Quem precisa de atiradores universitários coreanos?
Enquanto isso, na Cidade Maravilhosa…
…Treze pessoas morrem num pega-pra-capar no Catumbi e a vida segue normalmente. Quase toda a Globosat funcionou como num dia normal. Quer dizer, FOI um dia normal.
Update:
Minha mãe ligou para a Globosat para saber como estavam os acessos ao prédio (minha irmã ainda estava no caminho, indo para lá). A resposta foi “Não venha pelo Catumbi não, venha pelo lado do Elevado [Paulo de Frontin]. A rua Itapiru está fechada, mas aí você pega um carro ou um táxi e sobe a rua com a polícia, no intervalo do tiroteio.”
Intervalo do tiroteio? Subir com a polícia? Ah tá.
Update 2:
Vivien, como assim “Acho que em alguns lugares, os encontros vão ser marcados “no intervalo do tiroteio””? Uma vez, há uns bons quatro anos, fui assistente de produção de uma gravação em Vigário Geral. Além de chegar de manhã e ficarmos esperando a autorização do “movimento” para entrar (porque eles tinham que fechar as bocas ou algo assim), tínhamos que sair antes das 17h. Depois disso a polícia chegava, começava o tiroteio e a gente teria que se esconder numa casa até acabar. Ah sim, nós fomos todos com uma camisa com o nome da equipe bem grande, para todo mundo saber quem nós éramos (em outras palavras, que tínhamos autorização para estar lá).
PS: acho que estou ficando velha. Hoje em dia não encararia uma dessas nem amarrada.
Abril 23rd, 2007 at 6:38 pm
Pois é… eu passei pelo Santa Bárbara num dos intervalos do tiroteio, sem nem saber que era intervalo de tiroteio. E se eu não vivesse atrasada e correndo, talvez estivesse no ônibus em que o cara foi baleado.
Sabe qual é o problema do carioca? É que ele acha normal, se acostumou. Bom… talvez seja pra continuar vivendo aqui. Mas eu não me acostumo. No way.
Abril 21st, 2007 at 2:39 am
Coisa de louco mesmo, Bárbara. Eu morei dez anos na Baixada, uma hora conto uns “causos” de arrepiar os cabelos.E o mais doido de tudo, o mais absurdo, é que eu achava meio “normal”.
Abril 20th, 2007 at 3:23 pm
Pois é… Enquanto rolava o tiroteio, eu estava preso no engarrafamento do outro lado do Santa Bárbara (sem trocadilho). A polícia fechou o túnel, para evitar mais mortes por bala perdida. Realmente bizarro… Eu devo mesmo ser louco de preferir conviver com essa loucura do que me mudar para uma cidade mais tranquila.
Aliás, hoje em dia acho que Bogotá, Medellín, Cabul e Tel Aviv devem ser cidades mais tranquilas do que aqui…
Abril 19th, 2007 at 1:14 am
É Barbara… também tô ficando velha e desisti mesmo, abandonei o barco! Quando eu trabalhava na Globosat a minha percepção de violência era tão distorcida que só mesmo depois de seis meses eu consigo perceber o quão absurdo o Rio de Janeiro está ficando. Nunca achei que a empresa deveria sair de lá, pelo contrário… achava que deveríamos tentar resistir, mas isso antes de todas as empresas saírem de lá!
Ninguém quer tomar partido, afinal a pedra é sempre no telhado do vizinho, né?
bjos
Abril 18th, 2007 at 6:33 pm
Seu pai deve ter passado por lá bem mais cedo, pq minha irmã chega no trabalho às 11 horas, se não me engano.
Abril 18th, 2007 at 6:28 pm
Meu pai passa pela Itapiru todo dia de manhã bem cedo, e disse que estava dirigindo distraído e quando viu estava no meio do perrengue… tinha reparado que a rua estava meio vazia, mas não ligou. Contou que acelerou para sair dali por que manobrar ia ser mais demorado… mas esse papo de que a rua foi fechada pela polícia pelo menos pra ele não rolou não.
Abril 18th, 2007 at 3:48 pm
Já escutei que em alguns lugares do Brasil, o pessoal marca encontro assim “antes ou depois da chuva?”. Acho que em alguns lugares, os encontros vão ser marcados “no intervalo do tiroteio”. Jiiisuiis.