Fui logada

Estou eu vindo para a biblioteca da faculdade, tentar estudar, e como o onibus nao passou (esperei 30 segundos, afinal estava com preguica de andar mas nao tanta assim) resolvi vir por dentro do parque. Logo na entrada ja dei de cara com um monte de gente, algumas pessoas com flores na mao e eu, que sou monga, distraida e nao inglesa, me perguntei “O que esta acontecendo?”.

Mais alguns passos e me vi no meio de um montao de gente fazendo homenagens a Princesa Diana na frente do palacio de Kensington (a casinha humilde onde a moca morava). Flores presas na grade, fotos (muitas fotos!), poesias, recortes, coisas que deram trabalho para fazer.

Mais para la, inumeras van de equipes de televisao, montes de reporteres, gente sendo entrevistada. E eu no meio disso, totalmente sem querer. Me deram log in na manifestacao dos outros.

Depois de me desvencilhar da cena vim pelo caminho pensando nesse processo engracado que faz as pessoas se tornarem intimas e amigas de alguem que elas nao conhecem. Sempre achei isso deprimente, triste, um horror. Mas ai lembrei das palavras da reporter que estava la no parque, falando ao vivo, que chamou o que estava acontecendo de “sweet scene”.

Sera que e sweet mesmo, e nao deprimente como eu sempre achei? Sei la. Nao e muito diferente de gente que se apega a um santo, a um deus, a uma deusa, a uma arvore. A pessoa vai criando uma personalidade que eh a sua amiga. Nada mais do que o bom e velho amigo invisivel (que eu nunca tive nem conheco ninguem que teve, mas reza a lenda que eh muito comum). So que em vez de ser invisivel voce usa uma pessoa que ja existe.

Eu hein. Acho que hoje estou muito cheia de amor no coracao, tentando justificar o injustificavel. Ou nao.

Melhor eu voltar a trabalhar :)

Eu amo o Zé Rodrix

Vamos mudar de assunto. Chega de falar de mim.

Li essa notícia num blog, que citava outro blog, que citava a coluna Gente Boa do Globo, que não consegui achar!!!! Aparentemente eu tenho que pagar para lê-la. Digo, pagar mais porque eu já pago para ter acesso àquela bodega. Não entendi muito bem e não vou tentar descobrir, pelo menos não agora. O ponto é que Zé Rodrix, além de compor coisas geniais como Mestre Jonas e Zeppelin, é o tipo de cara que nós precisamos! Clonem o Zé Rodrix!

Tem Lei Rouanet? Estou fora

Músico pede para sair de espetáculo com incentivo fiscal

O músico Zé Rodrix, um dos diretores do espetáculo “Rei lagarto”, sobre a vida de Jim Morrison, pediu demissão. Tomou a decisão ao ler, em Gente Boa, que a peça, com estréia marcada para outubro, teria fundos da Lei Rouanet. Ele enviou o seguinte e-mail aos produtores:

“Acabo de descobrir exatamente nos detalhes desta notícia que não vou mais participar do projeto. Vocês conhecem a minha opinião sobre Renúncia Fiscal e Leis de Incentivo. Enquanto isto era um empreendimento privado, no máximo com os patrocínios e os apoios diretos de empresas que se associariam ao empreendimento, eu estava dentro. Infelizmente, ao entrar na jogada da Lei Rouanet, MiniCul etc., ele se torna impossível para mim.

Não acredito que o dinheiro de TODOS deva servir para patrocinar a aventura pessoal de ALGUNS, e, quando isto se configura, eu saio fora. Investimento deve ser feito com dinheiro real que não prejudique o essencial do país. Impostos devem ter fim específico, e os sustento da arte não é, a mer ver, uma destas essencialidades. Sempre fui um artista que não se privilegiou de nenhum tipo de ligação com estados e governos, em nome de minha própria liberdade. Assim sendo, há que haver em mim algum respeito pelas coisas em que eu acredito. Se entrar nisto, estare negando tudo que é a minha maneira de ser, pensar e agir. No Brasil de hoje, precisamos de investidores conscientes, e não, segundo minha maneira de ver a realidade, de utilizar de maneira equivocada o dinheiro público.

Desejo ao pessoal da produção o máximo de sorte e sucesso possíveis, e sei que serão muito felizes, graças à qualidade artística de todos os envolvidos”.

PS1: para ouvir Mestre Jonas, vá no blog do Marido e procure por Rodrix, ou Jonas (ele tem o pior esquema de permalinks do universo)

PS2: Se alguém conseguir acessar a coluna do Globo e checar a veracidade da história, agradeço. Certas coisas parecem boas demais para serem verdade.

Em pleno surto

Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperta o passo, por causa da garoa

Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é sua vez

Vem c meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
A mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão

Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som.

Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
É a chave o que sempre esqueço.

Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo.
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
“- Estou com sono, vamos dormir!”

Vem cá meu bem, que é bom te ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança do seu mundo
Por amor
Por amor.

Ahhh, prendam esta mulher!!!! Não somente ela postou uma letra de música no blog, mas uma música da LEGIÃO URBANA!!!!! Ahhhhhhhhhh!!!!!!!

(Postei mesmo. Eu, que sempre repito a frase “O mundo anda tão complicado”, hoje estava ouvindo a música e prestando atenção na letra e pensei que a vida é só isso mesmo. A gente que complica. E sim, eu adoro Renato Russo, por mais que isso seja pela saco e emo. Certas coisas entram e saem da moda e eu continuo gostando. A música está aqui, mas ignorem o clipe)

Hhhmmm…

Vou continuar. Vou continuar falando das minhas questões esquizo-existenciais.

O ponto é que eu sempre disse que disciplina era a coisa mais importante da vida, que sem disciplina não se chega a nada, e esse bla bla bla todo. Mas para eu manter um dia a dia minimamente disciplinado é preciso dedicar uma boa parte das minhas atividades cerebrais a isso. É mais ou menos como se eu tivesse que ficar o tempo todo falando pro meu corpo “respira”, “coloca uma perna na frente da outra”, “agora passa a perna que estava atrás para a frente da outra”, “solta o ar”, “coloca a perna na frente”.

…já deu para entender, né?

Se a gente tivesse que viver assim, ia sobrar muito pouco cérebro para reparar nas casas da rua, para conversar com alguém durante a caminhada, para piscar ou para ouvir os passos de alguém se aproximando.

Então. Aí quando eu começo a agir com uma certa disciplina, me dá um certo incômodo. Eu queria ter um analista aqui para alugar com essas questões, mas como não tenho serve blog mesmo. E desculpe aí quem não estiver interessado, mas acho que não sou só eu que passo por isso. Por esse incômodo de ter que me disciplinar, de não ser a criança genial que eu, obviamente, achava que era algumas décadas atrás.

Eu acho que tenho tanta coisa para criar, que devia usar a minha criatividade para coisas transcendentais e arrebatadoras, ou que pelo menos ME arrebatassem – o que já seria bem bom. Pelo menos construir algo, escrever meu livro, meus contos, cantar, fazer performance pelas ruas vestida de rosa ou alguma intervenção urbana nessa terra cheia de intervenções urbanas. Pueril, eu sei. Idéias adolescentes. Mas esse lado meu adolescente não quero que cresça não.

Mas aí que está. Não dá para ser Arturo Bandini sentado na máquina de escrever, indo até a esquina, voltando para o quartinho, passando fome e escrevendo. O mundo não comporta mais isso, pelo menos eu no mundo não comporto isso. As coisas mudaram, é preciso saber o que está acontecendo, ler, usar internet, saber das coisas, fazer networking, se vestir decentemente (ou seja, ter que sair para comprar roupas, o que sempre me dá preguiça, além de pensar na produção todo dia de manhã). Sou uma mulher razoavelmente burguesa para querer minha casa limpa, comer uma comida decente, estar magra, sem raízes escuras no cabelo, e todas essas coisas que consomem um montão do meu dia.

Eu sei, eu sei que a nossa vida é tão interessante quanto a gente a torna interessante para os outros. Aprendi isso com um amigo da Puc depois que ele descreveu um episódio deprimente e solitário na sua vida como o momento mais cool e introspectivo (e absolutamente voluntário) de todos. Nessa hora eu percebi que você é o que você conta. E eu posso contar um emprego de faxineira no Starbucks como uma experiência antropológica que me rende material para vários romances, com episódios rocambolescos e pitadas de realismo fantástico. Se eu editar bem, você vai querer um emprego igual ao meu. Garanto.

Então o ponto é que às vezes eu vejo a vida dos outros, já devidamente editada, e comparo com a minha, não editada (para mim pelo menos). E acho que estou ficando para trás, que estou deixando essa minha Barbara adolescente adormecida, em estado criogênico. É claro que isso não faz sentido.

Eu poderia estar aqui, em vez de escrevendo esse post gigante que ninguém vai ler, fazendo uma edição espertíssima das minhas dúvidas e perguntas que ia deixar todos os meus dois leitores roxos de inveja das minhas aventuras muito loucas nessa terra de meu deus. Mas não vou não. Hoje os pensamentos vão sem cortes. Na íntegra, mas não tão caudalosos, porque já foram devidamente digeridos nas 3 horas que eu levei indo de casa para a academia, malhando, andando até o supermercado, comprando víveres e voltando para casa carregando um monte de sacolas. Três horas. Como alguém pode ser genial, fantástica, arrebatadora e artística tendo que gastar três horas mundaníssimas nesse trajeto? E depois ainda tendo que gastar mais algumas horas cozinhando a comida comprada? E fazendo isso tudo todo dia, ou quase?

PS: Zander, de acordo com o seu comentário, só posso concluir que se eu não sou natural e involuntariamente genial, eu não posso sê-lo nunca. É isso? E que nesse caso eu tenho que me esforçar para ser medíocre? Sempre achei que ser medíocre era algo que acontecia assim, sem esforço. Me esforçar para ser uma boa medíocre me parece tão cruel… Se é para me esforçar, eu quero ser f…

A operária X a qualquer coisa (por falta de um nome melhor)

Às vezes eu acho que estou sendo tragada pela rotina e pelo dia a dia. Isso acontece com vocês?

Eu passo assim uns dias, concentradíssima, tentando ser produtiva, fazer matérias, fazer contatos, fazer dieta, fazer as unhas, ir a academia, e de repente, de uma hora para outra me dá saudade de mim mesma, dos meus planos de longo prazo, de correr atrás de mim e daquelas buscas meio inúteis e meio salvadoras atrás de quem eu sou.

Deu para entender?

E sabe o que é pior? Eu tenho certeza que essa esquizofrenia vai continuar para sempre. Porque quando eu melhoro prum lado, eu abandono o outro. Hoje tou aqui, fazendo telefonemas, comendo salada, e aí sinto que está faltando alguma coisa.

Falta sim, sua desavergonhada. Falta continuar assim, trabalhar, malhar e ficar gostosa sem achar que você é uma artista, uma escritora, que vai engolir o mundo, que vai escrever um romance apoteoticamente genial e que vai ter insights que vão mudar a vida das pessoas, e todas aquelas outras coisas que vc achava que ia fazer quando era adolescente e continua achando que vai.

Como eu posso ser produtiva e genial na mesma encarnação, com dias de 24 horas e ainda ter que dormir 8 horas?

Socorro.

Carnaval de Notting Hill

Como vcs jah sabem, eu ando descontrol e sem tempo para esse blog. Mas eu queria muito falar do Carnaval de Notting Hill. Mas acho que nao vou falar assim, direito, como deveria ser, como um review ou uma critica fundamentada. Basicamente os ingleses diziam que era bacana e os brasileiros diziam que era um lixo. E eu, que moro perto e sou curiosa, resolvi passar la para ver colé.

E colé que é ruim mesmo. E colé que eu subitamente descobri porque o carnaval do Brasil é o melhor do mundo em so many levels. E que para gente aquilo ali (digo Sapucai, Bahia, blocos de rua no Rio, micaretas ou qualquer coisa remotamente associada) é o padrão. E descobri que é o padrão para a gente mas no resto do mundo as pessoas fazem coisas que não chegam aos pés. E nem vou explicar muito, mas a coisa era amadora, desanimada, assim, meia boca mesmo.

O Hiro, por sua vez, além de concluir a mesma coisa, ficou revoltadíssimo com a ausência de gostosas. Ele saiu de lá ufanicamente convencido de que as nossas vagabundas são muito melhores que as vagabundas dos outros. Em princípio, eu estava só flabergasted e gobsmacked com a quantidade de mulheres muito feias. Mas era assim, uma coisa de deixar Tati Quebra Barraco parecendo fofa e ninfetesca.

Mas aí Hiro observou que mais impressionante que a presença das barangas (afinal, baranga existe em qualquer lugar), era a ausência das gostosas. E é verdade. Nenhuma, nenhuminha, nem daquele nível camarão de uma Viviane Araújo da vida.

E quanto mais tempo eu fico aqui, melhor eu vou conhecendo meu próprio país.

Chafe e pepinos

Hoje eu acho que entendi o cafe aguado que o povo toma aqui. Eu nunca tinha entendido que era para tomar sem acucar!

O povo aqui passa o dia inteiro bebendo um cha atras do outro, que eles nunca adocam. Para mim isso nao fazia nenhum sentido, afinal eu cresci num pais onde tudo eh entupido de acucar. Os ingleses inclusive acham nossos doces “doces demais”, o que para mim eh um comentario muito esquisito.

Pois bem, hoje foi que eu entendi que chafe com acucar sim, eh uma experiencia deploravel, mas sem acucar, num copao, como cha, ele vira, bem… Um chafe. Nao que eu ache otimo, mas acho que peguei o espirito da coisa, o que ja nao eh pouco. E tomei uma caneca, bem feliz, tranquila de saber que cafe eh cafe e isso eh chafe. Outra coisa. Outro registro no meu cerebro.

***

Aproveitando o tema, eu preciso comentar que outro dia comi cucumber sandwich. Sempre soube que era um classico tradicional ingles, mas nao podia atinar que era isso mesmo. Duas fatias de pao com fatias de pepino dentro. E soh.

Fui num piquenique onde o povo atacou. Eh “refreshing”, segundo eles. Entao ta, ne?

Fluxo de consciência

Hoje é o seguinte.

Estou há muito tempo sem aparecer aqui, acho que estou em falta, estou carente de comentários, tenho vontade de matar blogueiros que não atualizam seus sites então me sinto terrivelmente culpada de não atualizar isso aqui.

Mas não tenho a menor condição de organizar um post com começo, meio e fim. Não vai rolar, estou precupada com um monte de coisas, work experience, dissertação, dinheiro, várias, várias coisas, desde as mais sérias à mais inúteis, como achar que tenho as unhas mais ferradas do mundo e os cotovelos mais ásperos do universo.

Então por isso vou oferecer a quem estiver de bobeira por aí uma carona nos meus pensamentos desgovernados nesse sábado sem sol, ao som da máquina de lavar, sentada na mesinha do menor apartamento do Reino Unido.

Ontem eu e o marido fizemos um ano de casados oficialmente (no cartório) e 4 anos de namoro. Segunda fazemos um ano de casados na festa. Só para se ter uma idéia de como nós não estamos bem, os dois esqueceram a data! Quando recebi um mail da minha mãe com os parabéns foi que lembrei. Casamento no cartório pode não ser a coisa mais revelante, mas 4 anos de namoro? E para piorar, na véspera tínhamos ficado horas conversando sobre casamentos em cartório, contando como foi o nosso e tals, mas não atinamos para a data. Pombas, é muita falta de vergonha!

Por isso os dois desavergonhados compraram uma pizza, salmão defumado e um prosecco e comemoraram assim, na galega, mas comemorando que é isso que importa não é mesmo, minha gente?

Eu tou ficando meio preocupada com a minha dissertação. Já pesquisei bastante coisa, mas cadê que tem estrutura essa pesquisa toda? Cadê que eu sei por onde começar? Por onde ir e como terminar? Não, não sei. Tou tomando coragem para começar pelo meio, passar pelo começo e voltar para algum lugar e depois ficar louca tentando botar os escritos em ordem. Pelo menos eu vou ter começado.

Minha vida não anda interessante, como se pode ver. Minha cabeça anda inquieta. Eu continuo tendo as mesmas idéias de dominação mundial que eu sempre tive. Fazer um podcast, um videocast, um livrocast, escrever mais, ler mais, malhar mais, emagrecer, me cuidar, fazer as unhas. Eu sempre penso as mesmas coisas. Tem dias que meu cérebro é mulherzinha demais. Tem dias que ele está só chato. Eu hoje queria ser produtiva. Produtivérrima. De coisas sérias. Mas quando eu preciso escrever, pensar e ser séria, eu acabo lavando roupa na mão, para ver se elas duram mais do que duas lavagens.

Nessa terra sem tanque, lavar roupa na mão é na pia do banheiro. O secador fica dentro do box para a roupa pingar (eu não torço roupas, é contra a minha religião). Eu rio dessas coisas. Eu devo ser a única criatura nesse país que lava roupa na mão. E que limpa os vidros da janela. Pelo lado de fora. Nunca, em todos esses anos nessa indústria vital eu vi alguém limpando janela. Mas vejo janelas pela rua que você não vê do outro lado. Mantém a privacidade, né?

Eu sou normal!

Eu confundo números, eu decoro telefones pela posição (no dial, na época que se usava dial) ou pelo som das palavras, nunca pelos números. Eu demoro alguns milésimos de segundos para associar o som do nome do número à figurinha do número. Até aí, tudo bem.

Mas aí eu vim para uma terra onde os números têm outras palavras e todos os nomes precisam ser soletrados e as letras têm sons que para mim são tão arbitrários quanto o som de um número. Agá é um H para mim. Oito ser um 8 é uma arbitrariedade. Aigh (ou algo assim) ser um agá/H é tão arbitrário quanto um cinco ser um 5, no meu cérebro. Five ou cinco, tanto faz. Nenhum dos dois faz sentido (na relação com o símbolo 5), então já estou acostumada. A embolação com números não piora em inglês, mas com as letras sim.

Tou tomando uma surra. Tenho que entrevistar as pessoas mas eu nunca sei o nome delas, porque sempre peço para soletrarem e me perco na soletração. Disléxica.

Quando cheguei a Londres, apanhei horrores para achar as ruas dos aptos que estavam para alugar porque sempre anotava o nome com alguma coisa diferente do que seria o certo e ficava horas procurando do lado errado do mapa. Também anotava os postal codes errados de quando em vez.

Agora alguém me indica Fulano para entrevistar e eu tenho que ligar falando o nome bem rápido, para soar confuso e não perceberem que eu não anotei o nome direito. Patética, eu sou patética.

Update:
liguei pro cara e errei o nome. E ele ainda falou “Sou eu, mas o nome não é esse”. E soletrou. E eu entendi errado. E ele soletrou de novo. Oh céus.