Da série “Vai Lá”
Queer Eye. O final clássico de um domingo bundando em casa. Arrumando a gaveta do banheiro, jogando fora alguns dos esmaltes azuis que encontrei (mas não todos). Os Fab Five estão brindando à transformação de alguém. Não consegui entender o que eles dizem mas provavelmente isso nunca vai me fazer falta na vida. Posso continuar dizendo “À paz mundial” na hoira dos brindes, que é uma piada velha mas que todo mundo entende.
Eu também preciso de roupas legais e de aprender a fazer drinques, mas não estou a fim de ruminar essas idéias agora. Enquanto vejo um cara atolado cortar pão para fazer um canapé de presunto cru, me vêem à mente imagens da peça de sexta feira. Não que tenha muito a ver uma coisa com outra. Na verdade, nada, mas esse aqui é um post-recomendação de amigos e para amigos. Sim, a peça terror show (da qual falei aqui semana passada) é uma boa coisa para se fazer numa sexta à noite. Melhor do que assistir queer eye no domingo. Definitivamente.
Trata-se de uma grande esculhambação com uma história que surpreendentemente tem início meio e fim. Por história, entenda-se um caos enlouquecido com perucas black power, pessoas falando portunhol, acido na cara, pomarola, e músicas! Uma banda inteira no palco. Uma mega produção da tosqueira! Porque uma tosqueira minimalista não tem o menor valor, e uma peça dessas só vale a pena quando ela é grande, enorme, um absurdo! E é por isso que estou usando tantas exclamações no texto!!
Só fiquei sabendo depois que aquela era a primeira vez que todo o elenco montava o espetáculo junto, uma vez que em todos os ensaios sempre faltavam umas cinco pessoas. O resultado ficou genial. A pior atuação foi a da cortina vermelha, que insistia em desobedecer a monstros, caras-queimadas, padres, músicos, sem discriminação nenhuma.
Entre nossas maravilhosas celebridades instantâneas, Cida Big Brother faz uma novelista cubana sem braços em busca de vingança. E André Gabeh faz um pai de família involuntariamente engraçado porque parece ser a única pessoa por ali que está levando tudo muito a sério.
No final, vc escolhe o final da peça. E depois, vc escolhe entre as duas opções para o resto da sua noite. Opção 1: um chope em algum lugar ali por perto - recomendo os cantos sem música ao vivo do downtown ou o Nó de Corda, no Rosas, que é trash mas fecha bem tarde e onde vc vai ter a chance de ver popozudas dançando raul seixas sem precisar atravessar um portal dimensional - na verdade é o rosas é um portal dimensional por si só, mas isso eu não vou explicar agora. Opção 2: consumir quantidades industriais de gordura e carne de minhoca no macdonalds que fica ali do lado. Ás duas horas da manhã, imagina quantas vezes a gosrdura das batatas fritas já foi usada? Ainda bem que isso só me ocorreu agora, e não quando eu estava lá, comendo batata frita à 2 da manhã. Talvez vc fique atrás de uma drag queen na fila. Talvez vc seja expulso pelos garçons, mas isso é pouco provável, pq aquele macdonalds fica aberto até bem tarde.
Onde?
Teatro Centro Cultural Suassuna
Av das Américas, 2603 - Barra da Tijuca (Fica no Colégio Anglo Americano)
Telefone: 2439 8002