Essa última semana parece que ninguém foi trabalhar. Mandei textos que ninguém viu e pedi pagamentos que (pelo visto) ninguém pagou. Enquanto isso, os shoppings e a piscina daqui do prédio estavam cheios de gente.
Aproveitei para fazer um monte de coisas chatas: ir na Caixa pegar FGTS de contratos temporários (inclusive um de 2001 que ninguém me disse na época que estava liberado), fiz exames chatos (você já fez uma ultrassonografia transvaginal? ui!), tirei xerox de matérias velhas, coloquei papéis para reciclar, etc.
Mas ainda falta tanta coisa… Sempre falta. Uma vez vi uma entrevista da Fátima Bernardes em que alguém perguntava como ela fazia para conciliar os papéis de mãe, profissional, perua (a parte de se cuidar, o que pode ser um full time job), etc. Ela respondeu algo como: “Tem dias em que trabalho muito bem, leio muito, me atualizo e acho que dei pouca atenção aos meus filhos. Em outros dias fico com os trigêmeos, dou bastante atenção a eles. E aí vou dormir culpada por não ter sido uma boa profissional” Ela concluía que, uma vez que suas culpas estavam bem distribuídas, isso era um sinal de que ela estava equilibrando bem família e trabalho e o resto.
Ai ai, eu não tou preparada para isso. Estou sempre achando que negligenciei alguma coisa. Que não trabalho tanto quanto devia. Que minha casa é uma bagunça (na casa dos meus pais era só o quarto). Que não fiz a unha e que devia estar malhando direito. Que a comida devia ser mais variada.
Para 2006 tenho mais objetivos ainda. Por favor, alguém me salve do meu cérebro!
