Parati sem trocadilhos, parte 1

Voltei de Parati com a alma lavada, mal dormida, bem comida, cheia de idéias pré concebidas (concebidas lá) e uma série de perguntas. Ou seja, normal.

Para começar, é bom esclarecer que o primeiro que fizer um trocadilho com o nome da cidade ganha a morte lenta e dolorosa ainda que esta seja a última coisa que eu faça. Idem para quem disser que a cidade é “fofa” (porque é fofa mesmo, tão fofa que no domingo à tarde, a simples menção desde adjetivo já nos dava coceiras), e para quem fizer qualquer comentário tietesco em relação a Chico Buarque.

Pois bem, vamos aos fatos. As fotos estarão em breve, seja lá o que “breve” significa nesse único canto do mundo onde quem manda sou eu (é mentira, são os deuses do html e do servidor, mas me deixem quieta com a minha ilusão).

Em primeiro lugar, Parati é longe. A estrada é tão chata e cheia de curvas que em determinado ponto você já está realmente se questionando se literatura e casas coloniais são realmente uma coisa tão legal. Se eu soubesse que ia comer tão bem, talvez tivesse tudo mais boa vontade (por 100 metros, talvez. Minha boa vontade em viagens de carro é sempre uma coisa bem limitada). Recomendo uma pizzaria fofa (ai! Tá vendo? É só dar mole que essa palavra pula na minha frente!) que esqueci o nome, o restaurante Caramujo, na praça antes do centro histórico (moqueca de lula com camarão – peça farofa de dendê porque eles não incluem) e o Bar do Netto (risoto!), lá no final da Rua da Lapa. O Brik a Brac é fofo, mas a comida chega nem perto da comida roots dos restaurantes com paredes de azulejos. Passe lá para comer comidinhas, aperitivinhos e coisas que terminem em ‘inho’. Só. Os pratos de frutos do mar citados têm preços honestos e são absolutamente cheios de bichinhos mortos. Muitos, muitos!

Sábado fez muito sol, depois choveu muito e eu e Bruna passamos o dia com os tênis e meias encharcados. Descobrimos também que calças de bocas largas são uma idéia de merda numa cidade alagada. Fiquei com a calça molhada até o joelho. O dia inteiro. É uma sensação desagradável cruzar a perna e tomar um banho da própria boca de sino encharcada, mas acontece. Descobri porque veteranos de guerra falam tanto sobre meias secas. Mas o que fazer quando você não tem um par extra de tênis secos?

Eu e Namorado ficamos na pousada Britannia – a planta mais esquizofrênica de Parati, excelente custo benefício, muito perto do centro. Bruna ficou no albergue, onde deu um recado para o Inagaki, que não apareceu na frente do trailer de pastel. Ou apareceu e foi embora, porque nós atrasamos um pouquinho. Prefiro a primeira versão.

Em “Parati sem trocadilhos, parte dois”, tudo sobre o gol de Chico Buarque, sexo com Paul Auster e Bruna na festa do Chico.

4 Responses to “Parati sem trocadilhos, parte 1”

  1. Bruna Says:

    Olá, baby. Incríveis conversas regadas a vinho!!! hahahhaah
    Foi divertido. Vamos ano que vem? Mas só se for pra sentar na mesa dos palestrantes e falar com cara de sono:"tietagem literária é um saco"
    beijosss

  2. sérgio Says:

    ei bárbara, adorei o novo leiaute…
    hum, queria ter ido para parati… mas é tãaaaaaaaaaaaao longe de natal…
    muito bom… como eu sou muito chato o meu está pronto, mas eu ainda não o considero perfeito…
    hheheh gostei muito também da comunidade do barril do pica-pau… era o meu desenho favorito…
    vou entrar nela imediatamente

  3. Calço 36 Says:

    1. Acho que só eu não estive em Paraty neste final de semana. E tenho casa lá. Diz o adesivo: a inveja é uma merda.

    2. Fala sério que foi vc sozinha quem fez esse layout bacaninha pro seu blogue, Barabarão!

    3. Beijos

  4. Inagaki Says:

    Putz, a Bruna sobre quem você se refere é a Bruna Beber? Eu nem cheguei a falar com ela, ou, se falei, nem sabia quem ela era (coisas de um albergue repleto de gente). Na verdade a Bruna passou o recado pra Suzi, apenas alguns minutos antes de nossa viagem de volta para Sampa… Enfim, fica para a próxima. :P