vai assinar Mariazinha Silva (née Oliveira). Assim, em francês mesmo, e com parêntese mesmo. Assim todo mundo sabe que de quem se trata (já que Mariazinha Oliveira nunca publicou nada no mundo). De quebra, o planeta fica sabendo que ela desencalhou.

5 – O filho, adivinha, vai ser chamado Severino Benedito Silva. Sem nenhum sinal do nome da família da mãe. (filho de pai solteiro, como disse a Camila). Esse segundo nome não serve para nada mesmo, mas todo mundo tem um middle name por aqui. Nesse caso é uma questão de hábito (eu já soube que antigamente a pessoa botava mais um terceiro nome quando crismava, ou algo assim). Pesoalmente, acho meio inútil, mas tudo bem, cada cultura com seus hábitos. Por que eles não usam o espaço do middle name para colocar o nome da mãe, como normalmente se faz no Brasil, Espanha, etc? Não faço idéia.

6 – O homem, obviamente, continua com tudo igual, e não tem aporrinhação nenhuma. Não sei se a lei permite aqui que ele mude de nome, como no Brasil (o Brasil tem leis muito melhores que as daqui, nesse sentido).

7 – Se você não mudou de nome, as pessoas acham que você é muito esquisita, ou que você é uma reles namorada. Ou que você não leva o casamento a sério (como se eu não conhecesse toneladas de garotas no Brasil que casaram só para desencalhar, com o primeiro que aceitou, só para fazer o circo todo, fazer uma festa caríssima, e se separar dois anos depois. Eu já ouvi uma me explicar que é bem mais digno pruma mulher de trinta e tantos anos ser divorciada do que solteira). Não importa também que você use uma aliança desse tamanho no dedo (aqui, a mulher usa a aliança E o anel de brilhante. O homem usa aliança tambem, mas não nunca reparei se em todos os casos, como no Brasil).

8 – Na hora de registrar os filhos, eu não faço idéia de como são as regras. Tenho medo só de pensar, mas tenho fé que nessa mixórida de indianos e de montes de imigrantes, as leis deles sejam um pouco menos radicais que as alemãs, por exemplo (que, pelo que eu fiquei sabendo, permite um sobrenome só).

OBS: Já ouvi alguns (poucos) brasileiros criticando a minha opção de manter o nome de solteira. Na boa, eu não preciso mudar de nome para mostrar para todo mundo que desencalhei, né?

Já tenho dois sobrenomes, não havia nenhuma possibilidade de tirar um, nem de empilhar um monte de sobrenomes. Além disso, não faria sentido só eu trocar de nome – e mudar os documentos dos dois, na véspera da viagem e da mudança para Londres seria uma mão de obra inacreditável. Já imaginou ter metade dos documentos com um nome, metade com outro, passagem sei lá como, etc etc? Na verdade, acho que nenhum dos dois sequer pensou na possibilidade a sério. E eu não gosto nem respeito ele menos por isso.

Meus filhos vão ter o nome dele, e é isso que importa.

PS: Tudo isso que eu falei se aplica a mim. Se você achou que tinha que fazer tudo diferente e tá feliz com isso, eu fico feliz por você de verdade.

O preconceito vem de onde?

Já que eu fui meio que chamada para escrever sobre vida de expatriado, resolvi participar da brincadeira e falar sobre uma coisa que me intriga para caramba: não a atitude dos ingleses em relação aos brasileiros e outros imigrantes, mas a nossa posição em relação a eles.

Existe brasileiro que se acha tratado como cidadão de segunda categoria por aqui, enquanto outros não têm queixa nenhuma. Eu pessoalmente sempre fiquei muito intrigada com essa diferença de opiniões, já que todos nós somos imigrantes, numa cidade cheia de imigrantes, vindo de um país mais pobre (mas não muito pobre).

Sobre essas pessoas que reclamam de preconceito e do tratamento, eu não sei se:

1 – elas são tratadas diferente porque não são brancas, pros padrões daqui?
2 – os ingleses são assim com estrangeiros mesmo?
3 – eles se colocam, de antemão, numa posição de inferioridade, ou na defensiva, que faz com que sejam tratados como diferentes?
4 – eles pensam estar sendo mal tratados (mas na verdade não estão), porque inglês é diferente de brasileiro e não sai sendo over-simpático com qualquer um? (e também porque os empregados e funcionários daqui não são subservientes como no Brasil)?

Pode ser uma combinação desses fatores. No meu caso, eu posso dizer que tenho achado minha experiência bem tranquila. Não sei se é porque eu sou razoavelmente branca mesmo pros padrões daqui (e tenho um sotaque estranho que ninguém identifica, e um nome que pode ser de qualquer lugar, então o povo não sabe o que eu sou – até eu dizer). Ou se é porque eu sempre me coloquei numa posição de igualdade. Eu espero que sejam educados comigo, e isso é o que normalmente acontece (com algumas exceções, é lógico, porque gente babaca existe em qualquer lugar do mundo). Em alguns casos, o povo mostra curiosidade pelo Brasil, faz perguntas, como se eu fosse uma figura exótica de um país distante (o que, em primeiro lugar, é verdade, e em segundo lugar, não me incomoda).

[Uma outra coisa que pode ajudar no meu caso é que eu nunca gostei muito da over simpatia exagerada do Brasil. Aqui todo mundo é meio autista, meio sem jeito em situações sociais (aqueles personagens que o Hugh Grant faz não surgiram do nada – eles são enrolados assim mesmo). Então eu me sinto até aliviada. (claro, o que não falta são meninas over simpáticas e afetadas, mas basta desviar delas e fazer amizade com o povo que não é assim).]

Pois bem, há alguns anos que eu observo isso e não cheguei a nenhuma conclusão. Não consegui entender se o preconceito parte do inglês ou se é o próprio estrangeiro que se sente por baixo, ou já chega perto do inglês achando que ele vai ser um escroto (duas atitudes que, convenhamos, não encorajam um tratamento igualitário).

Alguma sugestão? Alguém tem algum caso para contar?

Divagacao de segunda feira

Um dia ainda vou escrever um conto, ou uma historia qualquer, sobre uma pessoa, com senso estetico e bom gosto, capaz de produzir e se cercar de coisas belas e doces, e que ainda assim eh profundamente amarga. Infeliz mesmo.

Nao escrevi ate hoje porque ainda nao entendi o que uma pessoa amarga quer da vida, alem de amargar os outros e encher o saco. Quer dizer, pensando com mais carinho, eh obvio que ela quer que um pouco dessa beleza toda que ela bota para fora, e que ela ve no mundo, encontrasse eco na parte de dentro.

Tem um lado de mim que acha que nao eh nada disso, eh hipocrisia mesmo. Tipo a bruxa de Joao e Maria e sua casa de doces, sabe? Mas nao sei, talvez seja um caso triste de afogado morrendo de sede.

Dava um bom personagem, nao dava? Talvez um dia eu desenvolva uma certa simpatia por ele, o suficiente para escrever a tal historia.