Liberdade individual é a p… que pariu!

Eu queria começar hoje dizendo que todas as pessoas que usam o argumento da liberdade individual para defender “direitos” esdrúxulos como fumar em lugares fechados ou portar uma arma são perfeitos idiotas. Ou estão agindo de má fé.

Ou ambos.

Sim, estou subindo no meu caixotinho para vociferar um pouquinho mas vou tentar ser fofa na minha vociferação – na medida do possível.

Mas é sério, eu tenho vontade de sacudir essas pessoas e gritar: “Hello-o! Você já ouviu falar em contrato social?” O contrato social (vide Hobbes, o outro, aquele que não é amigo do Calvin) é bem óbvio, e diz mais ou menos que quando você vive em sociedade, abre mão de alguns direitos individuais em troca de alguns benefícios que viver em sociedade pode trazer.

Tipo assim, eu não preciso construir minha própria casa nem defendê-la de animais selvagens ou outros humanos na base da porrada. Mas também não posso fazer tudo que me dá na telha.

hobbes

Eu ia adorar dar chutes e pontapés em certas pessoas que vejo no metrô. Corretores imobiliários, então, eu provavelmente já teria matado um se não houvesse regras.

Mas eu não sou burra. Eu sei que em troca dos benefícios de viver em sociedade eu preciso abrir mão de direitos individuais tais como mandar certas pessoas praquele lugar, andar pelada na rua quando está muito quente, ou entrar numa loja, pegar o que eu gostar e ir embora.

Não é uma idéia complicada, né amiguinhos?

É por isso que eu tenho engulhos quando vejo um argumento vazio como esse das “liberdades individuais” sendo usado assim, a torto e a direito, para justificar imbecilidades. Meu pai me ensinou, quando eu ainda era criança, que “a minha liberdade acaba quando começa a do outro.”

Porque se você quer ter todas as suas liberdades individuais, pegue um colchonete e vá viver numa caverna sozinho. E deixa eu te contar uma coisa: você também não vai ser 100% livre, porque vai ter limitações físicas, vai passar frio ou calor, vai chover na sua caverna, seu colchonetinho vai ficar velho, o seu almoço vai fugir de você. Sim, as suas liberdades individuais que você tanto preza vão ser limitadas por você mesmo, pela natureza, ou por Deus, se você acredita nele. Isso foi a minha mãe que me ensinou: a gente sempre tem limites – se não for a lei ou as outras pessoas, vão ser outros fatores. As coisas nunca vão ser 100% do jeito que a gente quer.

Caraca, isso é tão óbvio que me irrita ver que tem pessoas de mais de 5 anos de idade que não entendem!

Além disso, tudo na vida tem consequências, para nós e para os outros. Por exemplo, se você fuma a vida inteira, se jactando da sua “liberdade individual,” e depois quando tem um câncer vai gastar uma fortuna do sistema de saúde em tratamento, é o caso de se perguntar em que momento dessa história a liberdade “individual” virou “coletiva.”

Individual seria ter um câncer, se arrastar para a caverninha e morrer lá. E nem assim, na verdade, porque mesmo nesse caso acho que você iria deixar sua família e amigos bem tristes, imagino.

O ponto que eu quero dizer é que ninguém é uma ilha (clichês às vezes se tornam clichês porque são bons. Como esse que eu acabei de usar). Tudo que a gente faz tem consequências, e afeta alguma outra pessoa.

Não levar isso em consideração na hora em que estamos vomitando nossas liberdades individuais em cima dos outros é prova de uma burrice ou egoísmo infinitos.

Ah sim, mas onde a gente define o limite onde acabam os direitos individuais e começam os coletivos?

Ora, encontrar o ponto de equilíbrio entre as liberdades individuais e o bem da sociedade não é tarefa fácil. Na verdade, é difícil para cacete. Mas a gente tem um telencéfalo altamente desenvolvido e polegares opositores justamente para resolver esse tipo de probleminha complicado, em vez de ficar tentando procurar respostas fáceis e idiotas pros problemas.

Tá bom?

[Nessa hora eu desço do caixote, coloco ele debaixo do braço e vou andando pelo speakers' corner. Os outros speakers continuam vociferando enquanto eu me afasto, com a musiquinha do Hulk tocando no fundo. Eu pego o metrô e vou pra casa, assistindo um episódio qualquer de Dr Who no celular – com fones de ouvido! Porque minhas liberdades individuais não incluem infernizar a vida dos outros com o meu barulho]

21 Responses to “Liberdade individual é a p… que pariu!”

  1. fatima Says:

    concordo em gênero, número e grau!!!

  2. Baru Says:

    Me diz que você sou eu no futuro. Eu tava falando sobre isso com uma amiga ontem mesmo!

  3. rodrigot Says:

    Concordo 100%, mas apenas enquanto não houver uma lei anti-batatas fritas e bolo de chocolate.

  4. camila Says:

    Adorei… Já tinha meio que vociferado num outro blog. Vários dos comentários tinham esses argumentos cretinos de que proibir o fumo é fascistóide… Cretino é o cara que quer transformar essa lei numa guerra política, quando de fato ela só fará bem - a todos.

    E o pior, quando a gente dá o exemplo dos países em que a lei vigora e ninguém morreu por causa dela, vem dizer que brasileiro não perde a mania de querer imitar o primeiro mundo… E que tal esses brasileiros ridículos que acham que brasileiro é muito superior, por isso não deve aderir ao fascismo?

    Aff, desculpe roubar o espaço, mas como sempre concordo com cada palavra sua, e só queria reforçar a vociferada! E o “sua liberdade termina onde começa a minha” , meu pai também me ensinou…

  5. Dudu Says:

    Finalmente! Já estava cansado de tanta gente militando a favor dos ‘pobres fumantes, que nao tem mais onde baforar em público’, e essa máquina de propaganda estava começando a me convencer de que eu era egoísta por querer um ar mais respirável.

    Obrigado pelos argumentos que me faltavam :)

  6. baxt Says:

    Fatima, obrigada pelo comentario!

    Baru, e ai, o que vc e sua amiga concluiram ontem?

    Rodrigot, ja imaginou? Se vc come batatas fritas tem que pagar o dobro pro sistema de saude? Ou nego instala uma esteira no supermercado e vc so pode comprar a batata depois de 10 minutos de exercicio? Mas falando serio, voce mencionou exatamente a questao de onde colocar a linha. Eu pessoalmente acho que batatas e chocolate estao do lado de la da linha (ja que sao coisas saudaveis se vc comer um pouco so, diferente do cigarro, que nunca eh saudavel).

  7. baxt Says:

    Camila, pois eh, na falta de um argumento decente nego vem com essa bobagem de “fascistoides”. Para mim, isso eh tao idiota quanto comparar qualquer coisa com Hitler. (eh aquela velha historia: botou Hitler na conversa, perdeu automaticamente a discussao).

    Dudu, o meu argumento sempre foi que se nao eh aceitavel peidar, feder, gritar em publico, principalmente em lugares fechados, nada mais logico que tambem nao se poder fumar. Imagina se eu resolvo acender uma fogueirinha dentro do onibus porque ta frio?

    E pelos argumentos, disponha. Citando Groucho Marx, se vc nao gostar desses, eu tenho outros.

    Aqui em Londres essa discussao toda aconteceu em 2007. Ja aconteceu e ja acabou, porque nao tinha cabimento mesmo.

  8. João Paulo Says:

    Uma coisa que entrega sua idade é a referência à musiquinha do Hulk… Caraca, meus anos 80 tiveram-na como sinônimo de “momento melancólico do incompreendido”.

    Olha só. Em qualquer debate, só é útil usar argumentos com os quais a outra parte concorda. É assim que você convence a outra parte. Se você usa um argumento do qual o outro discorda, o seu próprio discurso é inútil, você não vai convencer o outro.

    É assim com o “direito individual de fumar”. Eu e você entendemos que o fumante-porco-que-não-sabe-viver-em-sociedade-e-está-ca*ando-pra-você não tem esse direito; já o fumante porco entende que tem. Negar não é debater, é teimar, de modo que não resolve. Então, a solução é só uma: vir mesmo a mão forte do Estado e encarcerar o maldito.

    Notinha adEvocatícia: “direitos individuais”, em português, é o mesmo que “civil rights” em inglês. São aquelas liberdades fundamentais que as pessoas têm em face do Estado: de ir e vir, de reunião, de expressão, essas coisas.

    De todo modo, o discurso do fumante-filho-da-p*ta é, a meu juízo, má fé mesmo, tentando enganar a sua eventual ignorância. Afinal, ele não tem essa “liberdade individual”. Podemos colocar do seguinte modo: SE ele tem a liberdade de fumar em ambiente fechado, ENTÃO você, igualmente, tem liberdade de, motu proprio, chamar o Tonhão e, você e Tonhão juntos, arrastarem o desgraçado lá pra fora e chutar-lhe o telencéfalo até virar pasta, enquanto Marido, com a fleuma que aprendeu, assiste a tudo isso, sentado diante de sua Guinness feito sketch de Monty Python. Você pode/não pode fazer tudo isso NA MESMA MEDIDA em que o cara pode fumar, porque são as mesmas regras de convivência.

    Bom ler texto seu de novo. Bom que seja resmungo de novo. :-)

  9. Marjorie Says:

    “mas vou tentar ser fofa na minha vociferação”. HAHAHA. Eu achei isso deveras fofo.

  10. baxt Says:

    JP, eh exatamente isso! Se o cara tem a liberdade de fumar e encher meu saco, eu tenho a liberdade de dar um bico na canela dele!

    (Marido nao ficaria tomando uma Guiness. Marido ficaria roxo de vergonha, tentaria se enconder debaixo do balcao, e depois brigaria comigo por ter feito um escandalo, que eh o que ele sempre faz quando eu reclamo com alguem em publico, independente de o escandalo ser fundamentado ou nao).

    Ah sim: eu so fui conhecer a serie do Hulk quando fiz estagio no falecido canal USA Networks, da Globosat, em 1998. Eu tinha que ver todas essas series para escrever sinopses para o site. (Homem de 6 milhoes de dolares, uma do Rod Serling que nao era Twilight Zone, etc) So que eu me empolgava e acabava vendo os episodios inteiros (o que eh desnecessario, ja que a sinopse nao conta o final, e basta ver os 15 min iniciais). Por alguma razao, quando eu era crianca nunca me interessei por Hulk.

    Marjorie,

    Eu sempre tento ser fofa, mas isso nao faz muito parte do meu DNA, entao tenho que me esforcar, hehehehe.

  11. João Paulo Says:

    Ué. O USA não morreu, virou canal Universal…

    A outra série do Rod Serling era Night Gallery, quase tão boa quanto TZ, menos dramática e colorida. Você chamava de Galeria do Terror.

  12. Baxt Says:

    Isso! A serie era essa mesma! Eu gostava bastante, apesar de nunca ter ouvido falar antes de trabalhar la.

    (e o canal faleceu sim. Nao tem mais sci fi e aquelas series bizarras, que eram o mais bacana)

  13. Georgia Martins Says:

    Eu realmente não entendo, afinal, o que tanto eles discutem.
    Eu NAO quero ser obrigada a cheirar fumaça alheia e pronto! Sério, fumante é um bicho que chega a dar raiva! Enfia o cigarro no !@#$%^&*(

  14. Baru Says:

    Estava reclamando com a minha amiga de uma aluna minha que queria argumentar que a tarefa que eu havia passado era “uma babaquice”. Eu disse que ela podia fazer ou não, que era escolha dela. Ela ficou irritada quando eu confirmei que se ela não fizesse, não ia ter a nota que queria. Eu fiquei numa rant com a minha amiga, pedi que ela me respondesse: estou louca? Não posso cobrar trabalho acadêmico em troca de nota? Tenho que dar a nota porque a aluna disse que o que eu queria era uma bobagem? Eu dou aula de história da arte e a mesma menina não achava que Van Gogh era arte. Ah, e a tal bobagem era cobrar décimos de nota para garantir que eles formatassem o trabalho no modelo acadêmico. Meus alunos eram do tipo que não sabem direito o que estão fazendo numa universidade, e tirar décimos era minha tentativa estilo “taser” de tentar lembrá-los que as idéias deles estavam sendo colocadas em circulação dentro da comunidade acadêmica, e não só sendo mais um monte de letras num papel. Sim, eu sou idealista.

  15. Baru Says:

    Eu sei que você falava de fumo, mas a discussão é tão mais ampla…

  16. João Paulo Says:

    Ahem.

    A tarefa de Baru sobre van Gogh *pode* ser uma b***quice. Pode não ser. Não importa.

    O que importa é que Baru foi nomeada para escolher o critério mediante o qual a Universidade vai considerar se a aluna é digna do diploma. É digna se conseguir nota, o que significará que passou no teste de Baru. Na medida em que Baru ali foi posta pela Universidade, seu teste está de acordo com a linha de pensamento da Universidade.

    A aluna não é obrigada a fazer o teste, nem o teste fará com que ela saiba mais. Fazer o teste é apenas um ônus da aluna se a aluna quiser ostentar um diploma daquela Universidade, um documento formal da Universidade a declarar que ela domina o assunto. Ela pode dominar o assunto à vontade, mas isso só é documentado pela Universidade se ela passar no teste.

    Simples assim.

    Não vejo, porém, o que isso tem a ver…

  17. Mauricio Says:

    Muito bom o texto, mas fiquei em duvida em relacao a sua opiniao ao fumo em casa. Claro que fumar na cara dos outros nao pode…mas e em casa, pode? Quer dizer, eh razoavel que a sociedade decida que nao pode fumar nem em casa por conta do custo coletivo (saude publica como voce colocou)? Ou esse caso eh como o bolo de chocolate? Afinal deve-se abrir a discussao sobre onde estaria a linha e no caso fumar estaria “para la da linha”, ou isso abre a porta para uma discussao muito complicada que pode terminar no bolo de chocolate? Por exemplo, o governo brasileiro andou com um papo de limitar propaganda de comida que nao tenha valor nutritivo.

  18. Baxt Says:

    (pessoas, nao respondi os comentarios antes porque estava me mudando de casa!)

    Georgia, pois eh.

    JP, acho que o que a Baru quis dizer foi que a aluna dela estava achando que sua “liberdade individual” lhe permitia decidir que trabalhos fazer, mas nao aceitar as consequencias. (tenho zero paciencia para pessoas que querem “eat the cake and have it too”). Era isso, Baru?

    Mauricio (vc por aqui! que surpresa!)

    Boa pergunta. Eu nao tenho uma opiniao muito forte a respeito disso, mas acredito que se a pessoa quer fumar em casa (e nao estiver incomodando os vizinhos), em principio nao tem problema. Idealmente o custo do cigarro ja, em parte, cobre as despesas medicas do futuro (claro que nao eh bem assim, tem cigarro contrabandeado aos montes pelo mundo, mas na teoria a coisa tem uma logica).

    Eh claro que ai alguem pode argumentar que essa pessoa pode ter filhos dentro de casa, e que fumando ela esta prejudicando as criancas… Mas por enquanto eu acho que eh ai que a gente traca a linha e deixa isso a cargo da consciencia (ou falta de) da pessoa.

    Afinal, nao se pode proibir uma mulher gravida de beber alcool, de fumar, nao se pode impedir as pessoas de bater nos filhos, nem de comer demais, ficarem obesas e precisarem de tratamentos medicos por isso…

    Eu sinceramente acho que o patrulhamento vai aumentar sim, e que um dia nos vamos ver regras para todas essas coisas que mencionei agora. Mas sei la, essa eh a minha opiniao hoje. Estou disposta a ouvir os argumentos de todos os lados para formar uma opiniao mais forte.

    Sobre a patrulha dos alimentos, acho tudo isso muito esquisito. Em principio, eu sou sempre a favor de limitacoes e regulamentacoes na publicidade, tanto em relacao aos produtos anunciados quanto a linguagem usada nas pecas (eu tenho “strong opinions” sobre publicidade, como se pode ver por esse blog).

    Mas por outro lado eu acho que comida de Mac Donalds, por exemplo, nao tem nada de mais se vc comer uma vez por mes, ou por semana. Eh que nem chocolate: se comer um pouquinho por dia, ou um montao de vez em quando, nao tem problema nenhum. O fato de certas pessoas usarem essas coisas sem bom senso nao as torna intrinsecamente perigosas (as comidas, nao as pessoas).

    Deu para entender? Esse eh um assunto muito bacana, dia desses vou ver se escrevo um post so sobre isso.

  19. Isabel Says:

    Baru, “Ela ficou irritada quando eu confirmei que se ela não fizesse, não ia ter a nota que queria.” é a típica reação desse pessoalzinho. Eles acham que a universidade tem a obrigação de dar diploma, mesmo que não se faça nada para merecê-lo (claro que tem professores e professores, mas essa é outra discussão). “Meus alunos eram do tipo que não sabem direito o que estão fazendo numa universidade” — não seja má, isso é apenas 90% deles!! Mas também, depois de serem formatados a vida toda pra “se dar bem” e apenas responder provas com info decorada, não se pode esperar que queiram ver méritos em um sistema realmente acadêmico. O pior é que a universidade incentiva isso, nem ninguém conversa sobre isso quando entram na universidade, então é esse tipo de seres que jogamos no mercado.

    Aliás, “merecer” é um vocábulo totalmente mal empregado em Pindorama (e tem tudo a ver com esta discussão de direitos, deveres, limites e liberdades). Todos merecem tudo, sem ter de fazer sua parte. “Liberdade individual” = faço o que quero, não dou satisfação, mas quero que tudo funcione a contento.

    Ou seja, é falta de educação para o convívio em grupo. Além de burrice galopante, pois não fazer a parte de cada um é o que inviabiliza os direitos desse cada um e os de todos. Eu sempre digo a essas pessoinhas que peguem o colchonete e vão morar no meio do mato, exatamente como disse a Baxt. Aí dizem que sou fascistóide. Para mim, eles é que são!!

    (Baxt, foi mal aê o aluguel do espaço. Mas eu fico indignada com essas coisas!!)

  20. Baru Says:

    Baxt, era isso mesmo. Isabel, sim, ibidem. JP, eu não entendi, deve ser o vinho… Nota zero pra mim, vou ficar sem diploma! Hahaha!

    Desculpe de novo fugir do tema. Liberdade Individual, estou te atropelando.

  21. Baxt Says:

    Isabel, pois eh. Nego tem uma certa dificuldade de entender o conceito de causas e consequencias. Alguem devia fazer um desenho animado explicando isso, quem sabe assim esse povo entendia?

    Dia desses ouvi um termo muito engracada: “patricinhas entitled.” Sao aqueles filhinhos que papai que acham que tem direito a tudo. So direito, nenhuma obrigacao, eh logico.

    E so para finalizar, achei o discussao entre vc, JP e Baru muito interessante. Fiquem a vontade para usar o caixotinho para vociferar um pouco. Eu tenho escrito tao pouco aqui que as dicussoes ajudam a animar o espaco.