Depois de falar tanto de mim, vamos falar da vida dos outros?

Dia desses estava falando da vida alheia com uma amiga. Mais especificamente sobre um daqueles casamentos que acontecem graças a “golpes de barriga”. Caso clássico: moça de uma familia sem grana, cara gente boa com emprego oquei, 4 meses de namoro, puf! Barriga, casamento, filho. O cara eh louco pelo filho, parece ser um pai bem bacana. Puf de novo! Mais um barrigao. Futuro garantido, ela deve pensar.

Em outro caso que conheci, a garota, que nao era namorada nem nada, inventou que estava grávida. O cara nao percebeu que era mentira, mesmo a mentira gritando nos olhos dele. Ate que a coisa aconteceu de verdade, e o o bebe nasceu tipo uns 15 meses depois do primeiro anuncio de gravidez.

Ele foi um idiota que não percebeu a mentira que estava óbvia? Na minha opiniao, o que ele fez foi um esforco deliberado (ainda que inconsciente) para acreditar que era verdade. O motivo? Ele tinha terminado com uma chatonilda que aparentemente nao queria ter filhos antes dos 55 anos (na minha opinião, não querer ter filhos é perfeitamente oquei - mas enrolar o cara nao é). Já não sendo novinho, ele deve ter achado que era aquela era sua última chance de garantir os filhos que tanto queria. Mesmo que fossem com aquela moça - a única disponível e disposta a formar uma família ali, na hora.

Quantas mulheres voces conhecem que casam com qualquer um só para casar? Às vezes parece que o marido é só um meio para atingir um fim - a festa, o vestido branco, os milhares de reais de dívida, o “dia mais importante da vida”, bla bla bla.

Para mim, esses dois caras fizeram mais ou menos a mesma coisa. Eles casaram com os filhos. Levar as mulheres para casa foi a maneira que viram de realizar o sonho de ter uma familia. Não são uns coitados, uns idiotas manipulados, como as pessoas gostam de achar. Ja as moçoilas, essas são umas bobas. Eu não gostaria que casassem comigo só por causa do meu aparelho reprodutivo.

PS: Sim, o assunto é totalmente out of the blue. Não fiquei sabendo de nenhuma gravidez “acidental” recentemente. Só queria colocar os rapazes sob uma luz e um ângulo um pouco diferentes.

7 Responses to “Depois de falar tanto de mim, vamos falar da vida dos outros?”

  1. João Paulo Cursino Says:

    Costumo dizer — e costumam discordar de mim — que cada um é responsável por tudo que lhe acontece. Tudo decorre de suas escolhas. Você casou porque quis, está em Londres porque quer, jantou no Fifteen porque quis etc. etc. A qualquer tempo, você pode mudar de idéia e fazer diferente (isso NÃO é dizer que você tem todas as escolhas do mundo. Às vezes é só booleano: quer/não quer isto aqui). Então, no caso dos rapazes, eles casaram porque quiseram e não podem responsabilizar outrem por isso. “Mas foram enganados”, dirão. Retruco: não houve coação; não veio o Tonhão com uma navalha no pescoço, forçando a casar. Tinham condição de fazer uma due diligence antes. Portanto, mesmo que não a tenham feito, presume-se que estejam satisfeitos com o resultado, ou deveriam. O que quer que buscassem no casamento não será necessariamente aquilo que buscaria quem está de fora. Nunca presumo que alguém seja um idiota manipulado.

  2. Cristiano Dias Says:

    Lembrei na hora da peça: “Não sou feliz, mas tenho marido”

    (ou só do título mesmo, já que não vi a peça)

  3. Elisa Says:

    Oi Barbara, também tenho uma máquina de costura, que usei umas 5 vezes, quero emagrecer uns tantos quilos, fico quebrando a cabeça tentando aprender alemão, essa língua ingrata, e passo uma semana na itália ou na espanha e saio falando pelos cotovelos sem nunca ter estudado, também sou super a favor das famílias coloridas, e como madrasta, tentando ser boadrasta, apóio completamente aquela velha idéia que filho bom é aquele que a gente deseja, senão é foda.Nesse ano que passou, chutei o balde e a santa, dei cartão amarelo para vidinha, emprego, para o marido e para São Paulo, ainda estou tentando formular a minha listinha para 2009… ou melhor não, acho que vou deixando todos os canais abertos e vou vendo o que rola, pelo menos por enquanto…. obrigada pela visita, também adorei te conhecer, ainda mais “via” Denis, o que só pode ser tudo de bom. Um beijo e até já! Elisa

  4. Marjorie Says:

    Nossa, isso aconteceu na minha família. Com duas irmãs (primas minhas). Elas foram criadas de uma forma muito machista, do tipo que, em toda refeição, coloca a comida no prato do marido, como se ele fosse criança ou não tivesse braços. E, na cabeça delas, casamento é mesmo o GRANDE FIM.

    Aí a primeira delas engravidou sem querer. Minha tia ligou lá em casa desesperada, em prantos, dizendo: “aconteceu uma coisa horrível. A Renata tá grávida”. E, minha mãe que tb engravidou cedo e sem querer, mas se virou muito bem, disse: “E….? Não é a primeira nem a última!”. (Rá, adoro minha mãe!) Minha tia: “mas eu estou tão envergonhada…”. Minha mãe: “ué, não tem vergonha nenhuma. A criança vai nascer e ela vai cuidar, uai”. Só que é óbvio que minha tia foi lá e aprontou um casamento, “para mostrar pra sociedade” (argh, que bobagem…). E, ao andar para o altar, o noivo chorava tanto que a cara dele parecia um pimentão. Sério. Parecia que ele estava indo pro abate, e não casar. O casamento não deu certo, claro, e hoje eles são separados. Ou seja: pra quê, né? Que besteira!

    A outra acho que foi o tal do golpe mesmo. Como o cara com quem ela se casou tinha muita grana, o engraçado é que minha tia não se sentiu envergonhada. Rá! Mas dá para ver que o cara se casou com o filho, não com a minha prima. O que acho triste é que a segunda prima não fez nada por ela, sabe? Não estudou, não trabalha, nada. No entanto, ela é que é considerada “o orgulho da família”, e não a primeira (que hoje é médica, sustenta a filha sozinha, etc e tal). Foda.

  5. baxt Says:

    Marjorie, curiosamente, as duas moças mencionadas no post tambem não trabalham… Nem estudam, nem fazem nada disso, até onde eu sei. Como você disse, parece que o casamento era o grande objetivo (ou não, sei lá o que se passa na cabeça dos outros…). Mas essa sua tia é uma figuraça, hein? :)

  6. Marcelo Soares Says:

    Credo. Conheço bem a história. Cheguei perto de cair numa dessas uma vez. Homem é tudo bobo mesmo, e de algumas bobeiras a gente só desabobeia depois de sentir o óleo da frigideira começando a queimar a pele.

  7. Bruna Says:

    Hahahaha! Adorei! Conheço duas assim. O triste é que elas conseguiram se casar com o carinha rico, e depois produziram bebes - nao porque queriam filhos, mas pra garantir a vidinha que elas gostam (sem trabalhar, sem estudar, e com muito shopping). Tenho dó dos filhos, e sei que estes casamentos tem pouca chance de durar…