Sempre rir, sempre rir. Para viver você é obrigado a sempre rir

Carnaval. Sem dinheiro para viajar, fico por aqui mesmo. Queria ter arrumado algum trabalho-furada de carnaval, tipo escrever release de desfile de escola de samba ou qualquer coisa igualmente bizarra. Ia ser divertido e me ajudaria a comprar minha câmera digital. Mas até agora não rolou, então já encarei que vou mesmo é formatar HD, ir ao cinema, aproveitar a praia vazia e botar o papo em dia com amigos que tbm vão ficar por aqui.

Já fui uma adolescente revoltada, que odiava carnaval. Na verdade, eu odiava natal, e futebol, e copa do mundo, e igreja, e cemitérios (”inúteis! dinheiro gasto à toa! falta de senso prático!” eu vociferava na época). Hoje em dia vocifero menos. Sabe quando vc vai ficando velho e suas opiniões vão ficando menos divertidas, por ficarem menos controvertidas? Pois é. Por sorte não me levo a sério o suficiente para ter assim tantas opiniões sensatas.

Aprendi a ver que Carnaval é esteticamente divertido, por ser tão colorido e tão deprimente ao mesmo tempo. Principalmente aquele exagero de alegria compulsória, quer coisa mais triste?

Qualquer alegria compulsória é deprimente. Já trabalhei em um lugar onde todas as sextas havia um bolo, e felicidade ostensiva, e coca cola. E todo mundo tinha que entrar no mood e ficar feliz também. Quase como o carnaval. E o natal e a Copa do Mundo.

Alguém devia explicar às criancinhas: “olha, meu filho, se vc não entender porque tem que ficar feliz, não precisa ficar feliz, tá bom?”. Mas não. Ninguém explica e a gente cresce se achando bizarro por pular e sorrir e festejar sem sentir nada por dentro que corresponda a tanta festa. Depois de vários anos descobri que não precisava necessariamente ficar feliz e saltitante só pq todo mundo o estava.

E que podia dar um sorriso superior sempre que alguém me perguntasse porque eu não gostava de futebol. E fazer aquela cara de “respeito que vc goste”, sabendo que na verdade, dizer que respeita a decisão de alguém quase sempre (”quase”, eu disse!) significa “tenho pena de vc e me acho muito acima por não compartilhar essa emoção/sentimento/gosto/preferência de merda”.

6 Responses to “Sempre rir, sempre rir. Para viver você é obrigado a sempre rir”

  1. piscui Says:

    conheco pessoas que ficam felizes mesmo em sexta-feira de bolo…

  2. Oneirvs Says:

    Panis et Circenses Brasileira = Cerveja & Futebol. Nesta época evolui para, LP & Carnaval.

    Eis a I.A. Brasileira. Inteligência Artificial? Não. Ignorância e Aparências.

  3. Szundy Says:

    Antigamente fazia coisas para ficar feliz. Mas não funcionava. Hoje faço coisas porque estou feiz. Descobri que assim é muito mais fácil. Quando não estou feliz, não faço p… nenhuma.

  4. ~Matias Says:

    Brazooka? DDK? Qualeh?

    E, claro, Rio de Jano!

  5. ~Matias Says:

    E o q tu recomenda desse off-carnaval aih no Rio? Tou indo praih e tou cogitando as trocentas possibilidades de diversao a q tenho direito…

  6. Ivan Says:

    Uma vez Barbara, sempre Barbara.
    Recuso-me a comentar mais sobre essa declaração infame.