A tragédia da vida cotidiana cheia de miudezas insignificantes (para quem vê de fora)

A CEG seria seria uma excelente piada se eu estivesse vendo daqueles filmes em que a graça é simplesmente observar o personagem se foder, como “Um dia a casa cai” e “Duplex”. Portanto, acho que vale a pena contar a historinha para que os outros possam rir um pouco, antes de entrarem no banho quentinho.

Estou há 4 semanas tentando instalar o gás no apartamento de Namorado. O primeiro ato da tragédia consiste em ligar para a CEG, que jura: “em três dias úteis o gás estará instalado”. Uma semana antes, tínhamos ligado para a Light, que tinha dado a mesma resposta e - surpresa! - cumprido perfeitamente o prometido.

Mal acostumados, chegamos no apartamento no fim de semana (cerca de 5 dias úteis depois) e nada! Por sorte, Namorado ainda não mora lá. Semana seguinte: marcam três dias depois para ir lá e fazer a ligação. Quer dizer que era preciso marcar para alguém ir lá? Então como caralhos eles tinham dado a resposta de “estará ligado por mágica em 3 dias”?

No dia, chega um rapazinho Wellington-like, com os cabelinhos cortados a máquina e pintados de loiro (tipinho típico urbano) e, louco para ir embora almoçar, diz que não pode fazer nada porque tem ar no encanamento. Como assim? Nunca ouvi falar nisso… “Então vamos lá agora, o pessoal do condomínio tira o ar e você instala!” tentei. Mas o compressor não estava disponível, nosso Wellington picou a mula. Depois fui descobrir que ele devia ter instalado a porra do aparelho, já que estava lá, mas malandramente se fez de morto e foi embora.

Na mesma tarde, voltei ao apartamento para ficar 15 minutos ouvindo o barulho muito alto do compressor na cozinha. Ar tirado. A nova visita já estava agendada para o dia seguinte.

No dia seguinte, ligo para a CEG para confirmar: “estaremos agendando sua visita em 72 horas”. Como assim?? Gritei, berrei, esperneei, ameacei fazer uma matéria sobre a CEG, colocar outoors na cidade, etc. A supervisão ficou de me ligar. Esperei um pouco e liguei de novo. Gritei mais. Liguei mais uma vez. Juraram que o cara ia naquele dia. Não foi, é óbvio.

“Namorado, agora é com você. Se o apartamento fosse meu eu mandava todos eles tomarem no cu e comprava um chuveiro elétrico!”. Namorado marca para hoje. Passo o dia em casa feito uma idiota, vestida e de sapatos, pronta para sair a qualquer momento. O sr. Everton Adriano liga para o cara do condomínio para pedir o CPF do Namorado para fazer uma ficha de sei-lá-o-quê. Para fazer a instalação amanhã. Mas amanhã não vou estar em casa! Passo o número de Everton Adriano para Namorado.

Ele, sempre calminho, bate um papo com o moço e pede prioridade. E eu? “Vou estar no aguardo desse novo capítulo do super-atendimento-CEG”. É por isso que odeio monopólios. E é também por isso que não posso andar armada.

3 Responses to “A tragédia da vida cotidiana cheia de miudezas insignificantes (para quem vê de fora)”

  1. Maitê Says:

    Olá amigo(a)jornalista!

    Meu nome é Maitê Mendonça, estudante de jornalismo. Junto com a jornalista Rafaela Lombardino, radicado nos EUA, criamoso portal Focas Unidas, que procura reunir jornalistas e estudantes de jornalismo.

    O projeto iniciou-se com uma parcela blogueira, mas mesmo quem não tem uma página, ou possui um site, está convidado a participar.

    Divulguem caso sentirem necessidade e apreciarem nosso trabalho

    Abraço

    Maitê

    http://focasunidas.translatedlyrics.com

  2. Tato Pedrosa Says:

    Putz… e pensar que já me peguei de frente com uma loja de móveis que não me entregaram o sofá na data prometida…

  3. Cristiano Dias Says:

    Sabe qual o segredo do sucesso? Não se fazer de morto. No mundo empresarial de cego que não se faz de morto é rei.

    Mas não desista. Minha conta de gás em casa é uma piada de tão baixa. R$ 17. Se botar tchobeiro elétrico pagarás muito mais.