Pelo visto, os comentários voltaram

O assunto hoje é Relacionamentos. “é relacionamentos”. Comecei mal. Podia ter começado por “É as mulheres, oba!”, que soa tão mal quanto, mas “é relacionamentos” está certo, acredite. E acredite também que eu gosto de vc e vou poupar as explicações gramaticais.

Já falei isso um milhão de vezes mas vou falar de novo. A melhor coisa da tecnologia é que ela faz qualquer tipo de pessoa (qualquer tipo mesmo) encontrar sua turma. A turma das pessoas que curtem vídeos que mulheres raspando a cabeça, as pessoas que curtem sexo com águas marinhas.

HHmmmmm… Vou começar de novo esse post.

Em noites mezzo quentes, com vento e estrelas como a de ontem, eu subitamente entendo o interesse das pessoas por dogging.

Primeiro, um assunto light até não poder mais. Um curso que se propõe, mais ou menos, a ensinar as pessoas a conquistar outras através do humor. Aulas dadas por um comediante. Isso me lembra Jessica Rabbit, do alto de seus peitões e sua micro cintura de Thalia-shibari explicando seu casamento com um coelho: “He makes me laugh…”
Jessica Rabbit é uma das poucas mulheres que entenderam o que faz um relacionamento dar certo. Não a única coisa, mas como passar a vida com alguém que não faz você rir?
E quanto ao texto da BBC, um discordância. Risada na cama é bom também. (Para o amigo leitor que acha que escrevo que nem paulista: “risada” é uma palavra que não existe no Rio - que eu saiba, só em SP e no Sul. Mas às vezes, é uma boa palavra. Sabe, eu tou desenvolvendo um português OMNIATÓCTONE :o)))

Oquei, você agora já sabe carregar alguém para a cama através de risadas. Vc descobriu que quando uma pessoa ri muito, ela fica sem forças e vc pode arrastá-la quase que para onde vc quiser, certo? E que a cama é um bom lugar para isso. Primeira observação. Lembra do que eu falei sobre noites estreladas? Pense duas vezes antes de levar a moça (essa mesmo, que está rindo até agora) para a cama.
Segunda observação. Tem gente que é exibicionista. Tem gente que é carente e quer aparecer. Tem gente que quer fazer análise de graça. Tem gente que gosta de posar de garanhão. Até aí, nenhuma novidade.
Mas eu não sabia que tinha gente que fazia tudo isso de uma vez só. Mais exatamente, Henrique Goldman.

O camarada fez um documentário chamado “Todas a Mulheres que Amei”, em que conta toda sua vida amorosa, entrevista quase todas as mulheres do título, e conclui dessa experiência catártica alguma coisa que não tenho idéia do que seja. O filme vai passar no Rio e em São Paulo, na mostra “É tudo verdade”. No final das contas, ele explica que filme é um caso de masoquismo.

Alguém duvida que depois dessa ele vai receber mais pedidos de casamento do que o maníaco do parque?

Agora vamos juntar os registros in loco dos relacionamentos com as noites estreladas e o resultado de suas novas cantadas engraçadinha. Em… uma flash mob de dogging!

Flash mob eu já sabia o que era. “Dogging”, descobri ontem. Não na prática. Nesta matéria da Wired, descobri que a nova mania em UK (sim, repito aquele comentário de sempre: onde mais?) As pessoas se organizam através de celulares, mensagens, internet e sei lá mais o quê, para fazer sexo em parques e demais ambientes abertos. E registrar tudo através dos mesmos gadgets tecnológicos (existem gadgets não tecnológicos?) utilizados, 3 linhas acima, para organizar o evento - como por exemplo as câmeras digitais. A reportagem diz que o nome “dogging” se refere ao hábito de “dizer que vai passear com o cachorro (e sair para fazer saliência)”. Discordo. Acho muito óbvio que o termo vem do fato de que quem faz saliência ao ar livre é cachorro. Não só os cachorros, mas também as lagartixas que fazem sexo na janela do meu quarto. Mas essas não contam, porque o cara que escreveu a matéria certamente não as conhece.

Aqui tem um site dedicado ao dogging, para os interessados. Não, o orkut não tem nenhuma comunidade sobre o assunto. Me disseram que lá podem-se encontrar as comunidades mais bizarras do mundo… Pois é, admito que fiquei meio decepcionada ao perceber que os doggers ainda não descobriram o orkut, o que o torna (o orkut) potencialmente menos diverido do que eu imaginava.

3 Responses to “Pelo visto, os comentários voltaram”

  1. Pedro Sette Câmara Says:

    Estou vendo que aquela conversa do Alexandre era verdade!

  2. Vanessa Says:

    A-do-rei o seu blog (nossa, que coisa mais bicha!). Sério, muito engracado, ironico, inteligente! Ótimo! Quando der, dá uma passadinha no meu. Espero que goste também!
    Beijos,
    Vanessa

  3. Vanessa Says:

    A-do-rei o seu blog (nossa, que coisa mais bicha!). Sério, muito engracado, ironico, inteligente! Ótimo! Quando der, dá uma passadinha no meu. Espero que goste também!
    Beijos,
    Vanessa