The music of the night
Ontem fomos ver o Fantasma da Opera. Finalmente.
Para mim, o Fantasma da Opera é uma longa história, porque eu era absolutamente apauixonada pelo musical (sem ter visto, só ouvido) quando eu tinha uns 15 anos, que convenhamos, é uma idade em que se perdoa um ser humano por gostar de uma coisa tão cafona.
Acho que eu nunca tinha ido ver a peça, mesmo morando há dois anos aqui em Londres, porque não queria me decepcionar, achar uma papagaiada inacreditável e uma cafonália infernal. E de fato ele é tudo isso. E mais. É a epítome do brega. Mas e daí? Adorei. Acho que no fundo ainda sou aquela adolescente.
Alguns comentários:
- A peça está datadíssima, mas está viva. É muito estranha a sensação de ver uma coisa velha que está ativa. Ver um filme datado é normal: você vê a obra, mas a obra está finalizada. Ela foi criada e acabada, é como se estivesse morta. Mas uma peça datada é uma coisa estranha. Os atores ainda estão lá, o teatro está cheio, todo mundo vibrando, e a orquestra tocando um sintetizador e uma bateria eletrônica tããão 1986 que não dá nem para imaginar. Estranho.
(Mas logicamente não dá para mudar o arranjo, e é aquilo ali que as pessoas querem ver. Faz sentido.)
- Eu conhecia o CD de cor, mas foi a primeira vez que eu VI a história. É esquisito ter memórias sem imagens, e mais esquisito ainda, quase 15 anos depois, finalmente entender certas coisas na trama.
- Há quase 15 anos eu tive que xerocar as letras das músicas, gravar uma fita com a peça e teria que ter viajado para ver a apresentação. Hoje em 20 minutos baixei o CD (o mesmo que eu tinha), achei o livro do Gaston Leroux no Projeto Gutemberg, e só não baixei o filme porque tenho muito medo do que o carnavalesco Joel Schumacher pode fazer.
- Quando Hiro observou a semelhança entre a personagem Mme. Giry e Perpétua, da novela Tieta, eu achei engraçado (até a bengala é igual!), mas a ficha caiu quando lembrei que a música “All I ask of you” também está na trilha sonora da novela. Dá para imaginar claramente o diretor da Globo viajando para NY ou Londres, assistindo o “novo” musical do Andrew Lloyd Weber e levando várias idéias para Pindorama. (Tieta é de 89, caso você esteja na dúvida. Surpreendentemente veio quase em seguida de Vale Tudo - para mim, as duas novelas eram de épocas diferentes)
Agosto 11th, 2008 at 8:39 pm
eu vi o Fantasma em NY, mas achei breguinha de dar dó. Nunca fui apaixonada por musicais da Broadway, tanto que só assisti esse, e mesmo assim pq na época eu fui convidada por minha tia avó, que estava a passeio em Nova York.
Foi legal conhecer um dos mais famosos musicais da Broadway, mas não gastaria meu dinheiro com outro semelhante. Prefiri gastar com os off-Broadway, como o De la Gurardi, ou alguma coisa parecida, que depois até veio pro Brasil…
Julho 26th, 2008 at 1:30 pm
Quando meus pais estavam aqui semana passada eu fui ver Stomp com eles. Foi num domingão - matinê: criançada, pessoal aplaudindo e berrando “UHU” o tempo todo. Valeu a experiência, foi bem programa de domingo. E os caras mandam bem. :)
Beijos pra vocês!