Olhando à nossa volta

Como estou há um tempão para escrever um post decente falando de feminismo, resolvi começar logo, mesmo desconfiando que precisaria de uma série de posts, escritos com calma, o que a gente sabe vai demorar para acontecer (e quando demora, aí é que não acontece mais).

Tenho lido alguns blogs feministas, acompanhado algumas discussões e isso é sempre bom para dar uma remexida nas minhas idéias. Não gosto de me dizer feminista, porque o termo sempre traz na cabeça das pessoas uma idéia de raiva que eu não gosto. (a raiva - assunto para um post um dia)

Volta e meia discuto essas coisas com o Marido, porque é uma boa maneira de ouvir a opinião de alguém de fora. E ele acha que as feministas às vezes over-interpretam demais.

Ele achou isso de um dos posts da série da Marjorie sobre como quase toda publicidade direcionada para mulheres tem, como moral última, dizer que nosso corpo é defeituoso. Ela explica melhor aqui, aqui e aqui. As mensagens são sempre na linha de: ter pelos é nojento e inaceitável. Ou: se você não usar esse produto, ninguém vai gostar de você. Ou: seu corpo sempre precisa de melhorias - a qualquer preço. (ou o mais fascinante de todos, o desodorante íntimo - porque o cara que enfia a cara e/ou a boca na sua perereca, na verdade, odeia pererecas, e quer é sentir cheiro de desodorante íntimo. Isso parece meio confuso para mim)

A publicidade se alimenta da insegurança das mulheres (que já existe), e a aumenta mais ainda. (discussão: o quão ético é isso?) Eu sempre disse que era praticamente impossível passar pela banca de jornais da Puc e não ter vontade de se jogar debaixo de um caminhão. Aquele paredão de capas de revistas com mulheres surrealmente gostosas e bonitas era de estraçalhar qualquer auto-estima.

nova
(abstraia as roupas, digo, os paninhos inacreditavelmente cafonas. Quantas leitoras da Nova você conhece que tem o corpo remotamente parecido com esses?)

Enfim, é como se o mundo inteiro passasse o tempo todo nos dizendo como nós deveríamos ser diferentes, como nós somos gordas, feias, baixas, horrorosas, flácidas, o tempo todo.

O tempo todo.

Todo.

Eu para contrabalançar repito pra mim mesma que sou oquei. Várias vezes por dia. Convenhamos, é um processo meio cansativo, mas enfim, não conheço alternativa melhor.

Aí eu vejo um anúncio da Gap povoado por 6 modelas inacreditavelmente lindas, inacreditavelmente magras (beleza inacessível, sabe? que não é normal) e 6 modelos inacreditavelmente… normais. Alguns com rostos lindos, outros normais. Corpos razoavelmente normais também. Atingíveis. (desculpa, não achei a imagem para colocar aqui)

Aí eu falo pro Marido - Tá vendo? Imagina o estrago que isso faz na cabeça de uma menina de 15 anos? Ela provavelmente nunca vai ser tão bonita quanto a menina do anúncio. Mas o amiguinho dela pode sim, ser tão bonito quanto o cara do anúncio!

Marido concorda, meio ressabiado, achando que eu tou over-interpretando mas, pensando - sei lá, talvez isso faça algum sentido.

Aí eu começo a reparar em tudo: o poster de Slumdog Millionaire me irritava no metrô. Porque o cara é um mané narigudo feioso e a menina é linda?

slumdog-millionaire-poster1

Nós, mulheres, só podemos existir se formos lindas? Por que não podemos ser normais, às vezes lindas, às vezes não? (e viva os filmes franceses!) Por que os homens das séries e filmes podem ser feios e gordos e as mulheres são sempre gatas?

Ops!

Alarme de over-interpretação.

Ou não?

Aí eu tou lendo Farenheit 451. Ainda estou no começo, mas enfim, já descobri porque no mundo da história os livros são proibidos e ninguém pode conversar sobre nada sério no mundo, só trivias e trivialidades.

Para não ofender ninguém.

No mundo do livro as minorias vão ficando cada vez mais raivosas e a reclamar de tudo, e no final das contas não se pode falar de mais nada. E tudo vai sendo proibido. Esse livro, aquele. Aqueloutro também porque alguém se ofendeu com ele.

Se isso não lhe parece familiar, aqui na Inglaterra o cenário é muito familiar. (no Brasil as pessoas levam chicotadas no trem indo pro trabalho - se ofender com livros talvez esteja um pouco distante)

O personagem no livro diz - Não foi um plano imposto. Não veio de uma autoridade. A própria sociedade foi para essa direção. (que ele acha ótimo, porque todo mundo lá é feliz)

O assunto é complexo, e eu não tenho estofo para esgotá-lo, mas fiquei aqui pensando se coisas agressivas devem ser proibidas ou se a gente deve só ficar esperto. Esperto sobre preconceitos, sobre a publicidade, sobre o machismo, etc.

(não é só isso, a coisa é mais complicada, mas por ora eu vou ficar por aqui)

E onde fica a linha entre o aceitável e o não aceitável? O anúncio do Doritos, por exemplo. Deixa ele lá para que ops gays aprendam a se defender? Ou tira ele do ar porque é escroto? E o povo que não achou que era homofóbico (acredite, existem esses)? Eles não perceberam porque o preconceito está tão entranhado em suas mentes que eles nem percebem mais - ou porque são tão não-preconceituosos que nem perceberam?

Sei lá.

Eu nunca sei de nada, mas esse tipo de post desgovernado é exatamente o tipo de coisa proibida no mundo do Fareheit 451. É uma pessoa pensando. Tou aqui, pensando, sem rumo, e no final das contas o post não é mais sobre feminismo.

17 Responses to “Olhando à nossa volta”

  1. julieta Says:

    Oi Barbara. Olha so agora tambem sou sua leitora fiel :) Sabe que eu fiz muitas aulas sobre feminismo. e mesmo o feminismo tem tantas linhas, e toda uma historia do movimento. se voce tiver interesse eu gravei a aula do meu prof. na Lse sobre feminismo e posso te mostrar…. ta meio baixo, mas eh muito interessante.

    Ja no topico mais direcionado, tem um documentario chamado ” Killing us Softly” que trata exatamente desse assunto da midia. As propagandas, desde o anos 50 direcionada as mulheres. É super interessante. Sem duvida nenhuma a propaganda vive de vender um sentimento abstrato. E as mulheres tem sido explorada ha anos, mas eu acho que isso tambem esta acontecendo com os homens, e mesmo que nao estivesse, numa dialetica meio maluca a mulher precisa ser linda, desnutrida, calada, etc e tal e o homem precisa ser poderoso, rico e nao sei o que… um ciclo de repleta infelicidade.

    Acho tambem que ha outra ramificacoes piores. Como as propagandas contribuem para roubar a sexualidade das mulheres. como se elas estivessem sempre sendo objetos, e tendo que ser convencidas pelos os homens. Como se nao fosse agentes, que tem desejo, etc e tal…

    E finalmente, acho que muito do movimento feminista, recriou um sexismo as avesas. nao sei se voce ja ouviu falar em queer theory, mas eh bem legal, eh a tehrory of possibilities. enfim. deixa eu parar se nao escrevo um post aqui :)

  2. Gabriela Galvão Says:

    Então, coisa mais sem graça:

    tem o galo td bonitão, tem o pavão, q mostra aqlas penas ais lindas p atrair a ‘pavoa’, o leâo c seu jubão…

    Pode ver: os machos costumam ser mais bonitos.

    Aih vai e nego qr virar td qd chega nossa vz, pô?!

    Serião.: eh escabrozo, o q os filmes, revistas etc fazem, em sua maioria.

    Acaba c um (milhões, digo. Bilhões.).

    Vc ñ tah over-interpretando em nenhum caso q citou aih, pra mim.

    Eu sou over- contra censura.

    Bisous

  3. Joao Paulo Says:

    Tem outra premissa não olhada. E se a mulher FOR MESMO linda, perfeita, mas não coincidir com o visual da revista — é pra ela se sentir feiosa? A revista pretendia que ELA se sentisse feiosa? Se ela se sentir feiosa, talvez isso seja um problema dela. A propaganda do Dove se destaca justamente pelo mesmo questionamento. Outro dia vi uma gordinha na rua que, apesar de bem acima do peso, não apresentava nenhuma variação no tom de pele de um ponto para outro, nem qualquer vinco, ruga, enfim, aquelas marcas que os corpos gordos adquirem das tensões na pele.

    Vou além: indo pro trabalho todo dia, passei a reparar que havia muito mais mulheres bonitas no caminho do que talvez elas mesmas reconhecessem. Então, juntando seu texto com o que estou vendo, uma conclusão possível é que a publicidade está simplesmente mentindo. (Embora, sem me contradizer, eu sustente a opinião de que a raça humana é constituída, em sua maior parte, de pessoas feias.)

    Olhando objetivamente: será provável que uma mulher abaixo de 50 e saudável precise de algum conserto? Atenção: eu não disse que todas são modelas perfeitas. Estou dizendo que é improvável que precisem de aditivos: silicones, maquiagens, esmaltes, jóias, penteados, blibliblobló.

    Síntese do que estou dizendo sem conseguir: se homens e mulheres passassem a prestar mais atenção, eles nelas e elas em si mesmas, perceberiam que as mulheres são mais bonitas do que se induz a que pensem. Ou seja: sim, você está overreacting à publicidade.

    Ou não.

  4. Joao Paulo Says:

    E Fahrenheit 451 é phoda. Meu trecho preferido é a hora em que o chefe de Montag explica pra ele isso que você repetiu na postagem.

    Aí! Baxt! Me faz um favor! Depois que acabar o livro, lê a letra de Supper’s Ready, do Genesis (álbum Foxtrot), e me diz se ela não repete o final do livro! Há anos pergunto na Web se mais alguém concluiu isso, mas ninguém me responde…

  5. Luciana Bordallo Misura Says:

    Nao esta over-interpretando nao, e isso mesmo. As mulheres sempre tem que ser lindas e maravilhosas e os homens podem ser normais. A mulherada esta sempre se exigindo em termos de beleza - pele, cabelos, peso, unhas; moda - roupas, sapatos, acessorios, enquanto normalmente os homens nao tao nem ai pra nada disso. Os padroes sao outros, dois pesos duas medidas…nao sei quando tudo comecou, mas e dificil mudar esse ciclo. E fora a discussao dos padroes de beleza anorexicos e Barbies nao vi nada muito concreto sendo feito pra mudar isso…

  6. baxt Says:

    Julieta,

    legal saber que vc esta vindo aqui! :) Eu não sei nadica de teoria do feminismo. Aos poucos vou aprender (sua aula gravada seria utlil sim!). Já ouvi falar nesse documentário, mas ainda não vi. Está na minha lista (quem sabe consigo convercer o Marido publicitário a ver uns pedaços?). E também não conheço queer theory. Mais uma coisa pra minha lista, obrigada pelas dicas :)

    Gabriela,

    Você é contra censura? Em qualquer caso?

    JP,

    Você quer dizer que uma pessoa razoavelmente jovem e saudável provavelmente não precisa de retoque? E que existem várias maneiras diferentes se ser bonito/a?

    Engraçado que isso é justamente O CONTRÁRIO do que toda a publicidade (e a comunicação, e mesmo o jornalismo) dizem o tempo todo. Ou seja, segundo a sua declaração, você mesmo está dizendo que eu NÃO estou over-reacting à publicidade.

    E prestarei atenção à musica do genesis.

    Luciana,

    Eu iria até mais longe: a gente também se exige ser a melhor esposa, dona de casa, mãe, filha, amiga, profissional, gostosa, bonita, etc. Enquanto eles normalmente ficam bem satisfeitos em serem bons em um ou dois desses papéis (e ninguém cobra mais do que isso deles).

  7. Alexandre Says:

    Bom. Eu sou contra a censura, em qualquer caso. Eu prefiro uma mensagem suja e a reação do sociedade a ela. Pra mim, censura nos deixa tolos. Filtra o mundo e nos faz intelectualmente incapazes. O Politicamente Cotreto me incomoda ao começar a regulamentar cada detalhe de como devemos nos comportar quando devia ser suficiente a preocupação do limite entre você e outra pessoa. O individual e o coletivo, essas coisas. Era nisso que deveríamos insistir e investir.

    E, sim, concordo completamente com a Julieta. É muita ingenuidade achar que a propaganda só ataca as mulheres, tadinhas. Os homens são vítimas de suas fraquezas da mesma forma. Só que as fraquezas, culturalmente, são outras: dinheiro, poder, potência sexual. Então, um homem que não tem nada disso se sente um fraco, incapaz.

    Mas ler os subtextos é crucial. Semiótica de verdades nas escolas já. Ah, todo mundo ia pular essa aula. Droga!!

  8. Alexandre Says:

    Mas peraí. Só para deixar claro. EU concordo com o fato de que o subtexto está lá. Só acho que NOSSAS fraquezas, masculinhas e femininas, estão sendo exploradas.

  9. Joao Paulo Says:

    Baxt,

    Você: “isso é justamente O CONTRÁRIO do que toda a publicidade (…) dizem o tempo todo. Ou seja, segundo a sua declaração, você mesmo está dizendo que eu NÃO estou over-reacting à publicidade.”

    Abri meu comentário anterior apontando uma premissa não olhada. A sua premissa discorda da premissa não olhada. A premissa não olhada é a seguinte: de que a publicidade não esteja dizendo “você é feiosa”. Segundo essa premissa (na verdade, é apenas uma hipótese), a publicidade é levada a representar belas mulheres, mas isso NÃO implica que muitas outras não sejam belas. É como se o anúncio dissesse, “se você já é bela, este anúncio não é com você”. Assim, o anúncio seria voltado a uma fatia das mulheres, não a todas. Já você parece pressupor que o anúncio seja voltado a todas as mulheres.

    Se o anúncio realmente for voltado a todas as mulheres (e admito que é a hipótese mais provável, disparado), então você está certa. Se o anúncio não for voltado a todas as mulheres (”tá chorando por quê? Não é contigo que tou falando” — minha hipótese, pouco provável), então você está lendo subtexto que não há e está overreacting.

    Dando aos publicitários o benefício da dúvida, não sabemos se *realmente* estão fora da hipótese que eu trouxe. Então, não vou ainda falar mal deles e, na mesma linha, você está overreacting.

    Por outro lado, admito que você não radicalizou. Você reagiu na mesma medida em que é provável a intenção dos anúncios conforme você a deduziu: se a intenção for essa (provável), você está correta na mesma medida em que é provável; se não for, então você não está reagindo tanto. Nessa medida, globalmente considerando, você não está overreacting.

    Como o blog é mesmo para eventualmente resmungar e denunciar subtextos insidiosos, admito que prevalece esse último parágrafo acima.

    Argh. Horrível isso que escrevi: típico papo de advogado, relativizando tudo, admitindo dois lados em tudo, as duas partes sempre tendo razão.

    Quanto a mim, é mais simples: você confia no seu taco ou não confia. Eu gosto de minha dona como ela está, mesmo que ela não goste. Você deu mostras de que não confia tanto: “Eu para contrabalançar repito pra mim mesma que sou oquei.” Precisa? Se você *realmente* passar a acreditar nisso, precisará repetir isso?

    Resposta longa. Foi mal aê.

  10. Isabel Says:

    Olha, a mulherada que gasta um dinheiro que não tem pra disputar com as outras mulheres*, francamente, nem liga em fazer parte da boiada. Incrível, mas verdadeiro! *os homens acham que elas fazem toda essa papagaiada pra eles apenas… Bobinhos…

  11. Cristiano Dias Says:

    Então você acha que o caminho “correto” é a gente virar um grande 451, né? Just checking.

  12. MaGioZal Says:

    Você falam das coisas como se o capitalismo e a imprensa na mão da iniciatica privada fossem intrinsecamente ruins…

  13. Marjorie Says:

    Nossa, eu senti a mesmíssima coisa ao ver o poster do Slumdog. Que a menina é tão linda que dói os olhos — e o cara é super feinho. Outra coisa que eu pensei ao ver o Slumdog, além do tom meio colonialista do filme (heh, eu faço parte do grupo que viu o filme com esses olhos), é que tem um certo elogio ao Stalker. Confundir perseguição com paixão, sabe? Não se explica direito como é que nasce um amor tão grande e o cara vai lá e segue a moça.

    (Na mesma linha, eu sempre fico pensando nisso ao ouvir “every breath you take”, do Police. Se eu ouvisse alguém me dizer “every breath yo utake, every move you make, i will be watching you”, ficaria morrendo de medo. No entanto, é uma canção de amor. Seria interpretada da mesma maneira se a intérprete fosse uma mulher?)

    Mas enfim, tô divagando em relação ao tema do seu post, rs. Com o qual concordo em tudo. Eu não consigo achar aceitável o que a publicidade anda fazendo. Mas as pessoas não vêem problema. E acham que, se vc reclama, está defendendo censura. Sei lá, eu defendo responsabilidade. Por parte dos publicitários. É ter noção da batata quente que tá na sua mão.

    (Sobre as capas da nova: eu não consigo tirar os olhos do braço de Tiranossauro Rex e a mao enorme que o photoshop deu à sabrina Sato)

  14. baxt Says:

    Alexandre,

    Sim, eh verdade, a publicidade eh acachapante para homens e mulheres. E nao so a publicidade, mas a comunicacao em geral. E o ambiente tambem. Eu preciso de um post para explicar isso direito.

    JP,

    Voce pegou pesado nessa de brincar de advogado do diabo. Mas no final vc se red(i)miu. So uma coisa: se a sua patroa eh tao tranquilona quanto vc disse que ela eh, parabens mesmo. Porque eh dificil se manter zen no meio do bombardeio de mulheres perfeitas e photoshopadas o tempo todo. Pelo menoseu acho.

    Eh Isabel, tem muita mulher que nao liga de ser parte da boiada. Mas esse “nao ligar” vier depois de entender que se eh parte da boiada, ta otimo. O problema eh que eu acho que a maioria nem se da conta de que existe uma vida fora da boiada. E talvez elas ate preferissem essa outra vida, sabe?

    By the way, aproveita e responde ai o comentario que eu fiz pro seu marido, ja que eu gostaria de saber a opiniao da “patroa herself.”

    CrisDias,

    Nao, ne? Se vc perguntou isso de brincadeira, tudo bem. Se perguntou a serio, hum, ai eu vou ficar ofendida.

    Magiozal,

    Acho nao. So nao sou a favor de “laissez faire” ate as ultimas consequencias. Em nenhuma direcao.

    Marjorie,

    Eu nao vi o filme, mas assim que eu vir comento essa questao do stalker. (mas nao existem musicas stalker cantadas por mulheres? Tipo “I will follow him, anywhere that me may go…” do Mudanca de Habito, e Damned Best thing (ou algo assim), da Avril Lavigne, com “You won’t get rid of me never”? Acho que tem gente que curte ter um/a stalker… :)

  15. Cristiano Dias Says:

    Foi e não foi, como tuuudo na vida. ;-) Porque, afinal de contas, você se mostrou ofendida com as propagandas e, se dependesse de você, elas não existiriam. No livro não apareceu um Conar ou Ministério da Cultura reclamando nem forçando. As, por exemplo, agências resolveram só fazer propagandas feijão-com-arroz pra não ofender ninguém.

  16. baxt Says:

    Cris,

    Acho que respondi seu comentario no post seguinte. Se voce achar que nao esta respondido direito, volte a reclamar que eu tento melhorar :)

  17. Isabel Says:

    Não acho tão difícil ficar zen com o bombardeio de barbies siliconadas, photoshopadas e padronizadas da mídia (vc realmente acha lindas todas as peruas daquela foto? E vc foi boazinha, paninhos cafonas uso eu!). O que me incomoda é a boiada que entra nessa e que está à minha volta querendo que eu seja igual. Não querem ter estilo próprio, preferem se esconder na boiada, problema delas, mas não me encham o saco! Entro e saio da boiada quando quiser, SE quiser, não é um direito meu, pô?

    Chega a ser engraçado. A publicidade explora nossa noção de boiada, aquela coisa macaca de não querer ser diferente pra não ser discriminado e pra se “situar” e se sentir parte do grupo, mas também explora nossa vaidade individual ao dizer que *cada um dos consumidores* é muito exclusivo e especial. E as pessoas adoram comprar isso…