Ho! Ho! Ho! Ho!
Quem costuma vir aqui já está careca de saber que eu morro de medo de animatronics (e de animação computadorizada antiga e atores de teatro infantil, mas isso é outra história).
E eu achava, até hoje à tarde, que já estava escolada em bonecos apavorantes que se mexem, que já era uma adulta, e blá blá blá.
Nada disso! Hoje me deparei com um boneco gigantesco, horrendo, narigudo, falando com uma voz cavernosa e fingindo que tocava um teclado proporcionalmente enorme, vestido de Papai Noel na praça central do Downtown. Muito medo.
E o pior é que as crianças vieram correndo de todos os lados para ver aquilo! Elas corriam na direção do barulho de sinos sintetizados e seguiam o som das gargalhadas bonachonas gravadas. Como assim? Não era para elas estarem fugindo desembestadamente daquele aborto elétrico?
Apesar do frio na alma da minha espinha (tenho certeza que você, com sua capacidade de abstração, vai entender o que é a alma da espinha), subitamente entendi porque a molecada de hoje não tem medo de nada, e ri dos filmes de terror que a gente via quando era pequeno e depois ficava sem dormir direito uma semana.
Se eu, aos dois anos de idade, tivesse culhão para encarar um Papai Noel daqueles sem fugir apavorada - ainda por cima sorrindo -, não teria me assustado no trem fantasma do Tivoli Park, e muito menos sairia correndo da Conga!
Dezembro 1st, 2004 at 7:50 pm
E ficaremos no aguardo das outras duas histórias. :-)
Novembro 30th, 2004 at 11:05 pm
E o teu espirito natalino? Cade?
Novembro 30th, 2004 at 10:41 pm
Putz! Conga! A maior prova do valor inestimável do hábito feminino da depilação (nos países aonda isso é um hábito claro).