“Vida e Morte Celestina”, de Alexandre Soares Silva (aquele livro q eu fui no lançamento semana passada)
Uma cidade dentro do paraÃso, para onde vão apenas as pessoas de bom gosto. Se vc faz coisas como usar a palavra outrossim ou meias brancas com sapato preto, naturalmente vai se sentir desconfortável lá, e vai procurar outro lugar para viver (hhhmmm… não-viver, acho).
ASS (hahaha, alguém já se referiu assim a vc? - calma, calma, esse foi meu momento-quinta-série do dia) merece crédito também por ter escrito um romance policial espÃrita de bom gosto. Espiritismo e bom gosto, na minha opinião, não são coisas que a gente veja junto com muita freqüência. Como amigos, quero dizer. Eles podem até andar juntos, mas o espitirismo em uma calçada e o bom gosto na outra, sem se encarar, meio sem ter o que dizer para puxar papo. Mas nesse livro não é assim.
A história vai ficando melhor lá para o final, na hora em que eu estava curiosa para saber o que acontecia mas também meio querendo ouvir mais bobagens-engraçadinhas. E quase falando palavras fofinhas, porque tenho a serÃissima e perigosÃssima maniar de falar no mesmo estilo do livro que estiver lendo. Quando li as Brumas de Avalon, aos 10 anos (como eu tinha dez anos, dê um desconto por eu ter gostado), quase comecei a falar com mesóclises. Numa época que não sabia que mesóclises são mais cafonas do que… Do que… Livros sobre o rei artur narrados por mulheres da década de oitenta travestidas de personagens.
Voltando: VeMC (mais uma abreviação preguiçosa) é aquela ironia mesmo que está no blogue, aquela acidez toda, mas delicadinha, fofinha, mimada e com “açuquÃnhar” (adoro essa palavra - é melhor do que fotinha).
O livro é debochado, apesar de ninguém mais usar essa palavra. Emprestaria para o meu tio, que é um cara debochado pq é da época da palavra “debochado”. Mas ele ultimamente não gosta de ninguém que seja mais novo que ele. E compra livros pelas resenhas que lê. O que, já descobri, nunca dá certo.
O preço é meio extorsivo, 32 reau, mas vale a pena porque:
- o dia que eu lançar meu livro quero que todo mundo compre, mesmo custando caro
- a editora tem um gato muito simpático no logo (ou NA logo, como dizem os designers e pessoas que fazem logos em geral), e está começando agora. Além disso, não cobra frete para entregar na sua casa, o que pode ser reconfortante se vc mora no Acre.
- é divertido, pô, já falei isso.
Março 22nd, 2004 at 2:04 am
Bonifácio, escrever bobagem cansa menos do que escrever tÃtulos. Minha preguiça não é quantitativa, como você à s vezes pode constatar nesse blogue ;o)
Pessoas, acabei de descobrir que o livro custa 26 reais na fnac. Ou seja, eu que fui bobade pagar 32$. E vai uma reclamação: amigos editores, que raio de lançamento é esse que eu vou e ainda pago mais caro pela obra?
O livro: "Ensaios de risco", Otávio Frias Filho. Sim, comprei pela resenha do globo. Um proto new journalism gonzo autoral que morre na praia apesar do que parece uma boa intenção e uma certa sinceridade, onde parece que muita coisa foi pesquisada no google.
Mas resumindo, admito: comprei o liro porque na verdade queria eu ter escrito aquelas matérias. Pena que não sou dona da Folha, e por isso para mim é um pouco mais difÃcil lançar um livro "só porque quero".
Alexandre, também gostei da idéia de morar lá. Mas com tanto bom gosto, talvez minha auto estima não aguentasse :oP
Março 22nd, 2004 at 1:20 am
Ei, escrever "VeMC", seguido de "(mais uma abreviação preguiçosa)" é mais trabalhoso do que digitar o tÃtulo do livro. Ufa! Cansei….
Março 21st, 2004 at 11:35 pm
Ah, o negócio do ASS me persegue. Mas se eu não quisesse que isso acontecesse assinaria de modo diferente, né?
Contente que tenha gostado do livro, Barbara. Gostou da cidade também? Eu quero ir pra lá quando morrer, ando negociando a casa e tudo. À noite vou para lá, nos sonhos.
Mas agora fiquei curioso também. Que livro era? Na bolsa? ;>)
Março 21st, 2004 at 6:22 pm
Não vai contar para ninguém qual era o livro que estava na sua bolsa no dia do lançamento? O livro que você disse que comprou pela resenha? :-)