Duda X Cora, 1.000 a zero para ela
Quem me conhece sabe que eu costumo implicar com aquelas colunas da Cora em que ela simplesmente ganha um gadget, tipo um mini ipod ou um celular com câmera, e passa vários milhares de caracteres dizendo como esse gadget é legal. É claro que eu queria um emprego desses, mas não acho que seja lá muito jornalístico…
Mas esse post não é para falar mal da moça, e sim para comentar que o texto dela de ontem está ducacete - está longo, mas recomendo ler até o final. Se alguém quiser seguir o conselho do PS, melhor ainda.
Um comentário descontextualizado: Foi ela que escreveu um dos livros que eu mais gostava quando era criança, o Sapomorfose. E ainda por cima ilustrado pelo Millôr, que eu não tinha a mais remota idéia de quem era - mas pelo visto eu já tinha bom gosto.
Agora, um comentário contextualizado: Vc já parou para pensar no absurdo que é comprar um cachorro ou gato cheio de pedigrees, caro, cheio de complicações (bicho de raça pura sempre tem algum problema potencializado pelos cruzamentos), enquanto tem um monte de bichos simpáticos e carismáticos (e bem mais resistentes e inteligentes) desesperados por uma casa lá na Suipa? (ninguém aqui em casa é São Francisco nem Brigitte Bardot, mas nossos gatos foram todos adotados da rua, em vez de dar dinheiro para essas lojas cruéis de shopping…)
Novembro 2nd, 2004 at 11:16 am
‘pera, como é que criança adotada veio parar nessa história?
Eu não adoto gatos porque eles já estão crescidos. Não existem filhotes no abrigo de animais, ao menos não aqui em Genebra. Então, se eu quiser um filhote, compro um.
E dizer que gato não serve pra nada é uma puta babaquice. Cachorro serve? A menos que você seja pastor de ovelhas ou policial, também não "serve" pra nada.
Novembro 1st, 2004 at 1:55 pm
Questiono também essas colunas de exibição de gadgets, e concordo com você: nessa "carta ao Duda" a Cora matou a pau ! Quanto a SUIPA, eu já acho que a coisa não é tão assim, mas tudo bem… Um site legal que busca ajudar cães, gatos, etc é este aqui.
Outubro 31st, 2004 at 10:13 pm
Olá! Tudo bem, Barbara?
Vim agradecer a sua visita, além de tirar a sua dúvida: Pica Pau 86 foi uma denominação curiosa utilizada pela TVS (ou SBT, como queira) para mostrar novos desenhos do Pica Pau. Quer dizer, novos em termos: eram desenhos mais recentes, concebidos a partir do final dos anos 50. Com o tempo, os "novos" também se repetiram a exaustão, e tudo voltou a ser simplesmente Pica Pau.
Em tempo, não tenho nada contra a Cora. Mas a conheço pouco, além das páginas do Globo e do blog. Enfim, jornalista é uma raça bastante discutível… :-P
Grande beijo!
Outubro 31st, 2004 at 4:33 pm
O legal de comprar um cachorrinho de raça - acabei de comprar um scottish terrier que batizei de Nietzsche - é que, além de decidir que cara seu novo companheiro vai ter, você pode prever o comportamento e as manias do animal. Essa exatidão cresce junto com o valor do pedigree.
Pedigree não existe necessariamente para se tirar onda, mas sim como um atestado de que aquele animal é um perfeito representante da raça.
Sim, porque um cachorro é um animal e ideal mesmo seria criar uma colônia de férias para os cães abandonados da Suipa.
Senão vejamos: o que, além do orgulho burguês, justifica que jovens casais recém-aptos a ter um filho efetivamente engravidem, em vez de adotar uma criança abandonada em um orfanato?
Ademais, gato é uma merda e não serve para nada, além de comer e cagar. Se é de raça ou não, isso não faz a menor diferença.