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	<title>Comentários sobre: A generosidade de autor, e sua entidade equivalente no universo bizarro - um ensaio aleatorio</title>
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	<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 00:42:48 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Baru</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/05/05/a-generosidade-de-autor-e-sua-entidade-equivalente-no-universo-bizarro-um-ensaio-aleatorio/comment-page-1/#comment-27233</link>
		<dc:creator>Baru</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2009 16:45:25 +0000</pubDate>
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		<description>Bárbara, desculpa não comentar sobre o post. Mas fiquei tão feliz de ter encontrado seu blog! Nem sei como aconteceu; de clique em clique cheguei aqui. E, alas! Somos charás e tudo. 
No meu mestrado tive muito problema com essa história de "verdade única", porque no mundo das artes plásticas, assim como na literatura, muita gente acredita que o mundo é melhor quando tem alguém nos dizendo como pensar. Mas acho mesmo que a arte deve ser algo que nos conecte aos nossos pares, seres humanos, e não que nos diga como ser (tiro isso daquela velha "penso, logo existo"? Que tudo bem, não é uma tradução boa e aliás segundo já li por aí é uma daquelas questões de "citação fora de contexto", e por tanto mal interpretada, mas, divago!)
Bem, isso tudo foi felicidade. É difícil encontrar um lugar que se possam discutir idéias entre outros brasileiros. 
Obrigada!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bárbara, desculpa não comentar sobre o post. Mas fiquei tão feliz de ter encontrado seu blog! Nem sei como aconteceu; de clique em clique cheguei aqui. E, alas! Somos charás e tudo.<br />
No meu mestrado tive muito problema com essa história de &#8220;verdade única&#8221;, porque no mundo das artes plásticas, assim como na literatura, muita gente acredita que o mundo é melhor quando tem alguém nos dizendo como pensar. Mas acho mesmo que a arte deve ser algo que nos conecte aos nossos pares, seres humanos, e não que nos diga como ser (tiro isso daquela velha &#8220;penso, logo existo&#8221;? Que tudo bem, não é uma tradução boa e aliás segundo já li por aí é uma daquelas questões de &#8220;citação fora de contexto&#8221;, e por tanto mal interpretada, mas, divago!)<br />
Bem, isso tudo foi felicidade. É difícil encontrar um lugar que se possam discutir idéias entre outros brasileiros.<br />
Obrigada!</p>
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		<title>Por: Isabel</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/05/05/a-generosidade-de-autor-e-sua-entidade-equivalente-no-universo-bizarro-um-ensaio-aleatorio/comment-page-1/#comment-27229</link>
		<dc:creator>Isabel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2009 06:35:38 +0000</pubDate>
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		<description>Será que, com a profusão de meios de informação disponíveis hoje, fica mais fácil entender uma atitude como a da Rowling? Antes, o autor publicava o livro, o dito ia pra livraria, era vendido, pronto, acabou ali. Hoje, o autor continua em contato com o leitor. Talvez as novas mídias levem a uma construção diferente da obra literária, algo mais interativo, talvez, mais fluido, mesmo depois que o livro é vendido, e ocorre algo como o que ela fez. Nem melhor nem pior do que antes, apenas diferente. Bem, claro que isso tb ajuda no lado mercadológico, ajuda a manter a chama acesa em um mundo cheio de concorrência com o livro.

Entendo o que vc disse, cresci lendo livros nesse conceito, mas será que ele está mudando? Como vários conceitos relativos à dinâmica do processo de comunicação? Não fechei opinião, acabo de pensar nisto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Será que, com a profusão de meios de informação disponíveis hoje, fica mais fácil entender uma atitude como a da Rowling? Antes, o autor publicava o livro, o dito ia pra livraria, era vendido, pronto, acabou ali. Hoje, o autor continua em contato com o leitor. Talvez as novas mídias levem a uma construção diferente da obra literária, algo mais interativo, talvez, mais fluido, mesmo depois que o livro é vendido, e ocorre algo como o que ela fez. Nem melhor nem pior do que antes, apenas diferente. Bem, claro que isso tb ajuda no lado mercadológico, ajuda a manter a chama acesa em um mundo cheio de concorrência com o livro.</p>
<p>Entendo o que vc disse, cresci lendo livros nesse conceito, mas será que ele está mudando? Como vários conceitos relativos à dinâmica do processo de comunicação? Não fechei opinião, acabo de pensar nisto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Marcio</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/05/05/a-generosidade-de-autor-e-sua-entidade-equivalente-no-universo-bizarro-um-ensaio-aleatorio/comment-page-1/#comment-27227</link>
		<dc:creator>Marcio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2009 18:21:36 +0000</pubDate>
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		<description>Totalmente fora do assunto... vc ainda escreve para revistas no Brasil? Não quer sugerir para alguma fazer uma reportagem sobre vasectomias? É impossível achar alguma informação decente sobre isso aqui. Tipo, tudo que se lê é: vc não fica broxa e consegue ejacular depois. dã. Tente achar um médico que faça uma vasectomia aberta (nem sei se esse é o termo em português, porque não achei nenhuma referência sobre isso em português) e a cara de paisagem é geral. Ah, até um terço dos homens ficam com dor escrotal permanente depois? E daí, vamos recomendar isso e pronto. Socorro. Tudo bem por aí?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Totalmente fora do assunto&#8230; vc ainda escreve para revistas no Brasil? Não quer sugerir para alguma fazer uma reportagem sobre vasectomias? É impossível achar alguma informação decente sobre isso aqui. Tipo, tudo que se lê é: vc não fica broxa e consegue ejacular depois. dã. Tente achar um médico que faça uma vasectomia aberta (nem sei se esse é o termo em português, porque não achei nenhuma referência sobre isso em português) e a cara de paisagem é geral. Ah, até um terço dos homens ficam com dor escrotal permanente depois? E daí, vamos recomendar isso e pronto. Socorro. Tudo bem por aí?</p>
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		<title>Por: João Paulo Cursino</title>
		<link>http://www.baxt.net/blog/2009/05/05/a-generosidade-de-autor-e-sua-entidade-equivalente-no-universo-bizarro-um-ensaio-aleatorio/comment-page-1/#comment-27226</link>
		<dc:creator>João Paulo Cursino</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2009 20:13:03 +0000</pubDate>
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		<description>BAxt, eu concordo **totalmente** com você.

Agora, só pra você gostar um pouquinho mais dos juristas, olha só o que você disse:

"a partir do momento em que ela publicou os livros, fechou a série, a história e aquele universo inteiro deixou de pertencer a ela"

Isso é o que os juristas fazem com a lei. Na hora em que o Estado promulga a lei, deixa de ser tão importante a "mens legislatoris" (aquilo que o legislador estava pensando) e passa a ser mais impotante a "mens legis" (aquilo que a própria lei significa). Os interpretadores passam a ver nela os significados que ela pode ter à luz da vida social que existe no mundo de verdade. A lei deixa de pertencer a quem a criou e passa a pertencer a quem vai fazer uso dela.

Oquei, viajei mais ainda que você! :)

A analogia com o gato de Schrödinger (aqui ainda tem trema) é perfeita. Em cada pessoa a obra se completa de forma diferente, e todos os estados quânticos podem coexistir. A opinião do Autor conta mais do que outras, mas ainda é apenas uma opinião, não é decisão. Quem decide é o leitor. Então, é como se houvesse tantas obras quanto há leitores.

Em Star Trek, diz-se que aquilo que não está na tela é "não canônico": não vale com a mesma força daquilo que está. Mesmo que seja declarado pelo Autor! Por exemplo, Gene Roddenberry dizia que a Frota Estelar não era militar, mas os episódios nunca disseram isso. Em resultado, as opiniões divergem sobre ela ser militar ou não (eu, p.ex., entendo que seja).

Os exemplos são ótimos: não há final mais aberto, maluco e incompreensível do que o de 2001, que aliás não significa nada mesmo: Isabel leu Mundos Perdidos de 2001 (making of o filme) e diz que Clarke e Kubrick fizeram qualquer coisa porque orçamento e prazo estavam estourados. Idem Greedo e midichlorians: retcon só vale para acrescentar, não para desfazer!

O nome oposto poderia ser... "possessividade do Autor"?

... E de novo me estendi demais. Desculpe, isso é resultado da generosidade da Autora.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>BAxt, eu concordo **totalmente** com você.</p>
<p>Agora, só pra você gostar um pouquinho mais dos juristas, olha só o que você disse:</p>
<p>&#8220;a partir do momento em que ela publicou os livros, fechou a série, a história e aquele universo inteiro deixou de pertencer a ela&#8221;</p>
<p>Isso é o que os juristas fazem com a lei. Na hora em que o Estado promulga a lei, deixa de ser tão importante a &#8220;mens legislatoris&#8221; (aquilo que o legislador estava pensando) e passa a ser mais impotante a &#8220;mens legis&#8221; (aquilo que a própria lei significa). Os interpretadores passam a ver nela os significados que ela pode ter à luz da vida social que existe no mundo de verdade. A lei deixa de pertencer a quem a criou e passa a pertencer a quem vai fazer uso dela.</p>
<p>Oquei, viajei mais ainda que você! :)</p>
<p>A analogia com o gato de Schrödinger (aqui ainda tem trema) é perfeita. Em cada pessoa a obra se completa de forma diferente, e todos os estados quânticos podem coexistir. A opinião do Autor conta mais do que outras, mas ainda é apenas uma opinião, não é decisão. Quem decide é o leitor. Então, é como se houvesse tantas obras quanto há leitores.</p>
<p>Em Star Trek, diz-se que aquilo que não está na tela é &#8220;não canônico&#8221;: não vale com a mesma força daquilo que está. Mesmo que seja declarado pelo Autor! Por exemplo, Gene Roddenberry dizia que a Frota Estelar não era militar, mas os episódios nunca disseram isso. Em resultado, as opiniões divergem sobre ela ser militar ou não (eu, p.ex., entendo que seja).</p>
<p>Os exemplos são ótimos: não há final mais aberto, maluco e incompreensível do que o de 2001, que aliás não significa nada mesmo: Isabel leu Mundos Perdidos de 2001 (making of o filme) e diz que Clarke e Kubrick fizeram qualquer coisa porque orçamento e prazo estavam estourados. Idem Greedo e midichlorians: retcon só vale para acrescentar, não para desfazer!</p>
<p>O nome oposto poderia ser&#8230; &#8220;possessividade do Autor&#8221;?</p>
<p>&#8230; E de novo me estendi demais. Desculpe, isso é resultado da generosidade da Autora.</p>
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