Os bebês dos outros

Estou no meio daquela fase em que parece que todos ao redor estão engravidando e tendo filhos, menos eu. Não que isso me deixe muito nervosa, afinal até prova em contrário já arrumei um pai para os meus futuros rebentos (o que convenhamos, é provavelmente a parte mais difícil da história), e com essa história de vir morar na Inglaterra não dá para ter filhos agora. Se eu tivesse ficado lá no Rio, quem sabe?

Enquanto espero a situação ficar mais favorável (ou perder o juízo de vez), fico acompanhando as gravidezes das outras e o crescimento dos filhos dos outros. Que são muitos. E aos poucos vou aprendendo se é bom ou ruim dar chupeta para o nenem, quais as vantagens e desvantagens do parto normal (loooonga história, ainda mais morando nessa terra onde se faz parto com parteira), como decorar o quarto, etc.

Olha só como tem gente parido ou se preparando para parir:

- Felipe já deixou de ser bebê faz tempo, mas eu acompanho a saga dele e dos seus super pais desde o início. Marta é minha amiga há milhões de anos, e quem diria que íamos as duas casar com japoneses?

- A Bianca fez Santo Agostinho ou Puc comigo (agora confundi). Mas reencontrei ela na comunidade de casamento do orkut. Faz tanto tempo que desde então ela já casou, engravidou e teve o Antônio, que tem a maior cara de gente grande (na verdade eu acho que ele tem cara de galã de filme antigo).

- A Julia ainda está no forno e o site da mãe dela tem ótimas idéias de decoração e acessórios maternais estilosos (já descobri até onde comprar mega bolsas de fraldas cool aqui em Londres, como se eu fosse precisar tão cedo…)

- Outro bebê no forno, esse não tem nem nome ainda. O pai do bebê eu conheci na época de Santo Agostinho, e cheguei até o blog pela Marta, acho. E a Erica fez o vestido de noiva na mesma costureira que eu! (ah, esse universo paralelo das noivas…)

Tenho certeza que tem mais bebê por aí que eu tou esquecendo… Quando lembrar eu completo a lista. E enquanto isso aproveito as coisas que eu não vou poder fazer quando o japinha chegar, como sair sem hora para voltar, poder dormir na casa dos outros quando a festa rende, não ter a obrigação de fazer “proper food” todo dia, estudar na hora que eu quiser, e outras pequenas liberdades das quais vou abrir mão muito feliz - um dia, não tão cedo assim.

Update: tem a Laura também, com a talvez-Helena na barriga, mas não tem blog.

Sabe, eu fico tão feliz quando recebo as ultrassonografias dos amigos que parece até que é comigo. Lembro até hoje da Marta falando que o Felipe (aquele quase-homem-feito do primeiro link) estava com 14 cm. Achei gigante. Ai ai, imagina quando for comigo. Eu faço festa quando compro uma bota legal ou tiro “distinction” num trabalho do mestrado. Imagina quando for uma coisa mega importante como um filho. Vou ficar insuportável, saiam de perto!

Update 2: Esqueci a Clara! Eu acho essa menina muito gostosinha, pena que não deu para conhecê-la pessoalmente antes de vir para Londres. Esqueci de citar ela aqui porque não é um blog, mas um flickr, e eu não sou rata de flickr que nem o meu marido. Gosto de sites que têm historinha, sequencia cronológica, textinho, sei lá. Mas é lógico que de tempos em tempos vou lá e fico comentando com o Hiro como ela está bonitinha.

Como se pode ver, eu sou tia virtual de um monte de gente.

6 Responses to “Os bebês dos outros”

  1. Mauricio & Erica Says:

    Ih aih…oh nois aih:-)
    Erica manda dizer que a Glaydes vai ficar zangada se souber que voce chamou ela de costureira:p E alias, como eh que voce sabe que a Erica fez o vestigo com ela?
    bjs

  2. Bianca Says:

    Só hoje li esse post! (Um dos efeitos colaterais de ter filho é ter menos tempo pra visitar blogs). Legal você lembrar de mim e do Antônio. Realmente ele já nasceu com cara de gente grande, acho que principalmente por causa do cabelo e por não ser rechonchudo. Agora galã antigo eu não acho que ele pareça não, acho que ele se parece o Fábio Assunção…rs…
    Aproveita mesmo essa fase sem filhos. Depois também é maravilhoso, mas é outra vida. A mudança é tão radical quanto a passagem da infância pra adolescência. Você perde muito da sua liberdade mas ganha muitas emoções fortes em troca.
    Bjs.

  3. Mart's Says:

    Barbara!

    Puxa, nunca consigo um tempinho pra comentar blogs amigos (as vezes meu marido comenta por mim :)
    Mas um milagre aconteceu e a criancada toda aqui de casa dormiu ao mesmo tempo. Como estou com problema de coluna nao posso aproveitar esse tempo sagrado pra arrumar a casa. Aaaaahhhh, q chato. Entao resolvi visitar blogs! YEY!!!

    Adorei esse post. Pra aumentar a tua lista tem o bebe da Fernandinha (Mingau). A Elisa ja ta grandona dentro da barriga.

    O mundo nao para de pipocar criancas. Eu conheco 6 soh pra outubro!

    Fiquei deprimida com “Felipe já deixou de ser bebê faz tempo”, mas eh verdade…

    Aproveita a vida de casal, mas depois eh bem divertido tb!
    Bjs!

  4. Lia Says:

    Nossa, e eu aqui ainda às voltas com a primeira parte do problema (filho não se faz nem sozinha, nem com qualquer um e nem de qualquer jeito; pensando assim, isso não apenas elimina toda e qualquer possibilidade no próximo ano como reduz drasticamente as possibilidades dessa encarnação).

  5. Anna Says:

    Tem a Clara também, que já é quase uma mocinha de 1 ano..ehehe!

  6. Catarina Says:

    Estamos na mesma fase! Além de quase todos os bebês que você citou, tenho mais cinco na família (três já chegados e dois ainda por vir), duas amigas grávidas e muitas crianças lindinhas! A minha, no entanto, vai ser a caçula da galera…