Entao, parte 3.

Nao sei se eh porque eu tou aqui nessa terra teatral, mas estou me interessando mais por teatro. Tenho achado o excesso de recursos no cinema mais um obstaculo para a historia do que um recurso. No teatro voce tem um numero limitado de atores, dialogos, dialogos, luz e alguns elementos de cena. E eh isso ai, agora se vire e faca um texto bom.

Ja no cinema voce pode colocar uns closes de uma atriz gostosa com uma luz bacana, uma paisagem de cair o queixo, uns seres apavorantes criados por computacao grafica ou uma perseguicao de carros. E a historia? Ah, who cares? As pessoas se distraem com a pirotecnia, e “se distrair” as vezes eh bem o termo. Eh tipo assistir filme de James Bond ou qualquer um da serie do Bourne. A historia fica parando o tempo todo para entrar uma cena de acao. Ai eu vou no banheiro, na cozinha, como uma coisa, e soh volto quando as coisas voltam a andar para a frente. Outra mania sao os filmes com “uma bela fotografia,” que substituem narrativa, dialogo e bons personagens por figurinos de encher os olhos, detalhes lindos, uma recriacao de epoca primorosa (“primorosa eh uma palavra muito cafona, ne?). Ah nao, nao quero ficar com os olhos cheios. Eh aquele desfile de belezuras para ca e para la, angulos, closes, cenarios…

Bocejo. Eu gosto de historinha, ta?

(continua…)

One Response to “Entao, parte 3.”

  1. brunap Says:

    Mas acho que você está falando do tipo de cinema blockbuster que, eu concordo, muita vezes esquece o mais legal d etudo: o roteiro.
    Só que tem uns caras que ou por falta de grana, ou porque são geniais, ou porque acham que a historinha é importante, que fazem filmes incríveis, sem pirotecnia, com o enquadramento maravilhoso em paisagens horrorosas… E é aí que é demais, né.
    Sei lá, eu sou apaixonada por cinema. Mas ando bem relapsa ultimamente (com literatura tb).
    Já foi ver “É tudo culpa do Fidel”?

    Ontem estava vendo as fotos do seu casamento e mostrei pro Japanimation. Fiquei com saudades de vcs!
    beijosss