“Lovely spam! Wonderful spam!”, cantam os Vikings
Se vc for passar por NY até o dia 7 de fevereiro - começando por uma suposição tão raoável, o que pode vir depois? - acho que vc deve, depois de ser fotografado como um suspeito de assassinato (alguém acha que um brasileiro vai sequestrar um avião e se jogar contra um prédio? Pode ser, mas não acho muito provável) e tirar digitalmente as impressões digitais, ver essa exposição. Nem que seja para me contar depois, porque não vou estar por lá esses dias.
O evento se anuncia como “Fósseis da Era de Ouro do Spam” e é uma exposição dos tipos de spam que reinavam pela terra lá pelos idos dos anos 2000, e que nos permite imaginar momentos do cotidiano daquela época. Por “aquela época”, entenda-se “hoje”. E imagine as conclusões que as pessoas poderiam tirar de nossas vidas com base no nosso lixo emailístico. Estão todos organizados por temas, épocas e métodos de atravessar os filtros anti-spam. Para mais informações, leia a matéria da Wired.
E já que o assunto é esse, outro dia baixei o esquete do Monthy Python que criou o termo - digo, deu origem ao termo como conhecemos hoje. Na verdade, Spam foi uma comida enlatada que apareceu na época da Depressão americana, xexelenta o suficiente para não poder ostentar o nome de “presunto”. Nada mais do que a nossa tenebrosa “presuntada” aqui no Brasil. E ficou muito popular na época, considerando que durante a depressão o poder aquisivo da galera despencou, mas não a cota diária de proteínas. S e vc quer saber a cara que essa delícia tinha, vá aqui. Agora sim, o esquete do Monthy Python faz todo sentido. Aliás, como ele estava legendado em japonês, pude aprender (já que a palavra é repetida ad nauseam o tempo todo) a escrever “spam” em japonês!! Incrivelmente útil, né não?
O texto do esquete está aqui, mas não posso disponibilizar o vídeo pq meu plano de hospedagem não permite essas extravagâncias no site.