Dai-le-ô!!!!!

Enquanto faço a digestão da ceia de Natal, brinco com os presentes que ganhei e penso no que escrever no próximo post, divirta-se com essa animaçãozinha GENIAL!

http://www.interactiveminds.com.br/daileon.swf

Ah sim! Vi Os Incríveis. Achei ducacete, como já sabia que ia achar. Preste atenção nos créditos do final – totalmente “Pantera Cor-de-Rosa”.

Como sou absolutamente levada por popices de boa qualidade, já estou louca para ver a continuação (no final do filme a gente vê que ele foi feito para ter um “Os Incríveis 2″).

Mas não é só isso! Também fui completamente manipulada pelo trailer da “Fantástica Fábrica de Chocolate“, a ponto de passar uma tarde cantando “Willy Wonka! Willy Wonka! And the amazing factory!” (Namorado também ficou repetindo a musiquinha ad nauseum) e ficar curiosa para ver os Oompa Loompas (mas acho muito estranho um Willy Wonka sexy desse jeito… ;o)

Eu, que me acho tão esperta por não cair em armadilhas consumistas, por não acreditar em publicidade, por ser feliz sem ter um carro e tudo o mais…

…caio nesses teasers direitinho.

All you need is love…

Dia desses eu estava pensando: “Caraca, eu tenho o melhor trabalho do mundo: minha obrigação é pesquisar coisas divertidas, matar minha curiosidade sobre milhões de assuntos, fazer perguntas e ainda escrever sobre isso!”.

Mas quando tenho que marcar entrevistas e correr atrás de fontes e etc, aí me lembro da parte chata. Definitivamente, marcar entrevistas é a parte insuportável do meu trabalho.

É impressionante, mas as pessoas mais fodas, mais ocupadas, que estão por cima da carne seca costumam ser as mais acessíveis – são as que dão o próprio celular, que falam com você quando estão na cadeira do dentista, que arrumam tempo no meio da finalização de um filme.

Por mais ridículo que pareça, são justamente as celebridades de segundo escalão que se acham boas demais para falar com uma revista que é a segunda maior circulação do Brasil (desculpaê o comentário Bozó, mas não aguentei). Ninguém precisa querer falar com a imprensa todo dia, mas não dê desculpas cretinas, né? Até porque o dia que estiverem lançando um livro, filme ou disco, vão pentelhar o *meu* saco querendo aparecer.

Por isso, começo aqui uma Campanha a Favor das Pessoas Fofas, mais e menos famosas:

Todo mundo do Pato Fu
Zeca Camargo
Soninha
Jorge Furtado (foi ele que falou comigo da ilha de edição)
Danton Mello
Susana Werner
Pereio e Zé do Caixão – surreal eles entrarem numa categoria que inclui as fofas-mor Fernanda Takai e Soninha, mas os dois foram tranquilos. Infelizmente ainda não me mandaram as respostas que eu pedi…

Para aos que acham que têm o rei na barriga, um mail curto e grosso é mais do que suficiente.

Eu preciso aprender a ser só… (Ou a não ser. Ou a ser… Sei lá, seu ministro deve saber)

Depois de tanto tempo trabalhando em casa, finalmente estou sentindo falta de gente. Não que eu queira voltar a trabalhar naquelas salas de andar inteiro, cheias de gente falando, interrompendo, fazendo barulho. Mas queria ter hora do café, almoçar com pessoas diferentes, sair do trabalho direto para um chope. Sem precisar marcar, combinar, escolher hora e lugar, ir até lá.

Eu passei a vida estudando em um colégio gigantesco (Sto Agostinho), onde dava para conhecer muita gente e mesmo assim depois de anos não ter a menor ideia de quem eram Fulano e Beltrano que se formaram comigo. Depois fui para a Puc, com aquele Pilotis e aulas de créditos – cada matéria uma turma diferente. Não era bom para fazer amigos, mas para fazer conhecidos era ótimo. Formada, fui parar na Globosat. Um prédio inteiro, mais de mil pessoas trabalhando lá, dava para encontrar gente e botar o papo em dia no restaurante ou na máquina de café. Eu conhecia pessoas que não me conheciam e tinha gente que acompanhava minha vida sem que eu soubesse quem era.

Tá dando para entender? Até quando cheguei na blah! estranhei, porque era uma empresa de menos de 100 pessoas, um banheiro, um andar, um ambiente só. Mas me adaptei. E depois me adaptei a ficar em casa sozinha. Não é horrível, angustiante, desesperador como eu achava que seria, quando estava na faculdade. Na boa, às vezes é muito bom.

Uma observação: amigos eu tenho, alguns, amigos de verdade, aqueles para guardar do lado esquerdo do peito. Não rejeito se alguém quiser entrar no grupo, mas não preciso de mais. O que está fazendo falta agora é gente para encontrar. Que nem esse pessoal que tem grupo de poesia, que está sempre no Cine Cachaça ou que vive na Maldita. É só chegar – não precisa marcar, vai ter gente lá.

Na Globosat, trabalhei com um cara que era onipresente nas nights do Rio. Acho eu que até mais do que o famoso Sady. Ele chegava em qualquer lugar e encontrava um monte de gente, arrumava carona de volta para casa, emendava numa festa no apartamento de alguém e era isso aí. Tudo bem, eu não sou assim, sou bicho do mato mesmo, gosto de ficar na minha, quieta. Vivendo nos lugares ultra populosos que eu sempre vivi, isso não dava problema. Mas agora eu ando falando com muito pouca gente. Danou-se, será que eu vou ter que virar uma pessoa social?

Tenho um problema muito sério, que deve ser herança de quando eu era uma criança freak (ou seja, até a oitava série): eu sempre acho que estou incomodando, que estou sendo entrona, metida (olha o vocabulário: “metida”. Só criança fala assim, ou seja, está provado que é trauma de criança). Antigamente eu achava de tinha que socializar, e era uma angústia horrível, eu chegava em algum lugar e ficava achando que era anti-social, uma monga, que eu já tinha que ter falado alguma coisa, me martirizando. Depois descobri que se não estivesse à vontade, podia ser anti-social mesmo, ficar quietona só olhando. A vida ficou muito mais fácil.

Mas será que a moleza acabou? Será que agora tenho que tentar ser social de novo? Quero não. Não tem como falar com as pessoas e ser quietona ao mesmo tempo?

-Siga seu coração, jo… / – Eu sei, porra! Você só sabe falar isso, Mestre dos Magos? / -…

Fazendo as coisas com tesão, o resto todo dá certo. Até a egomania e o exibicionismo de uma menina de cabelos vermelhos podem render dinheiro. Como?

Bom, todo mundo que tem o hábito de visitar fotologues, ou a curiosidade de ouvir quando seus amigos estagiários se apaixonam remotamente, já viu algumas das milhares de fotos da Marimoon. Aquela menina que sempre tira fotos de si mesma, praticamente do mesmo ângulo, tendo sempre o cuidado de sair muito bonitinha em todas elas. Self made celebrity, sacolé? Tipo Daltony (I make it myself).

Aí você se pergunta: por que raios eu resolvi falar aqui de uma menina que todo mundo já conhece? Porque reverter todo esse culto à própria personalidade em e-business é muito legal. Nada revolucionário, mas ela fez uma loja online com os produtos que usa nas próprias fotos. Alguns, inclusive, fabricados por ela mesma, como toucas de pelúcia com orelhas de gatinho. E adivinha quem é a modelo de todas as fotos ilustrativas dos produtos? Pois é. (como eu não acompanho a vida da moçoila, só fiquei sabendo da Mooncorp hoje, visitando fotolog dos outros. Mas acho que a loja já é bem velhinha).

Logo imaginei ela sentada na tampa da privada fechada, explicando para a mãe seu plano de dominação mundial:

“Pois é, mãe, eu vou me tornar uma celebridade internética fazendo fotos de mim mesma usando roupas sexy, quase todas naquele plongé clássico, olhando para a câmera no alto com cara meio de submissa meio de docinho, porque sei que isso funciona muito bem com qualquer homem. E aí depois de aparecer na tv e de ter várias comunidades no orkut me amando ou me odiando, vou montar uma loja virtual para vender roupas iguais as que uso nas fotos, mas que não fazem o menor sentido num país como o Brasil, como aquecedores de braços… O que são? Imagine uma polaina listrada que você coloca no braço. É isso. Então, como eu estava dizendo, vou continuar pensando em novos produtos. Quando a marca Marimoon for realmente forte, abro minha primeira loja física. E depois parto para um sistema de franquias, que nem a casa do pão de queijo.”

ps: é claro que tem gente que entra numas de questionar se ela é ridícula (o que acaba sendo engraçado para caramba também). Mas na boa, acho o máximo a cara de pau que ela tem para explanar “me achem o máximo e pelem meu saco”. E o mais genial é que muuuita gente atende prontamente ao chamado. Portanto, se todos estão felizes sem incomodar ninguém, quem sou eu para falar mal, ora bolas?

Culpa.

Tem dias que as coisas ruins parecem péssimas e as irritantes se tornam mais irritantes. E as boas subitamente não parecem boas o suficiente para compensar tudo o que é ruim e irritante, então eu fico muito mau humorada e muito nervosa. Mas tenho noção de que isso passa rápido porque sei, pensando friamente, que as coisas boas ultrapassam de longe as ruins. Mas a questão é que além de achar tudo ruim e ficar meio desesperada, ainda me sinto culpada por estar achando tudo ruim quando muita gente vive uma vida muito pior do que a minha. Eu tinha era que parar de choramingar e tomar vergonha na cara porque tenho tudo e fico aqui reclamando quando não tenho porque reclamar. Eu deveria me envergonhar disso.

E viva nossa cultura judaico cristã. Culpa para todos, em todos os tamanhos, cores e modelos.

O mundo seria melhor se as pessoas resmungassem mais

Deixa eu explicar: faço parte de uma lista de discussão. Pessoas mandam spams e tentam vender celulares na lista. Eu reclamo e pessoas ficam putas.

Alguns realmente não dão bola para emails inadequados, mas tem quem não goste – esses engolem as reclamações. Porque não querem – como eu – ser tachados de ranzinzas.

Nós temos um medo muito grande de desagradar. Mas ao mesmo tempo, não temos medo de incomodar. Deu para entender a diferença? Basta entender que resmungões desagradam, malandros incomodam.

Tenho a teoria de que se todo mundo reclamasse de gente que fura fila, tenta passar sua frente no trânsito (entra por fora e tenta passar você quando o sinal abre, por exemplo), vendedor que não quer trocar roupa, etc, o mundo seria melhor. Afinal, os espertinhos iam se aporrinhar tanto para conseguir fazer suas espertezas que pensariam três vezes antes de começar.

Namorado discorda: ele acha que o planeta se tornaria inabitável.

Sei lá. Mesmo sem ter certeza se tou certa, continuo fazendo a minha parte :o)

[Um update rápido: resolvi parar de criar caso e sair da tal lista]

Porque não gosto de batom

Queria muito que alguém inventasse um batom funcionasse como esmalte – secasse e ficasse quietinho na boca. Não precisaria durar uma semana (ou três dias, como no caso das minhas unhas) – bastaria não ficar saindo nojentamente por aí.

Copo com batom, namorado com batom, roupa de namorado com batom (e se manchar?). Vulgar, feio, nada prático. E é claro, graças a essa cagada toda, 10 minutos depois de fazer a maquiagem você está sem batom nenhum.

Dia desses, me arrumei para sair e, na porta da rua, bateu uma fome – pensando em comida rápida, para comer no caminho ou em pé na cozinha, peguei uma banana.

Banana mordida com batom rosa! Isso dá ânsia de vômito e é absolutamente imoral!! Ecati.

…e isso, amiguinhos, é a vidinha fútil e pequena de qualquer mulher.