A blogueira relapsa
Dia desses minha mãe veio reclamar comigo porque não aguentava mais abrir esse site e dar de cara com o post da sopa de ervilha! Imagino que outras pessoas tambem - eu pelo menos, fico puta da vida quando algum blogueiro que eu gosto fica com preguiça de atualizar.
Mas às vezes dá um bode de escrever, um monte de idéias na cabeça e nenhuma paciência para sentar e digitar. Mas aí essas fases passam e eu volto. A fase ainda não passou, mas um dia passa, eu sei.
Mas voltando ao post da sopa de ervilha, fiquei impressionadíssima com a quantidade de comentários! (quase mais do que o Papa). Por isso mesmo, vou aproveitar meu bloqueio bloguístico e postar mais uma receita.
Como eu sempre digo, nessa terra aqui não há grana para comer em restaurante o tempo todo, e por isso estamos, quem diria, aprendendo a cozinhar. A minha luta é para garantir que aqui se coma “proper food”, ou seja, comida de casa - evitar os semi prontos, as pizzas, os hamburgueres e etc. É por isso que eu tou sempre às voltas com lentilhas, saladas, sopas, etc. A definição de “proper food” engloba, por exemplo, um arroz com lentilha que eu fiz semana passada e virou uma gororoba - gororoba ou não, é comida de verdade, saudável e o gosto tava bem melhor do que a aparência, então valeu.
Outra das minhas tentativas foi um quibe de bandeja que ficou bonzão. Pode deixar, esse blog não vai virar um blog de receitas (para isso, vá lá no dadivosa que é bem mais legal), mas não custa compartilhar mais uma aventura culinária quando acontece de ela dar certo. Comos e podle imaginar, todas as nossas receitas são bem simples de fazer, porque a gente não tem paciência nem capacidade para nada complicado e demorado.
Pois bem, para o quibe de bandeja usei um pacote de carne moída (uns 400g, eu acho - nunca olho o peso), uma cebola bem grande picada, um ramo de hortelã, 3 dentes de alho, e tá-dá, cuscus marroquino*, que é maravilhoso e aqui vende em qualquer lugar, já temperado e quase pronto. Usando trigo para quibe normal tem que deixar o bichinho hidratando por um tempo, mas imagino que seja possível usar o mesmo método daqui: ferver um pouco de água, jogar ele lá para hidratar e esperar um pouco.
Misturei os ingredientes todos, mais um pouco de sal e pimenta. Como as quantidades são todas reguladas no olhômetro, não se avexe de colocar mais ou menos de alguma coisa. Pode botar limão também (eu não botei porque o cuscus já vinha temperado). Aí então joguei um pouco de azeite no fundo do pirex (um “pouco” de azeite é relativo, porque eu não consigo fazer nada sem gastar litros), coloquei a mistura ocupando o pirex todo e cortei uns sulcos, para dar espaço para o calor entrar. E joguei mais azeite por cima.
Coloquei no forno médio/baixo por uns 45 minutos. Só isso, e ficou ó-te-mo.
A coisa mais trabalhosa da receita é picar a cebola, o hortelã e o alho, que é um saquinho. Mas isso porque nós somos pessoas estranhas que não têm um processador de alimentos em casa. Sorte que eu tenho um marido de bom humor que fez o trabalho sujo e ficou com os olhos ardendo em prol da nossa alimentação :)
*sobre o cuscus marroquino, acabei descobrindo que é bem próximo do trigo para quibe, o que prova que minha gambiarra não foi tão louca quanto o marido achou num primeiro momento. Cuscus é “durum wheat“, enquanto o trigo pra quibe é, segundo a Wikipedia, “bulgur wheat“, feito de - adivinha? - durum wheat. Tudo em família, é por isso que deu certo.
Update: Hiro achou “bulgur wheat” no Tesco. Modo de fazer: exatamente o mesmo. Ferva um pouco d’água, jogue o trigo lá dentro e espere ele inchar e esfriar.
Maio 28th, 2007 at 8:38 pm
[homer simpson on]
hhhuuummm…. quiiiiiibeeee….
[homer simpson off]
Adoro quibe de panela. Já guardei a receita, algum dia faço a experiência. :D