TPM

Eu tou com zilhões de assuntos para comentar, desde a van show de horror que eu peguei hoje, até artistas ridículos que se fazem de maluquinhos, passando por confiança no trabalho e uma copeira que passa o dia sem fazer nada (ela é paga para fazer o café, segundo ela), e reclama comigo porque eu não lavei o prato da minha comida ontem.

Claro, ué! Achei que na horda de serviçais que passam o dia inteiro flanando na cozinha vendo uma mini televisão, tivesse alguém que pelo menos fosse pago para isso. Mas nem. Eles são pagos para quê,e ntão? E ainda por cima tem uma máquina de expresso aqui, o que me leva definitivamente a crer que esse povo todo só está aqui porque deve ser “feio” ter um escritório sem várias mucamas. Tem um garoto que fica o dia inteiro abastecendo a máquina de café, e também gente que é paga para colocar papel higiênico no banheiro. Não vejo a hora de voltar para aqueles escritórios de Paris ou Barcelona onde as pessoas lavam a própria xícara, mas não porque a copeira folgada manda. Mas porque ninguém precisa de serviçais inúteis atravancando o caminho.

Por que as pessoas insistem em dar munição para os adversários?

Trechos de uma matéria d’O Globo:

“Após o resultado da votação, um grupo de estudantes a favor da política de cotas invadiu a pró-reitoria de graduação [da Ufes] e iniciou um quebra-quebra no local, chamando os integrantes da câmara de racistas. (…) O aluno de biblioteconomia da Ufes Juliano Luciano Marinho foi espancado por estudantes de escolas públicas depois de provocá-los. Ele teve uma costela fraturada, quebrou o maxilar, cortou a língua e perdeu quatro dentes”.

Não interessa que eles foram provocados, e que o tal Juliano deve ser um imbecil. O ponto é que esses boçais, agindo assim, estão simplesmente pedindo para que os racistas de plantão levantem as sobrancelhas e e digam, com toda a empáfia, que fazer merda, quebrar as coisas e bater nos outros é “coisa de preto”.

Eu poderia ficar horas falando aqui sobre as cotas. Não sei se alguém se interessaria em ler, mas um dia faço isso. Sinceramente, acho que as cotas são uma ótima maneira de, entre outras coisas, se criar uma discriminação formal no país, gerando preconceito contra negros e alunos de escola pública. Do tipo “Ah, só podia ser cota mesmo”, “Putz, que pergunta imbecil, tinha que vir de um aluno de cota”. Ou pior: “O residente que vai me atender no hospital é negro? Hhhmmm, será que ele passou de verdade na faculdade ou entrou através de cota? Não tem um branco aí, não?”

Você já parou para pensar que se as boas universidades mantiverem o nível de ensino que têm hoje, a galera das cotas vai toda sair no segundo ou terceiro semestre? Isso me leva a crer que a exigência sobre os alunos vai ter que cair muito para manter esses 52% dentro da faculdade até o final. E aí, meu amigo, já viu, né?

Brutal

Conversa na quarta feira:

B – Agora que eu estou trabalhando no centro, temos que marcar um almoço…
L – Hoje vou viajar e só volto na sexta.
B – Para onde? Algum lugar legal?
L – Para o meu circuito Elizabeth Arden: Macaé
B – Que beleza, hein? Glamour nenhum.
L – Nenhum mesmo. E na semana que vem, meu único dia livre é segunda feira
B – Talvez eu tenha um compromisso, mas a gente se fala na segunda para eu confirmar
L – Vou colocar um aviso aqui para lembrar
B – Boa! E no almoço a gente marca para você finalmente conhecer a minha casa nova.

Eu já tinha resolvido que ia ajeitar o compromisso para poder almoçar. Na sexta feira um avião cai voltando do circuito Elizabeth Arden. MInha madrinha tava dentro.