Dissonância Cognitiva

Escritório. Um ambiente nas cores branca, cinza-divisória-de-eucatex e bege-porta-de-armário-de-fórmica, sob a luz de lâmpadas frias piscando de velhas, já com aquela cor entre o branco e o roxo. Na Paradiso FM, a rádio “música de elevador e jabá para o seu dia inteiro” que é o som ambiente do escritório, Cazuza canta baixinho o blues da Piedade.

PS: Mas sabe, tou gostando daqui. Falta um pouco de cor, mas está sendo legal.

Update: Será que eu não fui clara? É, acho que não. O Cazuza é justamente a coisa dissonante no ambiente, por causa da letra da música, meio anti-vida-de-escritório, anti-vida-de-pequenezas, estabilidades e etc. Eu era alucinada pelo Blues da Piedade quando era adolescente. Me achava uma pessoa totalmente capaz de ver a luz, de mudar na lua cheia e de amar alguém que não coubesse nos meus sonhos. E até hoje acho que não existe esculhambação maior do que dizer que alguém “veio ao mundo e perdeu a viagem”.

6 Responses to “Dissonância Cognitiva”

  1. Lia Says:

    O cara da ginástica já foi aí?

  2. Paulo Henrique Says:

    espero que a musica do cazuza seja apenas um destaque ironico da situação! pq cazuza é mto bom!
    e talvez.. um dia.. quem sabe.. vc leve “vida facil” haha

  3. Mauro Amaral Says:

    Talvez perceber a dissonância seja sua salvação, não?

  4. Baxt Says:

    Mauro, espero que sim (tou contando com isso :o)

    Lia, ainda não. Sei que rola shiatsu em outro andar. Será que tem ginástica aqui no meião da galera? Quero ver!

  5. Nicole Says:

    Li seus posts sobre Rent e Cazuza e lembrei de um musical brazuca que misturou ambos - Cazas de Cazuza, que vi no Canecão. O pior é que era bom! :)

  6. Lia Says:

    É um moreninho musculosinho que já chega no terceiro andar tocando o terror, “vamulá, galera! todo mundo esticando!”, é surreal.