Porra, motorista, eu pedi para parar ali!!!!

Ontem tive que ir à cidade, resolver umas coisas, (já reparou que toda vez que alguém está com preguiça de explicar alguma coisa, ou deliberadamente quer sonegar uma informação, usa a expressão “resolver umas coisas”? Que não significa nada, mas dá a impressão de que você é importante a ponto de ter “coisas para resolver”. No meu caso, tive uma reunião e comprei também alguns chocolates no camelô, mas estava com preguiça de explicar e achei que ninguém estaria interessado nos detalhes de que coisas eram essas).

Voltando, eu estava na parte de “resolver umas coisas”, que é a parte desimportante da história. Atenha-se à parte “fui ao centro da cidade”. Já faz tempo que estou trabalhando em casa, e nessas últimas semanas consegui resolver tudo remotamente. Por isso, só saí de casa para jantar, ir ao médico, ao cinema, essas coisas que ainda não dá para fazer remotamente. Além de tirar dinheiro, infelizmente. Essa é a que mais me faz falta. Quando vou poder imprimir meu dinheiro em vez de ter que andar até o caixa eletrônico?

Sabe, me senti como se tivesse chegado de uma província distante no interior da Rússia, ou do interior do Amapá. Todo mundo estressado, reclamando o tempo todo. Um clima pesado nos escritórios, o ar infestado de queixas e de tensão. Não tensão sexual. Tensão pura, do mal, que entope veia, daquelas que nem uma noite de sexo resolve porque você fica pensando nas horas de sono que está perdendo. E não adianta dizer que você não pensa nisso, porque eu tenho certeza que na época mais negra, estressante e escrota da sua vida você já pensou em horas de sono quando estava trepando.

Uma menina brigou com o motorista da van por nada, um carro foi assaltado na nossa frente no meio de Copacabana. E pior do que o assalto é ter que passar o resto do caminho ouvindo papo de assalto. Cada um contando suas histórias, tentando parecer mais desgraçado e tentando se convencer de que não dá mais para viver no Rio.

Não sei se dá ou não para viver no Rio, sei que odeio papo de assalto. E fico puta com esse pessoal que reclama tanto, mas é isso que estou fazendo aqui agora. Reclamando. É sério, já que comecei, vambora reclamar um pouquinho. Me desculpem os urbanóides de plantão. Entendam, eu adoro essa cidade, adoro camelô, gosto de ver dvds piratas de filmes que ainda estão nos cinemas sendo vendidos por caras que não sabem nem pronunciar os títulos. Mas às vezes canso de morar no Rio. Nunca achei que isso fosse acontecer comigo, mas às vezes canso de tanta gente esperta, de gente estressada.

Ultimamente me convenci de que o ônibus com ar condicionado não cobra pela temperatura aprazível. Longe disso. Os benefícios são, em primeiro lugar: se ninguém sua, ninguém fica oleoso nem cheirando mal, e os bancos permanecem limpinhos. Benefício dois (e mais importante): trocador e motorista são simpáticos e tratam você muito bem, e ninguém dirige como se estivesse apostando para ver em quantas curvas você vomita.

Eu queria dizer que ninguém pode ser fofo e gentil num calor da porra, pegando 4 horas de ônibus em pé, com um chefe escroto e trabalhando pacaralho. E voltei para casa me sentindo estranha, achando que devia ter alguma coisa muito errada comigo por estar assim tão zen.

Será que tinha alguma coisa crucial acontecendo ao meu lado e eu não percebi? Será que eu não me comportei como devia e a professora vai me tirar ponto?

Muitos assuntos só esboçados

Vocês sabem, se não sabem ficam sabendo agora: eu quero mesmo ser colunista de algum lugar muito legal quando crescer. Esse blogue é meio como uma coluna de periodicidade que eu escolho, com temas que eu decido e sem ninguém para vetar minhas idéias. Por tanta liberdade, é justo que eu não ganhe um puto. Mas tem gente que lê, e o objetivo final é esse, não é?

Um dia, vou ser que nem o Ivan Lessa, em suas colunas no site da BBC. Às vezes o moço soa meio desanimado, cansado. Mas essa última está genial. “Genial” talvez seja exagero para a maioria do mundo. Mas para mim é.

Um dia vou escrever com calma sobre as pessoas que eu tenho vontade de falar “quer ser meu amigo?”. Ele é uma delas, ao lado de várias outras. Mas ele provavelmente nunca vai chegar a esse blogue, porque não parece ser o tipo de pessoa que busca o próprio nome no Google. O que me leva de volta à própria coluna que eu queria citar aqui:

“Se não deu no Google, não houve, não aconteceu. O Google é a arma de destruição em massa que não foi encontrada no Iraque. O Google é o campo de refugiados palestino que não foi arrasado por escavadeiras. No princípio era o Google. No fim o será também.”

(…)

Houve um tempo em que o chique era citar filmes esotéricos e diretores esquecidos, livros e autores que ninguém conhecia, lembrar de mulheres inesquecíveis que nunca existiram e assim por diante.

(…)

Hoje, uma das vantagens a se contar no bar é falar de um site (que eu prefiro chamar de sítio, para ir logo criando caso) que se encontrou na Net e que ninguém conhece. Eu já inventei sítios incríveis e calei-os no peito, jurando ter feito promessa a mim mesmo de não passá-los adiante.”

O texto na íntegra, incluindo reflexões sobre o ebay, aqui.

Eu também poderia falar de hordas e hordas de pessoas que se orgulham de conhecer a banda tal antes de ficar famosa, e o diretor tal na época que ele fazia filmes só exibidos na internet. Fica para outro dia.

Segmentação Forçada

Vou começar com um lugar comum: o mercado de trabalho está cada dia mais retraído.
Outro lugar comum: jornalismo e redação não são áreas promissoras e bem remuneradas, assim como direito ou engenharia de produção.
Ainda não foi suficiente? Então lá vai mais um: o profissional do novo milênio (novo? o milênio já tá aí, bombando, há anos) tem conhecimentos em várias áreas, sabe de tudo um pouco e pode resolver vários tipos de problemas.

Por enquanto, vamos ficar com esses três. E vamos brincar de misturar lugares comuns para chegar ao ponto que eu tinha em mente quando comecei.

Se o mercado está cada dia mais retraído, é preciso ser cada vez mais um profissional multitask, porque afinal não se ganha muito e é preciso trabalhar para muitos lugares diferentes, fazendo várias coisas e se virar e escrever, fazer produção, fotografar e assobiar e etc

Parêntese: existe coisa mais redação de vestibular do que usar “cada vez mais” em um texto? Pior do que isso, só mesmo começar com “Hoje em dia…”.
Imagine: “Hoje em dia, o mercado de trabalho está cada vez mais retraído…’. Faltou o gerúndio, mas não vou estar dando esse gostinho a vocês não.
Fecha parêntese.

Como todo mundo, tenho um monte de amigos que trabalham em áreas inexplicáveis para as avós. Antigamente, se você não conseguia explicar o seu emprego para a avó, você era moderno. Hoje, trabalhar com internet é mais velho do que andar para a frente (parafraseando minha vó), e essa regra não vale mais. Mas como eue stava dizendo, muitos dos meus amigos trabalham com internet ou com “novas mídias”, denominação comum para “coisas que podem dar muito certo e virar a nova internet ou podem se tornar tão importantes no futuro quanto um relógio com joguinho como o Casio Game 20″.

E esses amigos trabalham em empresas que trabalham com textos. E com conteúdo. E com uma coisa muito importante chamada “atquitetura da informação”, que é importantíssima e que você poderia explicar para a sua vó dizendo que é mais ou menos como biblioteconomia, mas menos tangível, uma vez que você arquiteta coisas que jamais se transformarão em átomos. Mas nenhum arquiteto de informação vai permitir ser comparado a uma carreira tão sem glamour e empoeirada, então deixa pata lá. O termo designer de informação também vale.

Trabalhei com isso na blah!, porque é impossível trabalhar com conteúdo separado de AI, apesar de o pessoal de AI achar que “como” se mostra é mais importante do que “o que” se mostra.

Mais isso é uma longa discussão que eu posso deixar para lá. A minha pergunta inicial era: porque raios essas pessoas que trabalham em internet e “novas mídias”(sic) têm mania de achar que designers, psicólogos, biólogos e físicos nucleares são melhores do que jornalistas para trabalhar com webwriting ou com AI?

Para os textos, é mais ou menos assim:
“- Ih, mas é jornalista? Não, não, manda embora, e bota um bom ar na sala depois que ela sair”
“- Mas é uma excelente redatora”
“- Mas escreve reclame?”
“- Não, o portifólio dela não tem reclames”
“- Então não serve. Imagina, ela vai começar a vir de sandália para o trabalho, vai reclamar do salário, das condições de trabalho. Todo jornalista reclama o tempo todo. Ela vai sair para tomar chope em mesa de ferro da Brahma. Lamentável”

Outra coisa que eu não sei. Será que existe algum segundo grau que ensine Arquitetura de Informação? Ou um curso do Instituto Universal Brasileiro (aquele que vinha anúncio nas revistinhas em quadrinhos quando eu era pequena e nova demais para fazer os cursos) de AI?

Porque assim, sabe, eu acho (masca chiclete e mexe no cabelo) … Que uma pessoa não burra, que escreve bem (e com poucos erros!!! Escrevi menos erros do que reclames em toda a minha vida!), que aprende rápido e tem bom senso, é capaz de fazer isso bem. Não, eu nunca comprei livros da Amazon falando bem alto no escritório, mas trabalho bem. E não acho que posso (nem quero) trabalhar numa torre de marfim pelo resto da vida escrevendo só matérias sobre tecnologia, comportamento, ciência e bizarrices. Acho usabilidade uma área bem interessante, mas desanimo dela por causa desse tipo de recepção.

Oquei, oquei, entendi. É porque eu nunca comprei livros da Amazon e mandei entregar no escritório, não é?

É porque eu nunca fiz críticas desnecessárias ao trabalho dos outros só para mostrar que estava prestando atenção, não é?

É isso, é isso!!!! Injustiça!!!

(olhando ao redor) Vocês estão todos contra mim!!! Vocês acham que para escrever para internet é preciso escrever reclames!!!!

“Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem ao seu lado. E no entretanto acredite: quase morreu de bronquite. Salvou-o o Rum Creosotado.”

Assim tá bom? (babando)

Assim tá bom????? (limpa a baba escorrendo com as costas da mão) Compre Biotônico Fontoura, eu sei escrever para internet, eu leio livros de usabilidade!!! Vocês querem ver?

(se ajoelha no chão, afasta o cabelo dos olhos, e começa a soluçar. Os soluços vão ficando mais altos)

Isso não é justo, eu podia estar roubando, podia estar estrupando!!!!

(bate a cabeça na parede, se enrosca em posição fetal e chora baixinho, por um longo tempo…)

Considerações aleatórias

Não amiguinhos, escrever não me deixa no gás para escrever mais. Não é um moto contínuo, um vício, uma ginástica ou musculação. Escrever me deixa saciada, afinal, não sou mais uma maníaca depressiva meio soturna e macambúzia que fica juntando letrinhas para se lamentar repetidamente. Non-stopemente. Isso era eu na adolescência.

Esses dias estou na boa, preocupada com coisas reais e não tão reais, como vários e vários castelos no ar que vão me transformar em uma mulher rica e bem sucedida. No ar, talvez, mas garanto que são boas idéias. Mas infelizmente ninguém consegue colocar mil idéias geniais em prática, a menos que seja o Leonardo da Vinci, e eu não tenho essa pretensão. O cara foi um über gênio. Eu sou uma menina inteligente, com algumas boas sacadas. E olhe lá.

Enquanto não me dedico a uma dessas idéias apenas, concentrando minhas energias direitinho, continuo trabalhando para pagar as contas e ouvindo o cd do Morrissey. É bom! Baixem. Ele está lá bonitinho, inteirinho e numerado no soul seek. Mais fácil do que ir na loja e comprar. Aliás, nem sei se já está à venda por aqui…

E quando o trabalho-para-pagar-contas fica bom, fico feliz o suficiente para achar que já escrevi o bastante naquele dia. Afinal, alguém acha que é fácil fazer 10 mil toques de piadas e considerações jocosas sobre Playmobis e Relógios Champion?

Comecei um livro. Pode ficar bom. Ou não. Estou com medo dele, para falar a verdade. Sei que tenho amigos que já escreveram até mais de um. Eu também já escrevi um livro, mas foi parceria, uma história real, baseado em pesquisa e entrevistas, é bem diferente. Ficção é mais aberto. Tenho medo de não gostar, de mexer demais, de não querer mexer.

Sim, sim, se eu ficar com medo ele não sai. Sei disso, ninguém precisa me dizer. Mas eu não deixo de fazer as coisas por estar com medo. Eu faço, mesmo apavorada. Só estou acostumando com a idéia.

The Death of Coolness

Sabe, eu me achava uma mulher cool. Daquelas que não briga em promoção de loja, nem que aluga DVD porque “todo mundo gosta muito desse”. Muito pelo contrário. Quando uma vendedora me dizia “…mas todo mundo vai usar essa cor no inverno!”, eu sempre respondi “por isso mesmo é melhor eu usar outra roupa, né?” – fazendo a moça piscar os olhinhos com sombra azul antes de dar um sorriso.

Pois bem. Esse sábado, qualquer arremedo de coolness que ainda pudesse ter foi por água abaixo. Agora, quando você se vir no meio de um autêntico programa de índio, pode procurar por mim, de cocar e fazendo a dança da chuva (ou do sol, dependendo do evento) em meio à multidão.

O que aconteceu foi que este sábado, chovendo muito, Namorado resolveu ver Tróia, no Niuiorueciticenter. As opções eram Tróia, Van Helsing ou Diários de Motocicleta (que estou achando que vai ser um saco – sentimentalista para americano ver – mas isso é só um pré-pitaco). Ou seja, me senti mais ou menos como quando meu irmão era pequeno e fazia perguntas idiotas como “você preferia morrer queimada ou afogada?”.

Mas na sexta o Namorado tinha ido até a Lapa no aniversário de uma amiga minha,voltou dirigindo morto de sono e não reclamou. Portanto, eu tive que escolher. Valorizei bastante minha boa vontade e falei: “Vamos ver Tróia e eu não vou reclamar de nada”.

Confirmando minha teoria do contraponto (que vou explicar aqui outro dia), Namorado reclamou bastante ao sacar a ambigüidade do conceito “diversão” contido em sua idéia. Chuva. Fila para entrar no estacionamento. Engarrafamento no estacionamento. Uma coisa que eu não suporto é punhetação para esperar vaga. Sempre estaciono no lugar mais distante, só para não ter que ficar rodando sobre o eixo e esperando carros saírem. Tem coisa mais stalker do que ir, de carro, em primeira, bem de-va-gar-zi-nho, perseguindo uma família feliz a pé por metros e metros, para depois ficar de tocaia enquanto eles ligam o carro e acomodam as crianças, só para pegar a vaga? É por isso que eu sempre prefiro estacionar lá longe.

Estacionamos no Barrashopping, e descobri passando pelas poças que a sola da minha bota está arrebentada, que minha meia ficou molhada e que eu vou precisar gastar no mínimo 100 reais para comprar uma bota nova igual (idêntica) à velha.

A fila do cinema era uma coisa interessante. Fiquei me perguntando, como sempre, porque as pessoas reclamam de fila de banco. De fila na Caixa Econômica. A fila da Caixa tem ar condicionado, cadeiras e uma senha (o que significa que você tem o direito de ter vontade de fazer xixi enquanto estiver ali). Mas as pessoas têm tesão por fila de cinema! Voltas e voltas uma serpente enrolada formada por pessoas com roupas estranhas e tensas, que perdiam seus amigos e ficavam mais tensas, gritando “Jeniffer! Jeniffer!!”

Havia uma fila geral, uma exclusiva para Tróia, uma para clientes Vivo e uma para quem comprou ingresso pela Internet. Todas grandes e coalhadas de jenifferes. Que estavam pagando para estar ali.

Namorado percebeu minha estoicidade. Surpreendente. Dá para entender a gravidade dá coisa?

Desistimos (ele desistiu – eu tinha jurado que não ia dar piti, lembra?), e eu (eu! não acredito) dei a idéia de comermos cebola do Outback. Foi aí que tive certeza que não sou uma mulher cool. Havia 22 mesas de dois na nossa frente. E eu esperei!! Sentei num canto do restaurante, ao lado de um grupo de amigos, peguei uma Veja de duas semanas atrás e fiquei lendo. No canto do restaurante, mal iluminado, lendo revista velha, esperando para pagar caro por comida?

Eu, que passei a vida evitando virar a cena da salsicha/escada rolante do Koyaanisqatsi, vivi esse sábado de chuva num shopping que detesto, com um multiplex que eu odeio, em uma fila de restaurante!!! Sem querer matar alguém! Mais exatamente, numa boa. E fiquei feliz de encher o bucho de Ribs.

Minha mãe diz que estou amadurecendo.

Eu estou com medo.

Ps: Caralho! Mais medo ainda! Acabei de checar no imdb. Escrevi Koyaanisqatsi certo sem olhar…

filmes

Esse texto é de umas duas semanas atrás. Mas se você tiver paciência, dê uma olhada. São minhas impressões sobre as Bicicletas de Belleville e Kill Bill. Em um lounge para aliens vermelhos. Como assim? Bom, são idéias de meu priminho Victor, designer e self-made-cool-man de plantão.

Curitiba mon amour – uma série de comentários desconexos em várias partes

Parte 1 – O show.

Descobri que os fãs de Pixies são a raça mais chata do mundo. Mais chatos até mesmo do que os fãs de Los Hermanos. Hermanos, graçasadeus vocês não são os pixies!

Muvuca. Muvuca. Cigarros. Muitos cigarros. “Cara, não acredito que vou ver um show do Pixies!!!! Aaaahhhhh!!!!”. Pulinhos. Gritinhos, abraços.

Começa, porra, se vocês não começarem eu vou matar alguém.

“Pixies muito louco!!!!!”.

Pelo menos ninguém gritou ‘toca raul!’, a pior frase de todos os tempos, punida com uma passagem só de ida para o Iraque e uma execução em vídeo.

“Toca Raul!!”.

Ops! Agora não falta mais nada.

Começou. Pin! Frank Black bate o ponto. Pin! Kim Deal bate ponto. Pin! Pin! Joe Santiago e David Lovering batem ponto. 1, 2, 3 minutos. 99, 100 minutos de show. Pin! Pin! Pin! Pin!

Nem tchau. Nem “oi Curitiba”. Nem nada. O show foi bom. Foi frio. Mas para as pessoas que estavam ali, “no show at all” daria da mesma. Alguém aqui se lembra de quando eu falei em “felicidade arbitrária”? Pois é. Acho que presenciei a mais consistente manifestação de euforia arbitrária, sábado à noite, na Pedreira Paulo Leminski. As pessoas estavam eufóricas pelo simples prazer de estarem eufóricas. Bom, fico feliz por elas. Só preferia que não gritassem tão agudo nem esbarrassem em mim enquanto se abraçam em êxtase.

E pronto. Agora que sou uma indie-cult, também bato ponto. Comentários sobre o show do Pixies em Curitiba postados. O resto da viagem vem aí. Meus comentários indispensáveis sobre Teenage Fanclub, mesmo que indispensáveis, não farão falta. Não assisti ao Mombojó, porque estava muito ocupada do lado de fora da pedreira, passando pela revista três vezes, até conseguir entrar com a câmera dentro da blusa.

Amanhã, se tudo der certo, vou colocar um vídeo do show aqui. Talvez até dê para ouvir minha voz esganiçada errando a letra ao fundo. Talvez não. Mas para isso, é preciso que eu aprenda a colocar vídeos aqui nesta bodega. Será?

Não percam, amiguinhos, o próximo capítulo de Barbara Contra o Monstro do Site! E logo após, Curitiba Mon Amour, parte dois!

Voltei

Época complicada essa para mudar a hospedagem do site. Problemas de publicação, trabalhos, mudança de visual do site (porque não aguento mais esse visual escuro), novas páginas. Uma câmera digital, novinha e lindinha. E eu sem tempo para resolver tudo isso. Muito coisa ainda não está no ar.

Paella com o pessoal da Puc. Quando as idéias começaram a entrar nos eixos, 30 horas de ônibus (ida+volta) para Curitiba, chegando em casa hoje às 4h da manhã.

Voltarei, voltarei direitinho. Em breve, fatos e fotos. Tudo sobre uma turminha muito louca de comunicação da Puc que se formou em 99 e até hoje começa do zero todos os anos. Minhas impressões sobre a cidade em que a luz é branca, as pessoas são educadas, as mulheres só pensam em casar e os fãs de Pixies são chatos (não todos, é claro).

Mas só em breve. Agora tenho que trabalhar. Pandas alemães lançam músicas para celular, raves para surdos bombam pela Europa. E quem disse que trabalhar em casa era um tédio?

Voltando por aqui, aos poucos

No mundo perfeito, eu quero ter puxa sacos. Porque puxa sacos, em muitos casos (no meu, inclusive), são uma coisa a ser conquistada. Você tem que ter um certo mérito para ter puxa sacos.

Por outro lado, puxa sacos são chatos. Ocupam espaço, atrapalham o campo visual e muitas vezes você corre o risco de tropeçar em um deles e quebrar um osso. Portanto, é preciso que os puxa sacos sejam blasés. Absolutamente blasés.

É importante merecê-los, mas não aguentá-los.