one in the cool crowd
White stripes.
No caminho, uma família falando alto na van (alguém aqui achou q eu tivesse para do de andar de van? imagina!), uma sogra mandando o genro (o contrário de sogra. é genro mesmo?) calar a boca e falando mal dele para o neto, enquanto a mãe, acomodando a barriga com mais uma criança (e eu, que até hoje não tive coragem de colocar ninguém no mundo…), mandava a criança calar a boca em gritos histéricos que me incomodavam mais do que a propria criança, e me davam a certeza que depois de anos ouvindo aqueles gritos, o mini-cérebro do moleque ia ficar com algum tipo de seqüela horrorosa.
Meninas acenderam a luz do veículo (hahaha, daqui a apouco estou escrevendo “viatura”) para se maquiar, atrapalhando o motrista e o meu sono (que é mais um dos meus melhores reflexos condicionados - uma maneira de sobreviver a pessoas insuportáveis e a um trânsito mais ainda). Oquei, sobrevivi, cheguei ao MAM muito mais tarde do que eu gostaria.
Pessoas. Conhecidos. A lógica do tim festival é a memsa do free jazz: TODOS os seus conhecidos vão estar lá. Com quais deles vc vai encontrar, isso é outra história. mas todo mundo vai estar no mesmo lugar.
Social, chope a um milhão de dólares, pessoas over-montadas se achando cool, pessoas se achando cool sem ter razão para se achar, mulheres desesperadas procurando homens, homens um pouco mais blasés procurando mulheres (ainda estava bem cedo. mulheres já acordam surtadas na caça. homens surtam só depois de algumas horas e chopes), mulheres esperando seus maridos, em casa, acabarem de jogar rpg. E pessoas interessantes.
O show.
Ficou provado que é possível ocupar um palco inteiro com duas pessoas, considerando que não havia roadies atrás das cortinas tocando alguma coisa sem ganhar nada. Se não havia gambiarra, os caras são foda.
Mas vamos com muita calma. Salvadores do roque my ass: eles são uma dupla que faz um feijão com arroz muuuito bem feito. E têm um desenho bontinho na bateria (essa foi para irritar os fãs).
Depois do principal show do stage, fuja do village, que é palco do ver-e-ser-visto pop: lotado. Sim, é o mesmo lugar que descrevi dois parágrafos acima. Que duas horas antes estava legal, cheio de coisas engraçadinhas para vc enfiar a cabeça, pufes iluminados, lounges, telões e projetores milionários. Depois do show, fica parecendo um ônibus, com música muito mais alta que um ônibus, com go-go girls, o que, convenhamos, não tem num ônibus mas é divertido.
Eu fugi. Tinha coisas bem melhores para fazer naquela noite. Fora do MAM.
Novembro 5th, 2003 at 12:40 pm
A Meg é a coisa mais fofa que já sentou em uma bateria.
Novembro 3rd, 2003 at 8:07 pm
UmNomeDeGrandeCorporaçãoQualquer Festival tô fora. Esse lance de ver-e-ser-visto já encheu. Pode ser que seja rabujice minha mesmo, mas sou mais um showzinho de rock honesto, aonde o que vale é o som e não o visual. Sábado rolou no Néctar Tributo ao Rock com Black Bidrs, Black Dog e Woodstock Band. Pena que eu perdi :(
White Stripes: Pois é, com o rock tão em baixa atualmente e a sede das gravadoras e empresários para vender discos (como se alguém ainda comprasse disco) e ingressos para shows a preços atronômicos, a imprensa promove qq bandinha mais legal que surge ao status de lenda do rock. É por isso que ficou com a galera das antigas. Up The Irons!
Novembro 3rd, 2003 at 3:11 pm
mulher de quem que joga RPG???
fui no sábado. gostei muito do lab. quase não encontrei amigos. gostei dos shows. tentei passar pelo lounge e encontrar a Lu (do viagens diárias) mas não.