Escrito em algum momento da madrugada de ontem
Os papos com a Julie. O filme bobo que passou no ônibus São Paulo-Rio (Sweet November, aquele da moça que quer levar a vida um minuto de cada vez, porque tem pouco tempo de vida), e agora o Fervil.
Morte, morte, morte.
Uma quase morte, uma morte anunciada de mentirinha e uma morte de verdade, escrota, idiota, estúpida.
Uma pessoa que diz que depois de um câncer, entende a (des)importância das coisas. Uma pessoa que, durante o câncer, resolve fazer tudo pelos outros e por si mesma. Uma pessoa que, ainda bem, tinha um gosto enorme pela vida e sempre fez questão de aproveitar as coisas. Que vivia no futuro, mas no presente também, graças a Deus, senão a história seria ainda mais triste.
E eu tou aqui, que nem uma boba, um cachorro no meio do jogo de tênis, olhando de um lado pro outro, tentando acompanhar a história e entender alguma coisa.
Acho que entendi. Agora é ver o que vou fazer com isso que entendi. E pensar que essas pessoas ficariam felizes em saber que me ajudaram, incluindo até o cara que programou o filme para passar no ônibus. Para uma delas eu posso contar. A outra eu não conheço, e com a terceira não vai dar para falar.
Agosto 3rd, 2004 at 11:42 pm
Quem ainda diz que Orkut não tem sentido não leu ainda o belíssimo scrapbook na página do Fervil, que não conheci, mas admiro só por ter lido os textos que seus muitos amigos escreveram por lá. Ah, a vida.
Julho 29th, 2004 at 8:03 pm
Mesmo sem conhecer o Fervil senti muito pelo acontecido, e por várias razões. Primeiro, porque tengo vários amigos que eram amigos dele; segundo, porque é mais uma prova do total descaso das autoridades com o problema da (in)segurança do Rio; e porque ele parecia ser um cara legal.
Não é à toa que não estou muito ansiosa pra voltar a morar aí… :(
Ah, obrigada pela visita ao Noites. Volte sempre!