Recorrente
Só o Zander mesmo para me mandar o link para uma comunidade do Orkut que reúne perfis de gente morta e discute a impermanência da vida. Um puta Memento Mori que me deixou como sempre fico: pensando na vida.
(Sabia que eu passei a anotar todas as minhas senhas de internet? E avisei meus pais onde o papel está guardado)
Entrei nos perfis para ler os scraps - é claro que tem derramamento de hipocrisias de gente que vira amiga de infância depois que o cara morreu. “Eu te amo”, então, é commodity. Para ser amado, nada como morrer. Infalível.
Mas não era sobre isso que eu queria falar. Fiquei intrigada com o fato de que as pessoas vão embora, mas a existência que elas continuam tendo na cabeça dos outros é tão real que é quase física. Muita gente vai nos
Fico feliz por existir essa maneira tão palpável de manter um certo contato. E fiquei pensando com meus botões se o fato de algumas pessoas morrerem mais devagar que outras faz alguma diferença na entropia mundial. Hoje mesmo Namorado me mandou um link sobre consciência global, e eu na hora comentei: “Coisa de Fervil”.
Espero que quando for a minha vez, eu também consiga morrer devagar. Não o corpo, esse tem que ser bem rápido, para não doer (sou tão resistente a dores rápidas quanto intolerante para dores contínuas). Mas permanecer por aqui é o que quase todo mundo quer, apesar de ser privilégio de quem consegue descobrir e praticar sua “unicidade” (capacidade de ser único - não sei se o termo existe, mas para mim existe).
O que me deixa curiosa é imaginar se isso vai fazer alguma diferença para mim, do lado de lá. Bom, um dia eu descubro. Sem pressa nenhuma, afinal, preciso de tempo para praticar minha “unicidade”.