Cartinha pro Fantástico

De: Barbara Axt
Para: Fantástico

Olá pessoas do Fantástico.

Em resposta à reportagem de semana passada sobre como, supostamente, a máquina de lavar revolucionou a vida das mulheres, resolvi seguir os passos de uma moça chamada Marjorie Rodrigues - http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/03/16/a-verdadeira-emancipacao-feminina/

Ela se deu ao trabalho de mandar para vocês fotos com símbolos verdadeiros da emancipação feminina, para colocar em perspectiva as fotos de mulheres abraçadas a máquinas de lavar roupa. Escolheu a carteira de trabalho e o título de eletior.

Entao eu resolvi tirar algumas fotos abraçada ou demonstrando meu afeto a outras INVENÇÕES MUITO MAIS RELEVANTES para as mulheres - e para a humanidade em geral.

Essas fotos foram tiradas no Science Museum de Londres, especialmente para o Fantástico.

Porque a Apolo 10, o avião e a máquina de escrever foram muito mais importantes para as mulheres e para os homens do que a máquina de lavar. Não importa o que o Papa diga!

Abraços!

Barbara Axt
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12 Responses to “Cartinha pro Fantástico”

  1. João Paulo Says:

    1 - O módulo da Apolo 10 é real? Deusmelivre de entrar num negócio desses. Apertadinho, impotente em queda livre, sabendo que ali, a um palmo de mim, o ar tá incandescente e até ionizado da temperatura… Os caras tinham que estar completamente insanos para embarcar nisso.

    2 - O avião está em close e já fui melhor nisto, por isso pergunto: que avião é? Parece um bimotor Lockheed dos anos 30, mas digam aí vocês.

  2. Lia Says:

    Eu ia falar do fim do uso do espartilho, que nem tem a ver apenas com moda, mas com a manutenção de um corpo histérico e preso, mas aí lembrei: o próprio espartilho foi uma espécie de retrocesso na emancipação feminina, então na verdade voltamos mesmo foi À estaca zero.

  3. Pedro Says:

    Olá Bárbara,

    Realmente associar mulher a máquina de lavar além de ser uma afronta é completamente fora de moda.

    Bárbara, outro dia li um poema que achei lindíssimo e tive curiosidade de querer saber alguma coisa sobre a autora, Alessandra Bonrruquer.

    Mas pesquisando na internet nada encontrei sobre ela, nenhuma outra poesia, livro publicado, nada…

    No entanto pude ver que ela postava regularmente aqui no seu blog, há alguns anos (até 2006).

    Você sabe alguma coisa sobre esta autora?

    Grato.

  4. Fernando Niero Says:

    Eu tenho uma máquina de escrever igual :)

    aliás quem vai a Londres nao é a Marjorie, sou eu. Passo o dia 3 em Brighton e do dia 4 ao 6 em Londres. Aceito sugestoes de passeios e coisas pra fazer. Fernando.niero@gmail.com

    Beijo

  5. Cristiano Dias Says:

    Tá, legal, coisa bonita, engraçadinha e tal, mas… a máquina de lavar não libertou realmente a mulher? Não colocaram um robô pra fazer o trabalho que era feito, convenhamos, 99,9% das vezes por mulheres? Até então mulher não era “pra cuidar da casa”? Ou a gente conhece um monte de famílias do século passado onde o marido ficava em casa lavando roupa e a mulher saía pra trabalhar? No máximo rolava a já famosa jornada dupla.

    Eu nem vejo Fantástico, quem sou eu pra defender o programa? (no máximo seria pelo fato de ele ter a minha idade)

    Além do mais a maior invenção do século foi o absorvente íntimo feminino, por favor. :-D

  6. baxt Says:

    Cris Dias,

    Existe toda uma teoria e discussao feliminista sobre como os “robos” nao liberaram a mulher coisa nenhuma. Mas como eu nao li nada disso, o que eu posso dizer eh: liberou a mulher pra que? Para trabalhar, estudar, sair de casa, dar por ai? Colocou ela em uma posicao de igualdade em relacao aos maridos?

    Provavelmente nao. Liberou a mulher para fazer outras coisas em casa, para cozinhar mais, para pintar as unhas, usar baby liss no cabelo, aumentar a obrigacao de estar linda e cheirosa quando o marido chega.

    A maquina em si eh uma coisa otima, mas ela nao muda em nada a relacao entre os homens e mulheres, e eh disso que eu tou falando. A pilula, por exemplo, muda a relacao entre os sexos, porque a mulher passa a ter mais poder na hora de escolher com quem transar, e quando.

    Enfim, se vc tivesse visto a materia do Fantastico (por favor, nao perca tempo vendo) vc ia entender melhor a minha bronca :)

    Ola Fernando,

    Coisas para fazer em Londres? Infinitas! Vc ja veio aqui antes?

    Pedro,

    A ultima noticia que eu tive da Alessandra foi que ela tinha se mudado da Suica e estava voltando ao Brasil, ha alguns anos. Depois ela desativou o blog e eu nao tive mais noticias da moca. De fato, ela escreve muito bem, mas eu nao conheco as poesias. Sao recentes?

    Lia,

    Espartilho eh uma coisa bem eficiente. Se a mulher se irritar, levantar a voz ou se emputecer com alguem, o mecanismo de auto-desmaio eh ativado e ela fica quietinha de novo. Genial, ne?

    JP,

    Nao sei se eh real, deve ser uma replica. Mas vc tionha alguma duvida de que os caras eram profundamente insanos? Ir pro espaco? Nos anos 60? Em cima de uma bomba, como eles dizem no “The right stuff”? Deusmelivre!

    Nao faco a menor ideia do aviao. Hiro deve saber. Fica la no quarto andar do museu. Estava rolando uma festa em volta, uma “silent disco,” com um monte de gente dancando de headfone. Colocarei o video aqui no blog o dia que minha preguica permitir.

  7. Fernando Niero Says:

    Nao, primeiríssima vez (e ñao será a última). Já que moras aí queria alguma opçao além do cliché (também vou visitar os lugares-comuns, claro). Também queria alguma sugestao de pub e/ou show, lembrando que eu quero fazer a viagem mais budget free possível.

    De qualquer modo meu email está aí.

    Beijo

  8. Madame Heringer Says:

    Well done, Baxt!!!!

  9. Cynthia Semíramis Says:

    Acho que é meu primeiro comentário aqui (embora eu sempre leia o blog), e já vou meter o bedelho na conversa: Cristiano, a máquina não facilitou o trabalho, ela aumentou… se antes as pessoas trocavam lençol uma vez por mês, com a máquina de lavar, passaram a trocar uma, duas vezes por semana. Lembra aquela piadinha dos antigos, que sábado é dia de tomar banho? Pois é, as pessoas só trocavam de roupa no sábado também. Era muito menos roupa pra lavar… mas já que a máquina em tese facilitou a vida, então troquemos de roupa todos os dias. Todo mundo mais limpinho e cheiroso, mas alguém tem de ter todo o trabalho de ligar a máquina, colocar roupa pra lavar, colocar roupa pra secar, passar, guardar… e essa pessoa em 99% dos casos era uma mulher, que tinha de ficar só nos afazeres domésticos para dar conta de tanta coisa. Acrescente à lista os pratos mais elaborados, pois é necessário justificar a existência de batedeira, processador, liquidificador, e a obsessão com limpeza por causa de aspirador de pó e detergentes específicos para cada tipo de sujeira, e a gente tem a tecnologia criando uma rotina doméstica que praticamente impede a mulher de ter vida fora de casa. Emancipação? Sem chance.

    E essa história das máquinas oculta também outra coisa: existe uma profissão chamada lavadeira. Afinal, quem pode pagar sempre transfere o interminável serviço doméstico para alguém que faça o trabalho profissionalmente… então a dondoca que já tinha lavadeira e cozinheira era emancipada e não sabia… só faltava ter direito a voto, a herança, a trabalhar sem precisar de autorização do marido, a ir pra faculdade, a andar sozinha na rua…

  10. baxt Says:

    Cris, ta ai uma resposta de alguem que leu os textos que eu nao li e sabe mais do assunto do que eu. Obrigada, Cynthia! (quer dizer que vc le meu blog e eu nem sabia?)

  11. João Paulo Says:

    Well I’ll be damned. Larguei a preguiça e fui pesquisar. Turns out o avião da foto é o nariz de um DC-3. Shoulda known better. Um dos aviões que mais vi na vida (waaal… em fotos anyway), eu me julgava o gostosão de sempre ser capaz de reconhecer um DC-3, e foi só pegá-lo de perto que eu não sabia mais quem era.

    Em minha defesa, realmente é um bimotor dos anos 30, tal como eu disse. Mas, na minha idade, é OBRIGATÓRIO saber que estou olhando para um DC-3, e nisso falhei.

  12. baxt Says:

    Bom, JP, se isso serve de consolo, eu sai por ai abracando um aviao e nem sabia o nome dele! Na verdade eu soh sabia que era um aviao porque, bem, tinha asas e estava na sala de avioes.
    Identificar a taxonomia dos bichos fica a cargo do Marido e dos amigos dele :)