Mais um linkezinho (juro que em breve volto a escrever)

Como já se sabe, colunista bom é aquele que diz o que você pensa. Assim sendo, Jabor é bom. Principalmente hoje.

Nos anos 60, parecia que o mundo ia descobrir um reencantamento laico, com a glória da juventude, a alegria da democracia criativa, que a inteligência teria um lugar no poder, que a ciência e a arte iam nos trazer uma nova beleza de viver. (…)

Sente-se no ar uma grande fome de chefes. (…) O sucesso planetário dos evangélicos, as massas delirando com ídolos de rock mostram que em breve talvez ninguém agüentará a solidão da democracia. (…)

A grande sedução do simplismo (e do mal) é que ele é uno, com contornos concretos, visível. (…)

Ele (George Bush) se orgulha de sua burrice. Outro dia, em Yale, disse: “Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidente dos USA”. É a vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras. Inteligência é chata; traz angústia, com seus labirintos. Inteligência nos desampara; burrice consola, explica. O bom asno é bem-vindo, enquanto o inteligente é olhado de esguelha. Na burrice, não há dúvidas.

(essa é a versão reduzida da coluna - for dummies)

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