Se cabelo fosse bom…

Querido diário, hoje fiquei quatro horas dentro de um salão. QUATRO HORAS. Deu para entender? Q*U*A*T*R*O horas!! Puxando cabelo dentro de uma touca, clareando, depois escurecendo de novo, e ainda passando creme para ele não quebrar em pedacinhos.

Como as mulheres podem aguentar ficar tanto tempo dentro de um salão, ouvindo conversas de salão, fazendo coisas de salão? Céus?

Levei coisas que tinha que ler para lá, e li. Assim sendo, não foi tempo de todo perdido. Mas nessas horas (quatro! lembra?) me lembro porque tenho preguiça de cortar o cabelo, porque os pintava em casa, e porque toda semana deixo para fazer a unha na semana que vem.

Mas enfim, por que raios dediquei 240 minutos da minha vida aos deuses da vaidade, das paredes de azulejos e do peróxido de hidrogênio em baldes?

Tudo começou quando desisti de ser ruiva. Dá muito trabalho para manter, a cor já estava virando um vinho safado em vez daquele vermelho apoteótico das primeiras vezes e, mais importante: não sou uma ruiva de alma.

Mntenho meu espírito “do it yourself”, joguei um Soft Color clareador nas madeixas, feliz da vida porque ele não mancha a pele nem precisa de luvas, ao contrário do vermelho, que deixa a gente parecendo que mergulhou numa piscina de merthiolate. Só que essa cor é danada de sair. Resultado: manchado. Loiro atrás, vermelho na frente, tonalidades híbridas no resto.

No dia seguinte, contrariando minha irmã e o bom senso que dizem que se deve esperar 72 horas entre um procedimento e outro, mandei ver no clareador de novo. Ficou engraçado: muitas manchas mais, e um jeitão arrepiado-desgrenhado. Irmã disse que eu estava parecendo o bonequinho da Minasgás.

minasgas (2k image)

Já eu achei que o visual renderia uma boa foto de Síndrome, mas acabei não tirando.

syndrome1 (12k image)

Fiquei desfilando por aí desse jeito até que precisei ir a uma reunião de trabalho e achei por bem virar uma mulher castanha novamente. E depois, como o cabelo estava uma porcaria (”danificado”, para falar a língua das embalagens de xampu) cortei curtinho de novo. O castanho estava desbotando e eu voltava a ficar vermelha e machada. Decidi que queria ser loira outra vez e fui ao salão clarear umas mechas e tonalizar e queratinizar e todos esses verbos que nenhum homem sabe o que significa. Nesse exato momento estou morena, de cabelo curto, em processo de clareamento porque com as lavagens a cor do tonalizante “vai abrindo” (mais uma expressão para vocês, meninos!).

Portanto, se me encontrarem na rua e ficarem na dúvida, sim, sou eu mesma. Pelo menos por enquanto.

4 Responses to “Se cabelo fosse bom…”

  1. bruna guimaraes Says:

    tenho o cabelo vermelho pintado, e gostaria de ficar loira como eu faço não quero descolori

  2. Calendas Says:

    Ai… cansei só de ler. Pior é que nem sei se a culpa da tortura que vocês se aplicam é dos homens. A maioria ainda diz "você passou batom?" quando questionada sobre a mudança.

  3. Szundy Says:

    Minha opnião sobre o assunto é:

    Quem vive em função de cabelo é cabelereiro e piolho!

  4. Tato Pedrosa Says:

    Isso, prá mim, é auto-flagelação. Mas que bom que vocês são masoquistas! Sorte nossa.