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	<title>Comentários sobre: A experiência de andar de metrô de muletas</title>
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	<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 00:14:44 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Bia</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/06/22/a-experiencia-de-andar-de-metro-de-muletas/comment-page-1/#comment-27303</link>
		<dc:creator>Bia</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 13:20:31 +0000</pubDate>
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		<description>Ai, menina, morri de rir com o seu relato... Espero que esteja melhor! E aproveita mesmo pra ver Londres com outros olhos. Saudade de vcs, viu?

Beijão!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ai, menina, morri de rir com o seu relato&#8230; Espero que esteja melhor! E aproveita mesmo pra ver Londres com outros olhos. Saudade de vcs, viu?</p>
<p>Beijão!</p>
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		<title>Por: Christina</title>
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		<dc:creator>Christina</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:50:49 +0000</pubDate>
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		<description>Não sei se ajuda, mas andar de muleta faz um bem danado pros braços e pro músculo do tchauzinho (quero dizer trícepes, mas nem sei se esse mesmo). Quando quebrei a perna logo antes de vir pra Londres e tive que ficar de muleta 2 meses oscilei entre deprê e feliz-feito-pinto-no-lixo. Vai na fé, é mó experiência legal pra contar pros amigos/filhos uns anos depois, principalmente porque - como você disse - não foi grave. :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se ajuda, mas andar de muleta faz um bem danado pros braços e pro músculo do tchauzinho (quero dizer trícepes, mas nem sei se esse mesmo). Quando quebrei a perna logo antes de vir pra Londres e tive que ficar de muleta 2 meses oscilei entre deprê e feliz-feito-pinto-no-lixo. Vai na fé, é mó experiência legal pra contar pros amigos/filhos uns anos depois, principalmente porque - como você disse - não foi grave. :-)</p>
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		<title>Por: João Paulo</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/06/22/a-experiencia-de-andar-de-metro-de-muletas/comment-page-1/#comment-27288</link>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 01:30:28 +0000</pubDate>
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		<description>É... E tem mais duas coisas. Para você, o gesso é temporário. Para o velhinho, só vai piorar mesmo.

A segunda coisa é que eventos como esse ajudam a ter um vislumbre (limitado) de como é não poder andar. Uma vez tive uma tala na mão direita, fiquei sem escrever direito por duas semanas, e fiquei pensando nas pessoas que perderam a mão; como é que elas fazem? Ajuda a dar uma certa compreensão. Então, eu vejo alguém de muletas e só posso imaginar quanta dificuldade aquela pessoa enfrenta que eu nem sonho.

Uma de minhas colegas de trabalho é anã. Fico admirado em vê-la subir degraus altíssimos e ter que se equilibrar para fechar uma janela que, para mim, basta estender o braço.

Aí, eu me orgulho de ser trekker e fico pensando quanto sou avançado em saber respeitar as diferenças entre os humanos -- exceto que me envergonho de não me lembrar delas às vezes e de quanta falta de consideração ainda temos/tenho com as pessoas que dependem de cadeira de rodas/muleta/aparelho auditivo/cão-guia.

Não é pra "levantar as mãos pro céu de não ter nascido assim". Fazê-lo é achar que eles são "menos gente", é não reconhecer que, para o cego de nascença, o mundo sempre foi naturalmente diferente do seu. Mas é pra lembrar que tem que montar o mundo de modo diferente, para respeitar as necessidades de quem as tem. Se criança tem bebedouro baixinho, então elevador também tem que ter aviso sonoro, "enésimo andar".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É&#8230; E tem mais duas coisas. Para você, o gesso é temporário. Para o velhinho, só vai piorar mesmo.</p>
<p>A segunda coisa é que eventos como esse ajudam a ter um vislumbre (limitado) de como é não poder andar. Uma vez tive uma tala na mão direita, fiquei sem escrever direito por duas semanas, e fiquei pensando nas pessoas que perderam a mão; como é que elas fazem? Ajuda a dar uma certa compreensão. Então, eu vejo alguém de muletas e só posso imaginar quanta dificuldade aquela pessoa enfrenta que eu nem sonho.</p>
<p>Uma de minhas colegas de trabalho é anã. Fico admirado em vê-la subir degraus altíssimos e ter que se equilibrar para fechar uma janela que, para mim, basta estender o braço.</p>
<p>Aí, eu me orgulho de ser trekker e fico pensando quanto sou avançado em saber respeitar as diferenças entre os humanos &#8212; exceto que me envergonho de não me lembrar delas às vezes e de quanta falta de consideração ainda temos/tenho com as pessoas que dependem de cadeira de rodas/muleta/aparelho auditivo/cão-guia.</p>
<p>Não é pra &#8220;levantar as mãos pro céu de não ter nascido assim&#8221;. Fazê-lo é achar que eles são &#8220;menos gente&#8221;, é não reconhecer que, para o cego de nascença, o mundo sempre foi naturalmente diferente do seu. Mas é pra lembrar que tem que montar o mundo de modo diferente, para respeitar as necessidades de quem as tem. Se criança tem bebedouro baixinho, então elevador também tem que ter aviso sonoro, &#8220;enésimo andar&#8221;.</p>
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