Me perguntaram se eu vou à Flip esse ano

Não.

Em primeiro lugar, porque tenho um casamento para ir amanhã à noite. Em segundo lugar estão vários motivos, ou seja, trata-se na verdade de um “segundo lugar fatorial”, se existisse isso.

Ano passado (textos e fotos aqui, aqui e aqui) achei tudo muito interessante, mas percebi que o tema da brincadeira era “tietagem”, e não exatamente “literatura”. Fiquei chateada também quando percebi que os organizadores tinham reservado todos os lugares na tenda onde havia os debates para supostos vips, dando ao público apenas o telão (não que as pessoas tenham se intimidado com isso: elas tiraram fotos de Chico Buarque na tela!) Digo isso porque tentei comprar no exato momento em que as vendas foram abertas para todo o país, e os ingressos estavam “esgotados”. Ah tá.

O gigantismo do evento também me incomodou um pouco. Talvez eu não tenha aproveitado os eventos menos “gigantísmicos” (inventei agora a palavra, e acho que não ficou lá muito boa…), como o circuito off ou a oficina do Paralelos (fiquei sabendo dela tarde demais). Acabei não encontrando quase ninguém, também.

Na verdade, mesmo com tudo isso, estava disposta a ir para lá, olhar barquinhos, rir sozinha da arrogância do Jô, fugir dos restaurantes caros demais e comer muita moqueca, (torcendo para esse ano não ter a infecção intestinal do mal que encarei ano passado). Mas tenho o tal casamento para ir amanhã, e definitivamente Parati não vale que eu volte correndo amanhã cedo, muito menos que eu deixe de encontrar grosas de amigos dos tempos de colégio e ver minha amiga que-já-foi-comunista-e-hoje-é-yuppie vestida de noiva (sim, eu adoro casamentos, por mais que Namorado ache essa uma mania hilária: gosto de ver a noiva entrar na igreja, de olhar as roupas, de avaliar a escolha das músicas, etc. I’m a very old-fashioned woman, sometimes)

Portanto, esse ano ficaremos eu e João Ubaldo no Rio. Se acontecer alguma coisa que preste por lá, me contem.

PS: infelizmente faz tempo que não escrevo ficção, o que me deixa ainda mais distante da brincadeira.

PS 2: ouvi falar de uma galera que está organizando o Flap em SP. Não tenho idéia se vai ser legal, mas gostei da proposta. Adoraria que alguém organizasse um Flop aqui no Rio. Uma coisa down-to-earth, o que é só uma maneira anglófila de dizer “pé-no-chão”: autores que estão publicando seus primeiros livros, debates sobre o ofício de escrever, sobre a literatura no Brasil. Mas uma coisa para quem gosta do assunto, e não aqueles temas todo-mundo-vai-gostar, como botar Ziraldo e LFV para falar de humor (eu vi essa palestra na Flip - bem divertida e não me acrescentou nada).

(acho que vou bolar o programa do MEU Flop. Alguém se interessa em me ajudar a colocar em prática? Alguém? Alguém? Bueller?)

PS 3: Sobre discussões literárias legais, produtivas e pé no chão, gostei desse post, num blogue que eu não conhecia.

2 Responses to “Me perguntaram se eu vou à Flip esse ano”

  1. Paulo Henrique Says:

    Quem agora nos informará sobre os acontecimentos da FLIP?
    Cade a sua responsabilidade profissional de se manter informada, mesmo tendo q abrir mao de alguns compromissos pessoais?
    E nao adianta esconder que todo mundo sabe que tu vais nesse casamento soh pra tentar pegar o buque na frente do teu namorado!

  2. Baxt Says:

    Hahaha, colé Paulo Henrique?

    Se você me contratar como frila para cobrir a Flip, não há problema nenhum, eu vou ;o)

    Quanto ao Namorado, não se preocupe: eu sou fina demais para me acotovelar por um buquê usado. E sou sem-vergonha demais para indiretas: o dia que eu achar que está na hora de casar, vou colocar o moço contra a parede sem a menor cerimônia, hahaha!!!

    (Namorado, quando você ler isso, não se preocupe. Não é agora)