Que Pepe LePew o quê! Nossos gambás são muito mais divertidos que os gambás dos outros!

Quase todo mundo que mora em casa na Barra já está acostumado com a convivência com os bichões, que passam a noite toda andando para lá e para cá nas nossas casas. Os gambás, por alguma razão misteriosa, não arrumam problemas com os gatos (o que me deixa bem tranquila, porque se eles resolvessem brigar, com certeza minhas gatinhas iam levar a pior), não se esforçam em ser silenciosos e de vez em quando caem de cima de uma árvore (meu irmão adora a barulheira, já que janela dele fica virada para as árvores-trampolins-involuntários).

Eles também comem qualquer fruta que você deixe exposta e se enfiam debaixo da máquina de lavar roupa de vez em quando. Isso quando um filhotinho não entra no quarto de empregada e fica tocaiado num canto. Aí surge o seguinte problema, para quem não sabe: o bicho não é fedorento. Só quando fica com medo.

Então, se um dia você tiver um gambá preso em um canto da sua casa, encare o fato que vai ter que agir como os pais do Juquinha naquelas piadas (que o Juquinha tem um problema e os pais não podem contrariá-lo, lembra?). Porque se o bicho for contrariado, ele vai soltar o perfume de defesa e sua casa vai ficar empesteadinha.

Bom, mas o mais interessante sobre gambás não é nada disso. Nem o tamanho - os maiores têm o tamanho de um gato gordo, e um rabo do mesmo comprimento. É a a atitude de absoluta superioridade. Um gambá anda devagar e tranquilo, não importa a que distância esteja de você. Ou seja: é ELE que está no controle da situação. E se ele está no controle, eu penso, deve ter alguma razão. Alguma razão que eu não sei, mas ELE sabe. Por via das dúvidas, é melhor obedecer, pular fora e dar espaço para quem manda.

É sério :o)

Namorado entendeu o que eu queria dizer esse fim de semana. Saiu para pegar alguma coisa e quando voltou para a cozinha:

- Barbara, gambá é sinistro.
- Como assim?
- Pô, vi um gambá enorme, maior que um gato, em cima do telhado. Ele olhou para mim, ficou me encarando, virou e foi embora. Cagou para mim.
- Eu não falei?
- Pois é, totalmente superior. Tou com medo agora.

…mas ao que parece, todo mundo convive pacificamente com os gambás. Nunca ouvi falar em nenhum problema envolvendo nosso amigos feiosos e apenas ocasionalmente fedorentos. Só quando algum segurança do condomínio mata um para levar para casa e comer. Mesmo nesses casos, os gambás continuam na posição de bonzinhos, ainda que um tanto arrogantes.

Bom, se você quiser ver a carinha deles, o Paulo colocou fotos de vários na sua página no Multiply. Os daqui de casa são iguaizinhos, mas nós nunca conseguimos tirar fotos tão boas. Não sei em que condomínio ele mora (pois é, aqui não se mora num bairro ou numa rua. Você sabe onde estão seus vizinhos pelo condomínio…). Mas a história é a mesma: comida de gato disponível, nenhum cachorro para pentelhar, e antigamente tinha frutas também. É tudo o que você precisa para de vez em quando ver uma fileira de gambás passeando sobre seu muro. É até fofo: uma gambazona seguida por 4 filhotinhos.

Como resolvi que não vou me cadastrar no Multiply (o Orkut já é mais do que suficiente para mim), não pude comentar as fotos dele. Portanto, Paulo, se você vier parar aqui, me diga: de onde são os seus gambás? :o)

4 Responses to “Que Pepe LePew o quê! Nossos gambás são muito mais divertidos que os gambás dos outros!”

  1. Szundy Says:

    Uma vez uma gambá morreu entre o telhado de amianto e o forro do teto aqui do laboratório (a PUC é outro point de gambás). Com os dias passando, o sol batendo no telhado fez a coisa ficar como um microondas, e a carcaça da bicinha foi cozinhando. Se você acha que gambá fede espera para ver gambá morto e cozido.

    Mas no meio desse drama todo, fiquei sabebdo da seguinte histório. Parace, que no interior de Minas, quando um gambá (ainda vivo) fica entocaiado em algum lugar, o matuto local, usa um pano embebido em cachaça para tirar o bicho da toca. O lance é que ao sentir o cheiro da birita o gambá avança no pano e fica cheirando e mordendo o trapo até desmaiar. Viria daí a expressão "bêbado como um gambá".

  2. Leila Says:

    Tente dormir num quarto com alguns gambás passeando no forro de madeira. É de enlouquecer. Só mesmo caçando, para ajudar no fome zero. Bjs.

  3. Dudu Says:

    Laranjeiras também tem seus gambás. Toda noite eu via um, ENORME, passar andando sobre o muro que fica em frente a janela da minha sala.

    Segundo os porteiros do prédio, esse gambá mora na mata atrás do instituto de educação de surdos (vulgo "surdos e mudos"), e toda noite atravessava o muro para comer restos de comida de um "hotel" que funcionava ao lado do meu prédio. Desde que fecharam o "hotel", o gambá sumiu. Deve estar comendo em outra freguesia

  4. juca - ? - Cancer - 40 Says:

    ???????????????????????