Aparecer por nada

A angelica está quase sempre na capa da caras. Alguém sabe por que? O que ela tem feito de novo? Onde ela aparece? Quase ninguem vê a moça que, coitada, tem um “game” no video show (e EU em crise, me achando medíocre!! Barbara, lembre sempre da Angélica e pare de reclamar!!!). No final das contas, ela só consegue divulgação quando termina – ou quando volta a namorar – com o Mauricio Mattar.

E o Siro Darlan, faz o quê?

Esperneia! Ele consegue divulgação quando OS OUTROS participam de desfiles, quando pessoas fazem show na apoteose (se eu estou confundindo o lugar, me perdoem – apuração de blogue às vezes é assim mesmo – inexistente), e quando alguém suspeita que uma americaninha matou os pais (adolescentes americanos cometendo assassinatos? isso ainda espanta alguém? naquele país, onde loosers são fabricados às resmas, não era de se esperar que coisas assim acontecessem?)

Um brinde aos nossos papagaios de pirata!

Cagando regra

Um amigo me pediu conselhos e pitacos sobre os textos do seu blogue. Não que eu seja um portento, mas sempre fui melhor em dar conselhos do que em fazer o que eu mesma digo. Sou capaz de dar conselhos de relacionamento óóótemos, perfeitos e ultra sensatos. Mas quando é comigo, sou bem mais enrolada, não tem jeito.

Portanto, me sinto mais capacitada a dar conselhos estilísticos do que a ser um modelo de estilo. Preferia que fosse o contrário, mas vamulá. Ressalva: meus conselhos não são certos. São MEUS, vc pode discordar. Mas como são meus, não vou mudar, não reclame, se quiser discutir, que seja pela retótica, oquei?

Explicado isso, minhas opiniões: escreva em ordem direta. Frases simples. Não use o futuro “isso será um desafio”, nem ênclises “basta-me”. Se vc tem o que dizer, seja simples e vão te entender. Se vc não tem o que dizer, seja rebuscado e soe cafona!!

Copnheço uma empresa em que todas as mulheres usam terninhos, maquiagem pesada e cabelo armado. Nossa, parece um desfile de monstros do pântano! Elas são feias, oquei, mas a maquiagem, o cabelo e a over produção transforma todo mundo na mulher do shrek depois da transformação… Claro que vc deve se cuidar, fazer um bom corte no cabelo e passar um corretivo nas olheiras. Assim como deve reler seu texto, escolher as palavras certas, explicar as idéias, cortar os excessos. Frases feitas, delineador de manhã, lugares comuns, palavras desnecessárias e brincos grandes e dourados costumam ser verdadeiros tiros no pé!

Eu nunca gostei de parnasianismo. Portanto, viva as frases em ordem direta e base e pó de arroz, só para tirar foto, oquei?

Mais uma coisa: sem falsa modéstia, por favor!!! Dizer que escreve mal para receber elogios, assim como dizer que está gorda (com a roupa feia, com o cabelo despenteado) para ouvir “o que é isso, vc está ótima!!” são atitudes de devem ser punidas com uma morte lenta e dolorosa, mais um corte de cabelo de cincurreau e a leitura de todos os livros das Brumas de Avalon!!! (desculpe pelo momento piti, mas às vezes a bichice é necessária!).

Quando alguém me faz um comentário do tipo “me-elogie-por-favor” eu respondo invariavelmente algo como “é verdade, vc escreve num estilo meio Paulo Coelho. Aliás, seu corretor ortográfico está desabilitado?” ou “é, acho que vc engordou um pouco nos culotes. Mas é só comprar calças bem largas que ninguém vai reparar…”

E claro, leia Luis Fernando Veríssimo e Fernando Sabino. Para ser foda, não é preciso ser barroco. Claro que é muito mais difícil, afinal, vc tem que ter talento de verdade. Mas acredite em mim, disfarçar a imperfeição só faz com que ela fique maior. Se for muito imperfeita mesmo, seja chique e ignore!

A Terceira Onda

Esse artigo é meio longo, mas vale a pena. Pensei em traduzir, mas acabei desanimando. Se alguém precisar de tradução, me avise que eu tomo coragem e faço.

A história virou filme em 81, virou livro e o caramba. Com certeza quem é um pouquinho mais velho que eu vai lembrar. Eu fiquei sabendo agora.
Para quem não conhece, trata-se de um professor de História na Califórnia que, em 1967, resolveu fazer uma experiência com seus alunos para:
1 – descobrir por que raios as pessoas na Alemanha nazista se deixaram levar pela filosofia fascista e seguiram Hitler cegamente
2 – saber se esse tipo de coisa poderia acontecer de novo

Bom, em uma semana ele descobriu que sim, podia acontecer de novo, numa escola em Palo Alto. Ou seja, poderia acontecer em qualquer lugar. A história toda, em detalhes, está no artigo principal e nos links a seguir:

- o filme
- um site inteiro sobre o assunto
- artigo “A dangerous experiment”

Uma questão que fica óbvia com essa experiência é o quanto as pessoas precisam de regras claras. Como elas querem se sentir parte de alguma coisa, querem saber a quem seguir. Não é à toa que religiões – velhas, novas, seitas, grupos – crescem como tumores. Eu gostaria muito de seguir alguma coisa. Colocar em alguém a responsabilidade de me fazer feliz e ter uma boa vida. Confiar em alguém completamente. Ter um guru. Ter em que acreditar, não ter dúvidas.

Uma vez escrevi sobre o excesso de opções. No caso eu citava que quando temos um estacionamento vazio, sempre estacionamos mal, ou entre duas vagas, e precisamos dar ré e escolher uma vaga só. E ainda ficamos na dúvida se aquele era o melhor lugar para parar, se devíamos ter estacionado mais perto da saída. Ou mais perto da entrada. Quando existe UMA vaga, acertamos de primeira, estacionamos tranquilos e vamos embora sem olhar para trás.

Dizer que vivemos um período de transições é o maior dos clichês. E é um clichê verdadeiro apenas em parte. Não acho que estamos em transição. Estamos em várias transições, e esse vai ser nosso padrão daqui para a frente. A transição é a ordem.

O papel de cada um não é mais definido. Mulheres e homens já foram totalmente diferentes, depois se disseram iguais (digo, as mulheres gritaram, tão alto que os homens não puderam falar nada até o grito baixar) e agora estamos todos percebendo que somos completamente diferentes, mas ninguém é superior a ninguém.
Uma mulher tinha que se manter virgem e depois fiel. Depois o certo era ter o máximo de experiências. E agora? Tem casal que passa vida monogâmico. Tem casal em que ele fica com todo mundo e ela não. Tem casal que é liberado para ficar com todo mundo, desde que conte. Tem casal que não conta. Tem casal que nem trepa mais. E todo mundo que estiver feliz com isso está certo.

Você pode se formar na faculdade e fazer concurso e ter um emprego para a vida inteira. Vc pode achar isso uma merda. Eu realmente às vezes sinto muita vontade de virar budista. Ou comunista. Ou panssexual. Ou sadomasoquista. Evangélica, cientologista, patricinha, escritora maldita, alcólatra, fazer parte de um grupo de jovens e me crismar e ficar cantando “derrama senhor” no aniversário dos outros. Qualquer coisa que faça eu me enquadrar em alguma definição, ser parte de alguma coisa, saber o que fazer e o que não fazer, deixar que alguém pense por mim, decida por mim.

Mas isso não depende só da vontade de cada um. Certas pessoas cabem nisso. Outras pessoas não vão ter paz. E isso não é mérito. É só que as pessoas que não têm paz resolveram, pelo menos, ter um pouco de glamour. E souberam vender lindamente a imagem de atormentados. Mas isso é uma outra história.

No texto, o professor explica como foram justamente os alunos digamos, menos brilhantes, os que se sentiram mais confortáveis fazendo parte da Terceira Onda. Ou seja, o conforto das regras claras e definidasIsso não funciona para todos, mas funciona para quase todos. Uma vez conheci uma menina de Moscou e perguntei a ela o que as pessoas lá pensavam do comunismo. Ela me explicou que uma minoria não gostava, pois queria crescer mais do que o regime permitia. Mas que para a maioria da população, era bom, e bem aceito.
No caso da Califórnia, os melhores alunos da turma não gostaram nada de perder seu posto de “superiores”, e tinham uma atitude questionadora (ou pelo menos pouco entusiasmada) a respeito da Terceira Onda.

No fundo, a terceira onda tem muito a ver com “Admirável Mundo Novo”, que até hoje é a melhor descrição que já vi do mundo em que eu vivo. Falo sobre isso outro dia. Enquanto isso, vc pode baixar (ou ler) o livro inteiro (em inglês) aqui.

Barbara, a incrível mulher sem foco (alguém lembra de desconstruindo harry? não é bem isso)

Minha energia funciona de uma maneira totalmente irregular e que eu realmente não entendo: tem dias que eu viro uma velha de 80 anos (não a minha vó, que tem 80 anos e é hiperativa), cansada, com sono e totalmente lerda.
Tem dias, como hoje, que estou com energia sobrando. Sabe aquelas aulas de física do segundo grau, em que a gente aprende que quando as moléculas começam a se movimentar desorganizadamente (caoticamente) elas se chocam entre si e produzem calor? Sou eu hoje. Produzindo calor, produzindo uma energia que nao vai para lugar nenhum. Minhas idéias são as moléculas, que ficam se batendo, que nem váááárias bolinhas de pinball sem chegar a nenhum resultado, produzindo calor, virando vapor e indo para lugar nenhum.

Só isso.

Uma campanha baxt de “desmistificação de coisas práticas”

Um dia desses, uma camisinha estourada (a primeira da minha vida – eu tava até hoje duvidando que essas coisas acontecessem mesmo, desconfiando de leve que esssas histórias eram desculpas para não-camisinhas at all) me levou ao fantástico mundo da pílula do dia seguinte… Afinal, uma pessoa que toma pílula que nem eu, quase dia sim dia não, não pode se dar ao luxo de não ser paranóica.
Na verdade eu sou paranóica mais por garantia, mas isso é outra história. A questão é que eu descobri que “pílulas do dia seguinte” são uma coisa absolutamente banal para grande parte da população – que, imagino, usa o troço como anticoncepcional – e agora eu sou uma delas tbm (que acha banal, e não que usa indiscriminadamente).
Minha irmã disse que “todas as amigas delas já tomaram” (bom, será que em todos os casos a camisinha arrebentou mesmo? se for, concluo que eu ando fazendo um sexo muito sem graça, capaz nem de arrebentar milhões de camisinhas). Mas em primeiro lugar, o mais divertido foi descobrir o nome das ditas-cujas – as pílulas, não as camisinhas e muito menos as amigas da minha irmã: são pérolas como “pós love”, “pós ato”, etc. Seria divertido e eu teria rido basrtante se vc não tivesse acabado de fazer sexo sem proteção, correndo o risco de estar fecundando uma criança em minhas trompas de falópio.

Bom, mas eu resolvi escrever aqui por uma questão de serviço. Sabe Globo Cidade, aquelas repórteres que ficam ao lado do buraco no meio da rua cheias de populares pipocando atrás para aparecer na tevê? Pois é, serviço é mais ou menos isso. Eu queria dizer que eu fiquei morrendo de vergonha, sem saber como funcionava essas coisas que eu só tinha ouvido falar, e fiquei sabendo que esse tipo de pós concepção é banal: vc pode chegar na farmácia e dizer: “moço, eu queria uma pílula do dia seguinte”. Ele vai perguntar: “qual delas? De qual laboratório? Qual preço?”. Invente um padrão, escolha uma (preço, nome mais engraçadinho, caixa mais rosinha), e leve. Não é caro, algo como 15 a 20 reais. Vc tem que tomar o negócio antes de 24h, mas como ela impede a fecundação (eu li a bula, tá pensando o que?), e não é abortiva, é bom tomar o mais rápido possível, para evitar que seu nenenzinho seja produzido (porque aí dançou). A segunda pílula (são duas por pacotinho) vc toma 12h depois. E voilá!

De acordo com esses laboratórios e seus farmacêuticos fantásticos, ainda não será dessa vez que vc vai se ver ligada pelo resto da vida ao mancebo-arrebentador-de-camisinhas que estava pelado com vc momentos atrás.

Esse mês eu sou uma recomendada pelo blogue do GNT, canal fofo onde já trabalhei e onde conheci muitas pessoas fofas.

Só isso. Considerando que eu acho o GNT um canal ducacete (mesmo com aquela moça pelada em preto e branco gigantesca na entrada da globosat), fico feliz.

picture yourself in a boat on a river

Nunca achei que fosse possível fazer um churrasco no meio da Real Grandeza. Mas é possível e eu estive em um ontem. Agora imagine a cena, eu e Bruna, duas pessoas rurais, acostumadas a churrascos em condomínios e casas com piscinas ou pelo menos com grama e terra perto da churrasqueira, chegando a um evento no meio da rua, churrasqueira na calçada, mesas espremidas sob a marquise e confraternização em frente a um boteco. Churrasco sem terra e sem lama, mas com um cachorro e com dedos do pé sujos do mesmo jeito pq o chão tinha poças e tava quente demais para sapatos com meias.
Pessoas antigas da puc, o que sempre me deixa gratuitamente feliz, mas nenhuma câmera fotográfica. Eu não sou ninguém enquanto não conseguir comprar um celular com câmera ou uma minicam.

Hoje estou meio preocupada porque preciso mudar tantas coisas em mim que começo a questionar se existe alguma parte de mim que esteja certa. Quando eu estava no segundo grau e ouvia musicas anos 70, observei que os beatles tinham trips de marmalade skies enquanto jim morrison used to ride the snake, sob efeito das mesmas coisas (tudo). Um monte de cerveja pode fazer vc ficar feliz ou brigar com seu namorado, ou seja, não posso mais tomar um montão de cerveja enquanto não morrer e nascer de novo.